terça-feira, 26 de agosto de 2008

Adivinhem lá...

... de onde foi tirada esta foto!...

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Certezas - Mário Quintana

Não quero alguém que morra de amor por mim...Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando. Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas de que gosto, gostem de mim... Nem que eu faça a falta que elas me fazem. O importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível... E que esse momento será inesquecível... Só quero que meu sentimento seja valorizado. Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre... E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém... e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto. Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho... Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento... e não brinque com ele. E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe... Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz. Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz. Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas... Que a esperança nunca me pareça um NÃO que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como SIM. Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros... Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento. Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão...Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades, às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu a pena.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Perguntaram, aqui o têm!

Seixal, 25 de Julho.

Atalaia, 26 de Julho.


27 de Julho.

sábado, 19 de julho de 2008

Ontem foi o dia em que tudo me pareceu negro. Em que me senti pequena. Assustada. Envergonhada. Culpada. Desiludida.
Hoje é o dia em que ponho o de ontem na caixinha de recordações que magoam.
Porque não tenho que me sentir como querem que me sinta.
Porque não fiz nada que justifique sentir-me assim.
Se eu pudesse fazer o tempo recuar dois anos e influenciar o rumo dos acontecimentos, claro que o faria. Mas não posso.
Se eu pudesse fazer o tempo recuar oito meses e influenciar o rumo dos acontecimentos, não o faria.
Abandonei um casamento por não ser plenamente feliz e achar que o merecia ser. Encontrei uma pessoa que me fez ver que estava certa. Devo-lhe essa validação e a descoberta do muito de que sou capaz se a isso me propuser.
Acreditamos ambos ser possível sermos felizes juntos. Não foi.
Custou muito a aceitar, mas aceitei. Custou muito a passar por cima, mas passei.
Com ele, fui participando, sem participar, neste grupo de amigos. Com ele, vieram mais pessoas, com quem, com o passar do tempo, fui amizando.
Quando ele me fechou a porta, se calhar, eu deveria tê-la fechado também. Não fui capaz. Vocês já estavam deste lado.
Devia ter-vos contado isto?
Não. Posso contar-vos tudo, menos a vida privada do vosso amigo.
Menti-vos?
Menti. Menti acerca da forma como apareci. Para não expor ninguém. Apenas e só.
Usei-vos?
Nunca. Por razão alguma.
Tentei aproximar-me dele por estarmos rodeados pelas mesmas pessoas?
Nunca. Muito pelo contrário.
Foi pêra-doce?
Não. Ver a pessoa que desejamos e não lhe podermos tocar, não é pêra-doce. Ter de ter cuidado com o que digo, para não revelar mais do que seria normal eu saber, não é pêra-doce. Ouvir aquela música, não é pêra-doce.
Tive consciência de estar a magoar alguém?
Tive. Por isso desisti de lutar por um futuro a quatro. Depois disso, foi-me dito que não. Que após termos terminado, deixou de haver razões para magoar alguém. Ainda há cerca de quinze dias me disseram que estava tudo bem. E eu acreditei. O futuro a mais de quatro estava assegurado.
Se eu pudesse fazer o tempo recuar uma semana e influenciar o rumo dos acontecimentos, não o faria.
Porque, como vocês, também acredito que nenhum mentiroso tem uma memória suficientemente boa para ser um mentiroso de êxito, e fico contente por não ter de voltar a ter cuidado com o que digo.
E porque eu continuo a acreditar na genuidade e na frontalidade, aqui vai:
Isabel, ainda bem que és o poço de emotividade que és! Se não fosses assim, possivelmente hoje ainda andaria a fazer figura de parva... Obrigado, amiga.
João, adorei ouvir-te dizer que "ontem chamei-te uma série de nomes feios, mas hoje já não." Obrigado, amigo.
Zé Manel, eu não deveria ter questionado o teu modo de ser ou de estar na vida. És o que mostras ser. Obrigado, amigo.

Equacionei não permitir os comentários a este post, mas depois lembrei-me do erro que cometi ao assumir determinadas coisas.
Deixo-os abertos.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Ivete Sangalo

http://www.youtube.com/watch?v=mtiZjpwa0mA&feature=related

Ontem disse a um amigo que sou mais do género de ciclones e trombas de àgua... mas deste tipo!

terça-feira, 8 de julho de 2008

Estava aqui a pensar na primeira vez que me senti, de certa forma, e, respeitando as devidas proporções, desejada. Um desejo infantil, ingénuo, mas, com todas as sensações boas que nos despertam quando outros olhos nos olham com admiração. E, não se tratava dos pais, dos avós, dos padrinhos… Não! Era alguém estranho!!! Uma sensação nova para um sentimento antigo.
Tinha uns 7, 8 anos de idade e era a primeira vez que ia sozinha a uma festa. De aniversário, é claro, de um amigo ou amiga (não me lembro). E, eu tímida, sim, tímida… fiquei quietinha num canto, observando aquele desfile de figuras, quase todas mais velhas, que circulavam no auge de quase uma década de vida….! Dez anos! Com meus sete, oito…. sentia-me uma pateta no meio de tanta imponência.
Estava tudo muito divertido enquanto era apenas um vulto no meio dos outros. Assim, podia observar sem ser observada. Há diversão melhor? Engano… Por mais que desejemos ser vultos, há sempre quem ame as sombras. E começou a música… E, os “cavalheiros” convidavam as “damas” para dançar… uma música lenta… Eu, só observava… Achava que estava imune, invísivel aos olhares, às outras crianças…

- Queres dançar?
- Hã?
- Queres dançar?
- Quê?
- Queres dançar?
- Não estou a ouvir… o que disseste?
- Nada.

Dois tímidos. Eu fingi não ouvir o convite por vergonha e medo de aceitar. Ele fingiu não ter convidado por vergonha e medo de ser recusado. Resumo: Não dançamos.

Engraçado que essa história sempre me vem à mente. É como se alguma coisa ali, que dependesse daquela dança, mudasse o rumo das coisas. Não me lembro do nome do garoto, da sua fisionomia, da música que tocava, e sequer quem era o aniversariante… mas, não me esqueço da sensação - de pavor e satisfação - de ter alguém, ali, deslumbrado com nossa existência.
Não aconteceu. Nossa dança não houve. Lembro-me também da sensação, quase de arrependimento de não ter aceite imediatamente o convite. De pensar que “e se eu tivesse ido”… ou “o que teria mudado”… ou, o que uma simples dança de crianças pode mudar na vida de alguém? Nada? Muita coisa? Tudo?
Hoje, ao ler o texto abaixo, lembrei-me dessa história novamente. Não com a idéia de arrependimento. Não há a angústia. Não foi isso que ficou. Mas, sim, a pergunta… e se….? Isso teria mudado alguma coisa em mim?
Existem acontecimentos-chave que, se dependendo de sua realização, alteram o que somos? Ainda que seja tontaria, como uma dança de crianças?
Kundera tem razão: a vida é só um esboço sem quadro…

E eu, até hoje, não aprendi a dançar…
Seria eu uma eximía dançarina se tivesse dito sim?

