sábado, 27 de setembro de 2008

Era uma vez um homem pobre, mas tão pobre, que a única coisa que tinha era dinheiro!...

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Imagina...

Uma bela manhã de sol... dia lindo... céu azul... daqueles dias em que acordas de absoluto bom humor, tipo filme!!!
Levantas-te, sentindo um leve desconforto numa parte da anatomia da qual não gostamos nem de nos lembrar, porque quando nos lembramos, é mau sinal!!! Como não sei que nome posso usar, para a descrever sem perder a classe, vou apenas dizer que é a parte final do aparelho digestivo, a saídeira, aquela parte que tem uma pregas (se é que ainda tem)...
Pois é!... Acordas com a pecinha em chamas!... O leve desconforto era, na realidade, a suave sensação de que alguém lhe estava a apontar um isqueiro aceso... Uma delícia!
Pensas em como vais fazer para trabalhar, já que o teu trabalho exige que fiques muitas horas sentada (e a ser massacrada!)... É que nem te consegues sentar, e para massacre, já chega aquela dor absurda!...
Boa tentativa, mas não aguentas! Acabas por contar a uma colega a situação, pedindo-lhe que tente marcar uma consulta o mais rápido possível, enquanto vais falar com a Júlia de Matos... Uma delicada e estimulante conversa sobre o porquê de precisares de sair! Por conhecer bem de perto o tal problema, e após ter-te recomendado uns comprimidos-maravilha, não coloca qualquer objecção a que saias mais cedo.
Voltas à tua sala, toda contente por ainda não ter sido desta que morreste de vergonha, e dás com a tua colega a contar a meio mundo a tua enfermidade! O melhor que tens a fazer é mesmo rir-te um bocadinho, mandar uma ou duas piadas e correr dali para fora!
- - - Por ser mau demais, decidi omitir a parte da consulta médica! ---
Entras subtilmente na farmácia, tentando parecer invisível. Entregas a receita ao senhor farmacêutico, que a lê e não se coibe de dizer que aqueles medicamentos são para quem tem varizes ou hemorróidas... e fica a olhar para ti, com aquela cara de eu-sei-que-tens-as-pregas-a-arder! As outras pessoas também, claro!...
Quase, quase a morrer de vergonha, fazes mais umas piadas, ris mais um bocadinho, até porque é mais fácil que escavar um buraco no chão da farmácia!...
Sais de lá a fazer figas para não teres de contar a mais ninguém o drama de teres uma roseira no lugar da rosca!... Vais direitinha para casa, enches o befe de pomada, deitas-te de barriga para baixo e ficas a ouvir as piadas sádicas do teu marido, especialista em bundas!
Mauzinho, não é?....

sábado, 20 de setembro de 2008

Perdida prós lados da Ericeira. stop.
Ainda com muito para fazer. stop.
Saudadinhas de estar convosco. stop.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Era linda, era filha, era única. Filha de rei. Mas de que adiantava ser princesa se não tinha com quem brincar?
Sozinha no palácio chorava e chorava. Não queria saber de bonecas, não queria saber de brinquedos. Queria uma amiga para gostar.
De noite o rei ouviu os soluços da filha. De que adianta a coroa se a filha da gente chora à noite? Decidiu acabar com a tristeza. Chamou o vidraceiro, chamou o moldureiro. E em segredo mandou fazer o maior espelho do reino. E em silêncio mandou colocar o espelho ao pé da cama da filha que dormia.
Quando a princesa acordou, já não estava sozinha. Uma menina linda e única olhava surpresa para ela, os cabelos ainda desfeitos do sono. Rápido chegaram perto e ficaram se encontrando. Uma sorriu e deu bom-dia. A outra deu bom-dia sorrindo.
-Engraçado-pensou uma-, a outra é canhota.
E riram as duas.
Riram muito depois. Felizes juntas, felizes iguais.
A brincadeira de uma era a graça da outra. O salto de uma era o pulo da outra. E quando uma estava cansada, a outra dormia.
O rei, encantado com tanta alegria, mandou fazer brinquedos novos, que entregou à filha numa cesta. Bichos, bonecas, casinhas, e uma bola de ouro. A bola no fundo da cesta. Porém tão brilhante, que foi o primeiro brinquedo que escolheram.
Rolaram com ela no tapete, lançaram na cama, atiraram para o alto. Mas quando a princesa resolveu jogá-la nas mãos da amiga, a bola estilhaçou o jogo e amizade.
Uma Moldura vazia, cacos de espelho no chão.

in Uma idéia toda azul, Marina Colassanti

Não somos cópias perfeitas, não vivemos no mesmo quarto, não copiamos os nossos gestos, não estamos sempre em frente uma da outra... mas nunca nos afastamos o suficiente para deixar a outra sozinha!
Beijos, Querida!

terça-feira, 2 de setembro de 2008


Estamos já em Setembro. Fogo!...
Ontem, no meu sofá, de pernas para o ar, fazendo a minha famosa terapia desconstrutiva, depois de dias exaustivos de trabalho (sim, e o pior ainda não passou!...), fiquei a pensar em como o ano passou rápido e eu nem dei conta... Pior! Como passei praticamente quase todo esse tempo fazendo coisas de que não gosto. Como gastamos tempo com nada, não vos parece?
É assim que, às vezes, me sinto. Embora não me sobre praticamente um fim de semana sem ter qualquer coisa para fazer, não fiz absolutamente NADA. E assim, fiquei a pensar, afinal, o que é o nada? Acho que nos equivocamos com o sentido real dessa palavrinha. Deixar de fazer alguma coisa pode ser muito mais construtivo do que ocupar o tempo com um monte de coisas que não acrescentam, não adicionam… nada!
Não parece estúpido passarmos a vida como uma garrafa? Uma vez li, não me lembro onde, que há gente que nasce para ser garrafa e outras nascem para ser golfinho. As garrafas vagueiam pelo mar, à deriva… indo conforme determinam as ondas. Ora calmas, ora agitadas… elas vão e voltam. Já os golfinhos não. Por mais fortes que sejam as ondas, eles saltam, pulam, driblam… e não se deixam levar! Vão para onde e como querem. Talvez, por isso, pareçam estar sempre sorrindo… maybe…
Nunca estive tão garrafa na vida! E tudo indica que permanecerei assim por um bom bocado. Sinto que estou a ser cada vez mais sufocada por esse estado. Falta ar. Admiro quem consegue ser golfinho.