"Nunca se pode saber o que se deve querer, pois só se tem uma vida e não se pode nem compará-la com as vidas anteriores, nem corrigi-la nas vidas posteriores. Não existe meio de verificar qual é a decisão acertada, pois não existe termo de comparação. Tudo é vivido pela primeira vez e sem preparação. Como se um actor entrasse em cena sem nunca ter ensaiado. Mas o que pode valer a vida, se o primeiro ensaio da vida já é a própria vida? É isso que leva a vida a parecer sempre um esboço. No entanto, mesmo esboço não é a palavra certa, pois um esboço é sempre o projeto de alguma coisa, a preparação de um quadro, ao passo que o esboço que é a nossa vida não é o esboço de nada, é um esboço sem quadro."
Milan Kundera

segunda-feira, 7 de julho de 2008


Lá se foram as minhas mini-férias!!!


Até breve!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Hoje é o dia do JC poder fazer birrinha, pedir tudo o que lhe apetecer, e dizer tudo o que lhe der na gana!!! E ninguém vai fazer má cara! Ele é bebé!!!!

JotaCê, pela tua simplicidade, alegria, simpatia e amizade, recebe um chuac!!! enorme e um abracinho muito apertadinho!!!

Como não te devo ver hoje, deixo aqui uma pseudo-prenda, ok?

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Hoje fui arejar e matar saudades!
Comecei pela Atalaia! Uma banhoca na piscina e grelhados no jardim! Du best! Segunda-feira, lá estarei outra vez! E desta vez, para ficar!
Acabei na cidade do Castelo Encantado! Tomar! Cidade cada vez mais composta, cada vez mais bonita!
Revi caras que não via há tanto tempo! Saliento duas: A Mariana, que já não via pelo menos há catorze anos: um António, uma Margarida e outra criança a caminho!; O Rui, já devem ter passado uns oito anos! Também já tem dois filhos, ele com nove e ela com seis! Já tenho encontro marcado com eles no café Paraíso, segunda às seis da tarde!
E sabem o que me soube melhor? Sentimo-nos como se tivessemos estado lá, ontem, às seis da tarde! Acho que é isto que nos mostra que as amizades são sentidas, sem tempo nem distância!

quinta-feira, 26 de junho de 2008

E uns caracoles, amanhã, ao final do dia?...

terça-feira, 24 de junho de 2008

Eu digo que é o tempo que ganhamos com cada amigo que faz desse amigo alguém tão importante.
As amizades são feitas de bocadinhos. Bocadinhos de tempo que vivemos com cada pessoa. Cinco minutos podem ter uma importância muito maior do que um dia inteiro.
Há amizades que são feitas de risos e dores compartilhados; outras de escola; outras de saídas, cinemas, diversões; há ainda aquelas que nascem nem sabemos bem de quê, mas que estão sempre presentes. Talvez essas sejam feitas de silêncios compreendidos, ou de simpatia mútua sem explicação. Hoje em dia, muitas amizades são feitas só de e-mails ou blogs e essas não são menos importantes. São as famosas "amizades virtuais". Diferentes podem ser, mas não menos importantes. Aprendemos a amar as pessoas sem que possamos julgá-las pela sua aparência ou modo de ser, sem que possamos etiquetá-las. Há amizades profundas que são criadas assim.
Saint-Exupéry disse: "Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que a fez tão importante".
E eu digo que é o tempo que ganhamos com cada amigo que faz desse amigo alguém tão importante. Porque tempo gasto com amigos é tempo ganho, aproveitado, vivido. São lembranças para cinco minuto depois ou anos até. Um amigo torna-se importante pra nós, e nós para ele, quando somos capazes, mesmo na sua ausência, de rir ou chorar, de sentir saudades e nesse instante trazer o outro para bem juntinho de nós. Dessa forma, podemos ter vários melhores amigos de diferentes maneiras. O importante é saber aproveitar ao máximo cada minuto vivido e ter depois no baú das recordações horas para passar com os amigos, mesmo quando estes estiverem longe dos nossos olhos.

Susana Maria, no nosso caso, acho que nem vai valer a pena fechar o baú!... Gastaria depressa a fechadura, de tanto o abrir... As saudades que vou ter...

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Acordei e infelizmente não era um sonho!.... Tem hoje início a quinzena de praia com os putos!

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Tóne - Episódio Final

Tóne - Vamo-nos aproxegando e logo vemos como meter conversa!...
Gaitinhas - E esconde lá as flores, para não parecermos uns tóininhos, ó Pintas!
Pintas Malaico - Aonde? Aonde?
Gaitinhas - Nos abismos do mar, ó deficiente!
Tóne - Mete lá essas coisas atrás das costas, Pintas!...

Coisinho - Nada a declarar!
Loiraça do Piercing - Mas de certeza que não nos quer contar nada?
Coisinho - Já vos disse que não me chibo. Nada a declarar!
Grossa da Bunda - Podemos sempre interceder por si...
Coisinho - Já joguei à bola, já toquei bateria, mas nunca denunciei um amigo!
A Outra Gaja Boa - Sabe que assim só piora as coisas...
Coisinho - Não sei de nada...
A Outra Gaja Boa - Mantém que Za, JC e Zmsantos são nomes de código que não lhe dizem nada?...
Coisinho - Quer dizer...
Loiraça do Piercing - Mas dizem ou não dizem?
Coisinho - Pá, eu sei quem são. Mas não tenho nada a haver com essa Organização que mencionaram...
Grossa da Bunda - Pois, tá bem!... Sabe quem são esses, mas não sabe que os Ass a fora são uma organização pior que a Máfia Italiana!...
Coisinho - Nã....
Loiraça do Piercing - Esteja calado, homem!
Grossa da Bunda - Pelo que sabemos, a coisa funciona assim: O zmsantos cria o programa informático.
A Outra Gaja Boa - O Za, usando a contabilidade como fachada, introduz-se nas empresas, sempre ligadas à pesca!
Loiraça do Piercing - O JC, com aquele ar descontraído, de quem não faz mal a uma mosca, é o cabecilha, vai controlando tudo, e dando instrucções aos outros dois!! Adivinhe onde?
Coisinho - Nos abismos do mar? hehehehe!...
A Outra Gaja Boa - A parvoeira é reacção nervosa?
Coisinho - Desculpe...
Loiraça do Piercing - Aqui, neste antro! Ambiente de luz reduzida, musiquinha de fundo e gente com aspecto duvidoso...

Pintas Malaico - A quem se referirá ela, ó Gaitinhas?....
Tóne - Querem calar-se?!?...

Grossa da Bunda - Bem, mantém então a sua declaração... Desconhece a razão do desaparecimento dos rabos de bacalhau? É isso, não é?
Coisinho - Nem mais!
A Outra Gaja Boa - Será então notificado para se apresentar nas nossas instalações , na Av. Conde de Valbom.... Pode ser que perante as provas que temos, reconsidere...

Pintas Malaico - Nós é que as vimos primeiro, mas ele é que é convidado para a festa! Pá, vamos lá correr com ele?!??
Tóne - Esquece lá as gajas! Agarra nas flores e deita-as fora! Eu tenho que preservar a minha tasca!
Gaitinhas - E eu o meu stander!
Pintas Malaico - Não percebo!... E onde é que meto as flores?? Aonde?? Aonde??
Tóne - Cala-te, mamén!....

terça-feira, 17 de junho de 2008

Tóne - Comunicado

O blog MisteriosaLua lamenta informar que, por motivo de dificuldades técnicas, não nos será possível apresentar o novo capítulo da novela Tóne, facto a que somos totalmente alheios.
Pelo sucedido, apresentamos as nossas mais sinceras desculpas, e prometemos voltar a postar logo que nos seja possível ( ou logo que saibamos se os gajos nos vão ou não brindar com o encerramento da coisa!).

Sara Tavares

http://www.youtube.com/watch?v=1C9mWN8vKHQ

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Tóne - parte III

...Por querer entalar, fico entalado! Com o Gaitinhas e com o Pintas, a gaja ainda vai reparar na cervejola pendurada sobre o cinto, e lá fico eu a ver barcos irem de saída! Arrepia, e arrepia, sim senhor!...

Tóne - Tou! Gaitinhas! Ouve lá uma coisa... Já saíste de casa?... Ah, tás a chegar... Não, nada, entra lá, estamos na mesa do costume!... Até já...
Pintas Malaico - O gajo que nem pense em galar a gaja da bunda! Nem que eu vá pedir um dragão emprestado a São Jorge! Ele que nem pense!
Tóne - Tá calado e cala-te! Intervalo, please! Deixa-me pensar!! Já não me bastam aquelas gajas histéricas, aos gritinhos parvos, com a merda dos cartazes nas mãos?!?
Gaitinhas - Manos!... Estava a ler um livro sobre a vida de Lenine, mas com miedo que as gajas zarpassem, larguei tudo e vim a correr! Até me esqueci que estava de calções!...
Pintas Malaico - Tás muito bem assim... Sexy!... Fazes-me lembrar uma égua que conheci em tempos!...
Gaitinhas - Cala-te, pá, que tu pelo menos foste às carpas!
Tóne - E fartou-se de arejar as bordas! hehehehehe!!!!
Gaitinhas - "Dá-me os teus olhos, Roger!" Mas que raio de paneleirice é aquela?
Pintas Malaico - Sei lá! Mas que Tá Ká Mines, tá de certeza, e pela maluqueira, umas quantas médias também!
Gaitinhas - Por falar nisso, Ó faxavor! Arranja-me uma dessas coisas com sombrinha, mas com alcool! Até os garanhões precisam de gasoil!
Tóne - Meus, temos de arranjar aqui uma estratégia!! Afinal, como fazemos? Elas são duas, e nós somos mais que as mães!!
Pintas Malaico - É simples, o único bujon em que o Gaitinhas põe a mão, é no de madeira!
Gaitinhas - Mas as carpas também te mamaram o cérebro, foi????....
Tóne - Olha, lá vai ela outra vez atender o telemóvel! Manteiga!!!!!!!!!!!
Pintas Malaico - O piercing é redondo! Ganda cena!
Gaitinhas - Nem no meu tempo de brocas vi Amélia assim! Grossa mas grossa!!
Pintas Malaico - Já te disse: Agarra-te mas é às vassourinhas, que o quartel já está ocupado! Dá-me lume!
Gaitinhas - Já deves é estar com grão na iasa, tu!
Tóne - Tamos safos! A gaja foi mas é buscar outra amiga!!!! Três a três!! Porreiro!

(Continua...)

domingo, 15 de junho de 2008

Hoje fiz uma descoberta, que ainda não percebi se me deixa orgulhosa ou desolada, no que à educação do meu filho diz respeito!
Manhã de domingo, caseira e familiar, na cozinha da casa. O filho com as suas toneladas de brinquedos, a mãe a passar a ferro, o tio a jogar no computador e a matriarca a controlar a cena... Conversas da treta, até ao momento em que a avó diz "merda", e o neto repete "meda!"
Óbvio, o passo seguinte foi o tio perguntar-lhe se ele sabe dizer asneiras! Ao que ele responde prontamente com "porra! meda! cualho! fojasse!", e um sorriso do mais malicioso que podem imaginar!
A quem não se recorda, relembro que a criancinha em causa tem dois anos e quatro meses certinhos!
Percebam então o meu dilema: Desolada, por ele saber dizer quatro asneiras! Orgulhosa, por as identificar como asneiras!...

Tóne - parte I

Anda cá, filha, que não te aleijo! - foi mesmo a vontade que tive de dizer, quando vi a loiraça com o ganda befe a bambolear-se à minha frente! Mas fiquei caladinho!
Macho que é macho não ladra!
Arqueia o sobrolho, passa as mãos pelos cabelos, desaperta mais um botão da camisa, para deixar luzir a cruz de ouro que traz ao pescoço, e ajeita-os! Depois é só esperar pela troca fulminante de olhares! Ah, matador!!
E a grossa a bambolear-se!! Desta vez, foi para ir falar ao telemóvel! Santa manteiga! Até lhe senti o piercing no mamilo direito! O gajo que nunca se lembre de alargar as paredes! Este corredorzinho estreito é perfeito! E toca de aproveitar! Dedo mindinho na orelha! Era chato a gaja vir cá e ficar com cera nos dentes!... Limpinho! Pêlos do bigode no sítio! Estômago contraído! O coisinho está a pegar na viola, ela não deve tardar! E eu tenho tudo controlado! Já pedi o meu cocktail que não sabe a nada, mas que tem uma sombrinha gira, como as gajas gostam!
Muito se ri ela, com a amiga! Atira com os cabelos para trás, mesmo como eu gosto! Gira, a miúda! Deixa-me cá cantarolar, pode ser que ela repare em mim!
Encosta-te a mim!... Era bom, era! Era cá um encosto! Vai lá, vai, até a barraca abana! Ai inventava contigo, inventava! Ó se inventava!
Acabei de ligar ao meu compincha do cão Prieto, a ver se me vem dar uma ajuda com a amiga da amiga! É que para duas não sei se dá, e não quero que a grossa se corte por ter de deixar a outra pendurada! De Almornos aqui, é um instantinho! E estas não escapam!
Inquietação, inquietação!! Inquieto estou eu, que o outro não se despacha! E aquele gabirú, baixinho, começa a controlar a mesa das presas! Só porque é o dono do estaminé, não pense que se safa, que aqui o Tóne, não larga o osso! A febra já tem assador!

(continua...)

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Vamos apoiar as bactérias! Elas são a única cultura que muitas pessoas têm!

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Hoje sinto-me cheia de forças, com vontade de fazer coisas novas, quebrando a rotina (também era gaja para quebrar a cana do nariz, se a descobrisse no meio do enorme inchaço que a esconde!)!
Apetecia-me sair numa missão secreta, convocar as tropas, empunhar cartazes, cantar e gritar!
Tenho de ir tomar os comprimidos!....

domingo, 8 de junho de 2008

Aceito fotos da noite de sábado.
Há coisas que acabam, há coisas que começam, e há coisas que nunca mudam!
O meu trigésimo terceiro ano de vida foi, de facto, marcante!
Descobri que nem todos os contos de fadas têm um final feliz. Duas vezes. Se da primeira vez foi fácil de aceitar, da segunda ainda está a ser muito complicado.
O Rodrigo continua a ser uma criança feliz, o seu mundo não foi abalado. Os meus amigos continuam ao meu lado, e sabem o relevo que têm na minha vida.
Mas o importante deste texto são as coisas que começam, e neste capítulo, só me apetece falar de vocês!
Sabem aquela sensação de quem é integrado numa turma a meio de um ano lectivo, quando os grupos de amigos já estão formados, e quem chega é o estranho, olhado de lado?
Pois bem, foi exactamente o inverso disso que senti, quando vos conheci. Acolheram-me de uma forma natural, sem oitos nem oitentas. Como se sempre vos conhecesse. Como se sempre tivesse estado lá. Aquela primeira noite na Taverna foi como se fosse o regresso de umas férias curtas, e depois disso, a vida decorre normalmente. E eu continuo lá.
Sei que teriam estado onde vos pedisse para estarem. A escolha da Taverna para comemorar o meu aniversário, foi a minha forma de vos dizer que fazem parte da minha vida, e que dela já não saem. E vocês retribuíram à altura, com a vossa prenda!
Para todos vocês, um beijo do tamanho do mundo!

sexta-feira, 6 de junho de 2008

quarta-feira, 4 de junho de 2008

E hoje faz anos o nosso amigo Jorge Palma! Que faça muitos mais! E cheios de belas canções!

terça-feira, 3 de junho de 2008

Fui jantar com os Jorges, num restaurante fantástico, viradinho para o mar! As conversas foram mais que muitas, mas uma serviu como base para um novo post... Fui pesquisar, e descobri isto!

No século IV teve lugar um tal de Concílio de Elvira, que começou a impor na Igreja Católica, pela mesma, o celibato entre as sotainas, mediante as leis abstractas que tão bem caracterizam as irracionalidades religiosas, "continência sob pena de degradação". Alguém mais desinformado destas lides religiosas poderia estranhar um clerical passar uma vida inteira sem urinar, e quem sabe algumas mentes mais abertas às fantasias religiosas poderiam considerar uma plausível miraculosa acção divina de esvaziamento de bexigas sem pingas no tampo da sanita.
Entre 1545 e 1563 realizou-se o concílio de Trento, que voltou a definir o celibato como uma lei inerente ao exercício da profissão clerical. Muito se poderia extrair e divagar sobre este conceito antinatural que atormenta as libidos de tantas sotainas, e que posteriormente se poderá declarar como desarranjo mental grave, que associado à religiosidade poderá obter contornos bastante explosivos, como violações e pedofilia. Mas tal não é necessário dissecar, pois o escrito foca-se essencialmente no incumprimento de tais regras. Deduzindo que ninguém terá obrigado debaixo de armas o padre Francisco Costa a enveredar pela lucrativa e socialmente vantajosa carreira clerical, extraímos uma das mais puras e excelsas hipocrisias católicas.
O clerical referido anteriormente foi o maior progenitor português.
Para quem queria seguir os caminhos da religião católica, é interessante descobrir como os trilhos da religiosidade são percorridos inversamente pelos seus mentores. Enquanto inocentes eram queimados vivos e sujeitos às piores torturas imaginadas exclusivamente pelas mesmas sotainas, o encapuçado Francisco Costa deleitava-se com os prazeres terrenos. Quem sabe não iria assistir aos espectáculos católicos flamejantes enquanto descansava de tão extenuantes actividades. O prior da cidade medieval de Trancoso, conseguiu conceber 275 filhos em 54 incubadoras no século XV. Entre as incubadoras encontravam-se a sua própria mãe, que também não escapou às libertinagens do demente sexual. Para além da sua própria progenitora, na qual gerou 2 filhos, o encapuçado manteve relações sexuais com 29 afilhadas, 9 comadres, 7 amas, 2 escravas, 5 irmãs e uma tia.
O cenário é interessante para conjecturas imensas e numerosas. Perante este cenário, a palavra poligamia torna-se transcendental, assim como as palavras violação e incesto. Não querendo levantar falsas acusações, conjecturava uma situação de paternidade complexa, com a necessidade de memorização de 329 nomes, 329 datas de aniversário e outras explorações da complexidade cerebral em termos improváveis.
Adjectivar estes actos torna-se desnecessário, tão evidentes eles se adjectivam a si mesmos.
A justiça medieval foi efectuada em contornos de real repressão à libertinagem do clerical. A justiça impôs-se em grande perseverança e dignificando Portugal e a Igreja Católica em completa condenação da libertinagem da sotaina! Mas muitas vezes a esmola é grande e o pobre desconfia, tal qual se antecipa uma premonição de que uma condenação de tais actos em tal contexto espácio-temporal seria extremamente improvável. Pois então se confirma a desconfiança, sabendo que tais condenações existiram... No papel...
Do Arquivo Nacional da Torre do Tombo extraímos essa condenação.
"Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado, o seu corpo exposto aos quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido: com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos; de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas, da própria mãe teve dois filhos.
Total: duzentos e setenta e cinco, sendo cento e quarenta e oito do sexo feminino e cento e vinte e sete do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta e quatro mulheres".
Tal condenação foi perdoada no mesmo ano pelo rei D. João II que ordenou a absolvição do demente. Tal perdão foi associado a uma ainda mais escabrosa conduta, o aplauso e gratificações perante tais actos, com a simples frase: "O padre Francisco Costa contribui para o povoamento da Beira Alta". Escusado discursar e dissertar sobre imoralidades de tal situação, tais as evidências hediondas que emanam das pérfidas demências religiosas.

Bruno Miguel Resende
http://www.ateismo.net/diario/

P.S.1 : A história das pingas de urina no tampo da sanita, não foi invenção minha, faz parte do texto original...
P.S.2 : Com a falta de natalidade em Portugal, ainda a moda pega!...
Já que estamos numa de poesia, aqui vai uma velhinha, do Herman José!

Bate leve, levemente,
Como quem chama por mim.
Será chuva, será vento?
Gente não é certamente,
E a chuva não bate assim!...
Fui ver...
Era um ovário!

Palmas, ele merece!

domingo, 1 de junho de 2008

Este é o meu Adeus, Paixão. O meu adeus oficial, pensado e re-pensado, e por isso mesmo espero que definitivo. Adeus às lágrimas, adeus ao amor não correspondido. Adeus à esperança vã, adeus à perda de tempo e de energia. Adeus à angústia. Adeus também à alegria única, adeus ao sonho, adeus ao entusiasmo. Adeus ao nervoso miudinho, adeus ao aperto no estômago e àquela deliciosa falta de apetite. Adeus aos suspiros, adeus ao desejo.
Adeus a ti, Paixão. Obrigada por tudo. Agradeço-te a tua presença nos meus sonhos, e agradeço mais ainda o quanto me aqueceste o coração ao longo de algum tempo. Foste tu quem me ensinou, ainda que de forma totalmente involuntária, o que significava amar, o que era o amor em toda a plenitude que lhe é consentida. Embalaste-me o sonho, acalentaste-me a esperança. Ajudaste-me sempre, em todos os sentidos. E na maioria das vezes nem foi preciso pedir-te nada, porque, também na maioria das vezes, nem deste conta de que o fazias.
Ainda assim, apesar de tudo, não posso continuar a viver na ilusão de algo que sei que nunca será possível. Não posso, como me costumam dizer, "desperdiçar a minha vida" dedicando-me de corpo e alma a algo que não terei -- tu. Tenho uma vida pela frente, e sei que não serás tu a acompanhar-me enquanto a vivo. Vais estar lá enquanto amigo, disso tenho a certeza; mas há dias na nossa vida nos quais precisamos de algo mais para além de um amigo...
Serás sempre a mais doce recordação da minha vida. A mais bela de todas. Por tudo, és e serás inesquecível. De mim terás sempre um carinho especial, por tudo aquilo que foste, e por tudo aquilo que um dia sonhei que poderias ter sido. Conta comigo para tudo; nunca na vida deixei um amigo sozinho, e a ti, por todas as razões, também não deixarei. Foste o melhor 'pedaço' da minha vida; há qualquer coisa tua que vai para sempre ficar em mim, dentro de mim, como se eu e aquilo que tu és para mim fôssemos um só.
Adeus, Paixão. Sê feliz. Não saberei ser feliz se tu não o fores. E mantém a nossa amizade de pé, porque eu farei o mesmo. Esquecer-te? Nunca! Simplesmente guardar de vez no baú aquilo que já lá deveria estar há muito tempo. Amigos, sempre. Mais do que isso... Já não o espero, já não o sonho;se tiver de acontecer, acontecerá, e estarei de braços abertos para te receber. Mas por agora vou dar tempo ao tempo. Vou viver, Paixão. Viver, e, possivelmente, amar. Amar quem me ame; apenas isso.

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Respondendo a um apelo desesperado...

Do piorio, mesmo miguita!
Até ouvi dizer que o JC vai ser o manager do duo artístico "Zé e Zá - os novos homens-bomba!" Acho que um solta as bombas com aroma a caju, outro com aroma a bacalhau!
Quem também anda aí na berra, é a Andreia! Desde que se tornou metaleira, não há aeroporto em que não a mandem parar! Acho que fez de propósito, para ser "revistada"!...
A Carol é outra que não se escapa das críticas! Desde que se tornou sócia da selecção, não quer saber dos pobres! Deve andar por Viseu, a suspirar pelo Ronaldo!
A Fátima, coitada, essa deve andar atarefadíssima, a aturar as manias de vedeta do seu mais que tudo!
A Patrícia, a.k.a. Fatela, deve estar refugiada num bunker secreto, para ver se escapa dos ensaios do pai e do amiguinho do pai! Tadita!...
O Rogério é outro desgraçado, que deve andar a correr de um lado para o outro, entre ensaios e tentativas para emissão de sinais de vida por parte dos outros elementos do Trio!
Se não fossemos nós, miguita, que seria deste nosso bairro??...
Há locais que se vão transformando ao ritmo das emoções…
O chão é da mesma textura e as casas continuam iguais e serenas, na tranquilidade de quem vê partir e chegar tristezas e alegrias. A estrada que nos leva até lá é que parece tornar-se mais sinuosa e longa à medida que as recordações se acumulam e as saudades apertam.
Os espaço que ocupamos vão sendo transformados num campo minado...
É a rua que nos traz um perfume familiar, é a praia que nos traz o adormecido sabor de um beijo ainda presente. É o lugar mais insuspeito que ao ser pisado faz a respiração acelerar ao mesmo tempo que põe a mente em câmara lenta. Um pé em falso e rebenta uma caixa de pandora, que maleficamente traz a tristeza montada a galope nas coisas que juramos ainda amar eternamente.
Bem faço eu, que não gosto do "campo minado". No jogo, é só assinalar com um bandeirinha as casas armadilhadas e não mais as voltar a abrir… Santa realidade virtual!
O inconsciente leva ao afastamento dos lugares que nos fazem recordar o sabor da felicidade.
Que lógica esta!, que nos dá coragem de voltar a rir no local onde partimos uma perna e nos faz, simultaneamente, evitar, com medo de voltar a errar, e a chorar, os locais que colorimos outrora com sorrisos!...

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Sabia que te procurava sem um outro motivo que não o de querer ver-te outra vez e sentir pedaços da tua sombra, uma gota de um sorriso, talvez uma lágrima, se ainda a tivesses para me emprestar...
Sabia que não seria ali que te iria encontrar, sabia que um local com rosto de passado ou um qualquer sinal de tempo que já tivesse tido espaço e cheiro se tornaria algo a evitar por ti, mas mesmo assim procurei-te, sabendo que não te iria encontrar.
Talvez o fizesse por saber que ali não teria lugar...
Hoje vou catrapiscar uma Lua!

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Faltou ontem a luz em Massamá, algures por volta das nove da noite. Como estava sozinha e tenho medo do escuro, comecei logo a gritar, em pânico: "Oh não, oh não, vou ficar mais de 5 minutos sem ver o meu blog!". Ou então se calhar disse "merda!", é o mais certo...
Após o choque inicial - no sentido literal, contra a porta da cozinha - tentei contornar as circunstâncias com o mínimo de dignidade. Como qualquer pessoa na mesma situação fui à procura de lanternas e pilhas. E como qualquer pessoa na mesma situação só encontrei pilhas gastas... Solução? Velas! Encontram-se sempre velas numa casa, desde as aromáticas às "Fátima 1988".
Pego então no discman (claro que nesta altura dei-me conta que afinal tinha 2 pilhas - um clássico!) e escolho um cd à sorte. Saiu-me o do Jesus Christ Superstar, que já não ouvia há imenso tempo. Deito-me no sofá. Play. E eis que soam os primeiros acordes! Desta vez, não foi excepção, fiquei com pele de galinha! Sem vertente religiosa pelo meio, adoro o CD!
E como se não fosse já suficientemente arrepiante, a luz volta nesse exacto momento fazendo a voz do Fernando Mendes, num spot do "Preço Certo", ecoar por toda a casa! Nós, civilização contemporânea, não estamos preparados para este tipo de situações.
Falo do Fernando Mendes, claro, é que um aparelho da surdez para colocar no ouvido ainda continua a ser bastante inestético...

terça-feira, 27 de maio de 2008

Susana Maria, paraaaaaaaaaaabéns!!, amiga!!
Não me podia esquecer de destacar aqui o aniversário de quem ri comigo, chora comigo, está sempre comigo!
Adoro-te amiga, e podendo não o dizer tantas vezes quantas deveria (somos umas brutas, não somos?...) sabes que o sinto, mesmo!
Beijo enorme, de mim para ti!
Desde o dia em que partiste, estas duas palavras martelam na minha cabeça sem cessar, qual nave atracada que não é capaz de partir. Nunca Mais. Nunca mais tudo, afinal de contas. Nem a tua voz, nem o teu feitio terrível, nem os teus conselhos, nem as tuas 'palestras', nem as nossas conversas.

A nossa relação não foi fácil. Foi boa, sim, mas tivemos momentos bem complicados, e tu, culto e inteligente como sempre foste, sabe-lo muito bem. O teu feitio era bastante complicado, por todas as razões e mais uma. Houve momentos em que me enervaste muito, em que me magoaste muito, mas nem aí deixei de te adorar, de te dedicar todo o meu amor de filha. Mesmo quando as lágrimas teimavam em correr, o carinho continuava a existir. E, nos bons momentos, que foram muitos, gostei de estar a teu lado, de te ver, de te abraçar. Tantos abraços que eu te dava... lembras-te? E chamava-te Fernandinho, na brincadeira. E, não te tendo contado tudo, contei-te muitas coisas. Hoje penso: quem me dera ter contado mais. Mas há coisas, tantas coisas, que só soube depois de partires... Se as tivesse sabido antes, terias talvez conhecido uma faceta da tua filha que nunca chegaste a desvendar. Mas é claro que agora, onde quer que estejas, podes ver essa faceta e todas as outras, enquanto me ouves e olhas por mim!
Tenho saudades tuas. Queria ver-te, ouvir-te, só mais uma vez. Queria pedir-te desculpa por alguma coisa de que te pudesses queixar. Por todas as coisas que eu possa ter feito e que te tenham magoado. Não sei se houve alguma; só quando nos voltarmos a encontrar me vais poder esclarecer...
Nunca mais, neste vida, te vou ver. Nem ouvir-te. Nem aprender contigo. Nem pedir-te conselhos. Nem sequer zangar-me contigo. Mas acredito e sei que estás por aí, algures, a olhar pela tua filha, de quem sempre disseste ter muito orgulho.
Deixo-te aqui um grande beijinho. Sei que lês isto à medida que escrevo cada palavra... E que olhas por mim, nesse sítio onde estás, e que lutas para que a minha vida seja tão boa quanto um pai deseja a uma filha.
Adeus, Pai. Um beijo do tamanho do Mundo. E sê feliz nesse teu novo mundo...

PS1: Por vezes falávamos de como seria 'o outro lado'. Agora, tu já sabes como é...
PS2: Foi bom ter sonhado contigo!...

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Palhinhas com sabores e linhas telefónicas eróticas são algumas das invenções mais ridículas e completamente desnecessárias da última década.
Outro dia falarei das palhinhas, hoje vou dedicar-me às linhas eróticas.
Não compreendo o que leva alguns homens a utilizar desenfreadamente estas linhas de valor bem acrescentado. Só posso acreditar numa de duas explicações lógicas:
1) Eles acreditam realmente que estão a falar com uma mulher dominadora que acaba de sair do duche, envergando apenas uma minúscula toalha de banho.
2) Eles estão conscientes de que a voz do outro lado é a de uma mulher de fato-de-treino e cabelo oleoso, que consegue gemer e arranjar as unhas ao mesmo tempo. E gostam dessa imagem.
A segunda teoria parece-me a mais credível. Lanço então um repto às empresas que exploram esse tipo de serviços: porque não primar pela honestidade e, ao mesmo tempo, continuar a satisfazer os clientes?

"Antes de mais... Não me chamo Vanessa Carolina como leste no jornal... Sou a Maria do Amparo... E tu?"

"Estou a abrir e fechar rapidamente o zipper do meu fato-de-treino... ziiiip ziiiip.... ziiiiip zippp... Gostas? É sensual, não é?"

"Consegues ouvir-me a limpar as lentes dos óculos?... Oooooooooh ooooooooooh oooooooooooh"
De notar que na última frase o "Oooh" tem dupla função: se por um lado desembacia as lentes, por outro é um ofegar excitante.

Com esta tomada de atitude o mundo seria muito melhor. Não tão bom como se não existisse a fome, a guerra e o Pinto da Costa. Mas ainda assim, melhor.
Desfolho memórias presentes no meu atribulado espírito. Há imagens que não quero ver. Esquecimentos que voltam à memória. Há dores que não passam. Navego por entre um labirinto mais ou menos desconexo que se forma dentro de mim. As encruzilhadas sucedem-se, umas atrás das outras. Há mais pontos de interrogação do que reticências, há mais reticências do que pontos finais.
Há tanto que eu te queria ter dito e não disse. Há um sentimento de injustiça, duro, um sentimento mau, feio. "Porque não tinha de ser assim". Sei bem que tinha de ser de alguma maneira, mas isso não me interessa, porque sinto e sei que não tinha de ser assim.
Vai qualquer coisa muito grande cá dentro. Não consigo medi-la, mas também não me atrevo a questioná-la. Talvez seja dor, ou revolta, ou talvez ainda não tenha conseguido acreditar no que aconteceu. Parte de mim ainda não acredita. Sabe, tem a certeza, mas não acredita. Porque ainda espera que seja diferente. É por isso que por vezes acho que vou ficar louca. Porque, sabendo que o que sinto e penso e digo não tem sentido, continuo a senti-lo, a pensá-lo, e até a dizê-lo como se fosse real. Como se fosse possível. Como se fosse verdade.
Sei que foste, e sei que não voltas. Mas não consigo interiorizar, de maneira nenhuma, que nunca mais te verei. (Maldito "nunca mais", que não me sai da cabeça nem por dois minutos.) Não consigo, é só isso. É uma coisa demasiado grande para que eu me consiga capacitar dela. Por isso, vivo, acho eu, na ilusão. Ou melhor: vivo na realidade, mas agarro-me à minha ilusão inconsciente para que o caminho seja mais fácil de percorrer.
É difícil na mesma, mas eu sempre fui teimosa.

domingo, 25 de maio de 2008

A Lua traduz

Após uma conversa com amigos, em que o tema era a música, resolvi criar esta secção.
Tudo começou porque alguém disse que em Portugal não se escrevem músicas como "lá fora", as nossas músicas são muito ocas, lamechas, ou brejeiras e andam sempre à volta do mesmo!
O mais fácil seria dar exemplos de músicas portuguesas, bem escritas, com temas variados e que cativam tanto ou mais como "as lá de fora".
Mas como sou torta de nascença, resolvi agarrar naquelas "lá de fora" que estão ou estiveram nos tops internacionais, e mostrar o que interessa... a letra!

Está a ficar melhor
Ou ainda sentes a mesma coisa?
As coisas vão ficar mais fáceis para ti?
Agora tens alguém para culpar
Tu disseste um amor, uma vida (uma vida)
Quando é alguém que a noite precisa
Um amor (um amor), temos que compartilhá-lo
Ele abandona-te, se não cuidas dele
Eu decepcionei-te?
Ou deixei um mau gosto na tua boca?
Tu ages como se nunca tivesses tido um amor
E queres que eu continue sem nenhum
Bem é muito tarde, esta noite
Para trazer o passado à tona
Somos um, mas não somos o mesmo
Temos que nos carregar um ao outro
Carregar um ao outro
Um...
Tu vieste aqui pelo perdão?
Tu vieste levantar os mortos?
Tu vieste aqui fazer de Jesus
Para os leprosos que tu inventas?
Bem, eu pedi muito, mais do que o infinito?
Tu não me deste nada, agora é tudo o que eu tenho
Somos um, mas não somos o mesmo
Bem nós ferimo-nos um ao outro
E estamos a fazê-lo outra vez
Tu dizes
O amor é um templo
O amor é uma lei suprema
O amor é um templo
O amor é uma lei suprema
Pedes-me para entrar
E então fazes-me rastejar
E eu não posso continuar agarrando-me
Ao que tu tens
Quando tudo o que tens são feridas
Um amor
Um sangue
Uma vida
Tens de fazer o que deves
Uma vida
Entre si
Irmãs
Irmãos
Uma vida
Mas nós não somos o mesmo
Temos de
Carregar um ao outro
Carregar um ao outro
Um...
Um amor

http://www.youtube.com/watch?v=be0j4PbrQOI

Sim, senhor, uma letra muito mais profunda!... Vê-se bem que é das "lá de fora"!

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Acordou hoje às onze e qualquer coisa, e contou à vovó...

O Digo foi a casa da Zabel e do João! É gaande! Tem pêxes! Cão peto gaande, mau! Cão estanho, lindo! O Digo correu muito! O Diu deu balão! Papou tata fita! A zica do Zé é gira! O Digo correu muito! Taaaanto! O banco é mau, fez doi-doi ao Digo! Os cãos são lindos, o Digo gosta! Os pêxes estavam na àgua!

Julgo que é consensual, foi um dia extremamente bem passado!

À Zabel e ao João, agradecemos a canseira e a simpatia!
À Joana e ao Frederico, os momentos de dança!
Ao Zé, a gaita!
À Patícia, a mousse, fantásticamente cremosa!
Ao senhor Joaquim, a boa sorte que teve, e os bons momentos que daí resultaram!
À Bianca, o não ter mordido!
À Fernanda e ao Zé, a visita guiada!
A todos estes e à Xátima, ao Bruno, à Sofia, à Carol, ao Diu, ao Rogério, e à Andreia, agradecemos a companhia, a boa disposição e a alegria do dia de ontem!

terça-feira, 20 de maio de 2008

Toranja

http://www.youtube.com/watch?v=fn8rSY3nIPE&feature=related
Parabéns, Miga Concorrência!!! Por muito que me esforce, não encontro prenda melhor que a que já trocamos!
Três beijocas enormes!, da Lua, da Sol e da Luinha!

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Deitar cedo e cedo erguer,
não me permite escrever!

domingo, 18 de maio de 2008

A MisteriosaLua também envelhece...
Gostava de contar convosco para me ajudarem a entrar no meu trigésimo quarto ano de vida, com um grande sorriso!
Jantareco na Taverna, sábado 7 de Junho?
Ao responderem, digam-me se preferem bolo de bolacha ou bolo mármore, confeccionado carinhosamente pela Sol!

sexta-feira, 16 de maio de 2008

A Lua responde

MisteriosaLua, que quebra vários mistérios...
Estou a tentar descobrir por que razão os gatos já nascem de bigode e unha grande. Serão eles os mais malandros dos seres vivos?

Maria Agradecida

Não, minha querida Maria. Os meus estudos avançados de biologia mostram que o mais malandro dos seres vivos é o sapo, que não tem rabo, mas senta-se...

quinta-feira, 15 de maio de 2008

É tarde. Não tenho sono, mas sinto-me mais do que cansada. Uma força terrível sugere-me que me embrulhe nos lençóis, ou que, pelo menos, me deite sobre eles, e que me deixe ficar, ali, sem dormir, sem pensar, sem sentir. Ficar por ali, simplesmente, à espera de algo que nem eu sei bem o que é.
A rotina repete-se: tenho o meu momento só comigo, depois desligo as luzes e abro a porta da varanda, com a persiana corrida "com os buraquinhos abertos". E é aí que tudo acontece.
Ao aproximar-me da persiana, o ar fresco da noite envolve-me. Penso em ti, sinto-te nele. Penso em ti com toda a minha concentração, com toda a minha alma, com todo o meu espírito. Naquele momento, nada mais existe em mim a não ser a tua imagem, o teu sorriso, a tua voz, as tuas palavras. Ao toque de uma brisa mais forte, o meu corpo estremece num arrepio. Por breves momentos, chego mesmo a acreditar que chegaste, estás ali, bem perto de mim. Povoas-me, povoas tudo o que existe em mim, tudo o que é meu.
Depois, a brisa pára de soprar. Já quase nem sinto o ar de lá de fora. Respiro fundo. Estiveste ali, sei que sim. Podes não saber que me visitaste, mas eu sei-o. Sei-o, porque te senti perto, muito perto de mim. Senti todo o meu amor por ti a mexer dentro do meu peito, quase a sufocar-me, tal como aconteceu da última vez em que te vi.
Tempos houve em que, ao ouvir a música que ouvi há pouco, as coisas se transfiguravam perante mim. Tudo ficava mais claro, mais brilhante, mais belo!
Continua a fazer-me um friozinho no estômago, esta música. Linda demais para que lhe fique indiferente. Ainda que hoje não me apeteça ouvir música, ainda que hoje até o silêncio faça barulho dentro da minha cabeça, ainda que ande tudo num turbilhão dentro de mim.
Sinto-me contraditória, hoje. Porque me apetece chorar. Porque há alegrias, ainda que poucas, mas há-as.
Precisava de falar contigo. Precisava do teu ombro. Encostar a cabeça nele e chorar enquanto conseguisse. Gritar contigo, se preciso fosse, numa tentativa de aliviar todo este peso (e simultaneamente este vazio) que trago no meu peito. O vazio pesa. Pesa demasiado. Parece que tenho um buraco (ou uma pedra) muito grande no centro do peito, que quase me asfixia o corpo e a alma.
Tenho saudades de ser irremediavelmente feliz por mais do que breves instantes, escassos minutos ou poucas horas. Já fui feliz durante vários dias seguidos. Quanto mais o tempo passa, mais distante me sinto dessa felicidade, e mais difícil me parece voltar a alcançá-la. Porque há problemas que não se resolvem de um dia para o outro. Surgem, crescem, maturam-se, e andam ali, às voltas, sobe-e-desce-sobe-e-desce, até chegarem, para o bem ou para o mal, a um ponto final. Porque queiramos ou não, esse ponto final acaba sempre por vir. Sempre. E eis que eu o vejo a aproximar-se e quero mandá-lo embora... Mas ele não me obedece. Aproxima-se, e ao fazê-lo, deita por terra as últimas esperanças que em mim restavam.
Apetece-me chorar. Só isso.

(Grata por terem dado pela minha falta!)

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Há dias assim... Não apetece!

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Vitor Espadinha

http://www.youtube.com/watch?v=d4W_zRGrLG8
Sozinha em casa, aproveitei para recordar acontecimentos passados que guardo religiosamente, numa caixa de cartão.
Entre fotografias, postais, recortes de papel, cartas, rascunhos e outras bagatelas, tudo impregnado de vivências pessoais, acabo por descobrir sempre, num ou noutro fragmento, motivos para me entristecer ou para sorrir.
Abri-la e visitá-la é penetrar em sonhos remotos ou esquecidos, em detalhes da vida não vivida e renunciada, ou simplesmente descartada. É recordar sentimentos usurpados pelo tempo e já muito inválidos para poderem ser renovados ou reabilitados.
De facto, já não tenho idade para copiar poesia e remetê-la ao namorado com assinatura própria, ou para recuar ao tempo em que ambicionava as estrelas, desejava o impossível e acreditava em tudo, até mesmo na imortalidade dos sentimentos e da vida.
É verdade que continuo a gostar de me deitar na relva, de caminhar à chuva e a desejar parar o relógio quando o encontro é feliz, a companhia agradável ou o desejo me invade. Continuo a gostar de caminhar descalça e de dar gargalhadas, de ouvir o silêncio e a natureza, de gravar os pés na areia fina, de correr na praia e poder abraçar. E gosto do mar e da noite, de me deitar tarde e não levantar cedo. E gosto de ouvir histórias, de ler e aprender, de partilhar. Gosto muito, muito, de ter amigos e de muitas outras coisas mais. Em suma, gosto da vida. Também não é menos verdade que estou mais ponderada e racional. Que assento na experiência de todos os dias, agradecendo à vida os ensinamentos com que quis agraciar-me e que são fonte inesgotável de conhecimento pessoal e alimento de serenidade.
Mas a simpatia maior destas visitas, radica, na verdade, no invariável estado de espírito que aqueles fragmentos de passado, criteriosamente seleccionados, são capazes de me proporcionar. Tão depressa sou invadida por sentimentos de tristeza, de nostalgia e saudade provocados pela lembrança afectuosa das pessoas ausentes e das vivências com elas partilhadas, que foram momentânea e deliciosamente loucas, como, rapidamente, encontro motivos para me regozijar ao verificar que muitos daqueles fragmentos, com o tempo, ganharam concretização e dimensão real.
Apesar de não passarem disso mesmo, simples fragmentos do passado, conseguem ser o espelho e a representação dos desejos passados, dos sonhos idealizados, das ideias ensaiadas e incertas que acabaram por adquirir existência efectiva e redundaram em soluções de vida. Compraz-me, por isso, recordá-los quase permanentemente.