quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Estou com uma gripalhada daquelas!

Não fiquem muito tempo aqui. Estou sempre a espirrar. Ainda vos pego alguma. Atchim! Estão a ver? Esqueci-me do lenço. Desculpem. Milhares de espécimes do vírus Influenza circulam à minha volta numa nuvem invisível de perigosos agentes infecciosos. Chovem sem dó nem piedade sobre qualquer desgraçado que se aproxime demasiado dos meus tratos respiratórios. Atchim! Desculpa, meu lindo. Foi sem querer.Vocês provavelmente não fazem ideia, mas é difícil a vida de uma sex symbol engripada. Uma pessoa tenta manter-se afastada na estóica tentativa de evitar contaminar os meninos – é muito complicado! O quê? Ah! Obrigado, giro. Mais daqui a bocadinho, talvez. Sim. A sério. Estou a escrever um post.A vida de uma sex symbol com um séquito de gajos ainda se torna mais complicada. Uma pessoa consegue evitar o contágio uma vez, mas depois torna-se impossível. Põe a máscara quando me fizeres essa massagem nas costas, querido. Ui, coça aí. Mesmo aí. Estou quase a acabar. Não, não podes assoar-me! Eu faço isso sozinha. E não andem aqui em casa em tronco nu, só de olhar para vocês fico cheia de frio.Pronto, convenceram-me a acabar o post porque querem medir a minha temperatura. Meus lindos, façam as medições que quiserem mas primeiro deixem-me acabar de beber o meu cházinho com limão, está bem?40 graus? Estou com quarenta graus de febre? Não pode ser! Vocês não percebem, meus lindos corpos gregos, que temperaturas dessas podem ser terríveis para a minha reputação? Com esta febre toda, esta malta nunca acreditará na vossa existência e pensará que eu estou a delirar!

Família...

... é mais do que o sangue que corre nas veias; é mais do que laços "só porque sim"; é quem quisermos que faça parte dela; é a saudade que a sustenta; é a partiha que a torna mais sólida; é nas dificuldades que se revela a verdadeira; é na alegria que fazemos questão que ela lá esteja; é os que compreendem, aceitam e não moralizam; é um vazio quando perdida; é uma história por mais pequena que seja; é cumplicidade; é desabafo... Estão completamente excluídos os hipócritas, os mentirosos, os interesseiros, os que estão só por estar, os que não nos conhecem, os que por mais que tenham feito parte de uma pequena história não nos marcaram por nada que permaneça vivo em nós...tanta coisa para tão poucas pessoas que considero a minha família.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Veia poética

"Agora vou para a esplanada dos baloiços vegetar...
Talvez ler um livro, ou apenas olhar para o mar..."

misteriosalua, in Quartas-Feiras

A arte da Categorização


terça-feira, 18 de novembro de 2008



A falta é um buraco enorme!...
Tão grande, que atiramos para lá
Tudo aquilo que nos faz bem...
Tão escuro, que depois,
dificilmente encontramos o tudo
que lá metemos,
quando nos faz falta...

A falta que me fazes, Fernando António!...

quinta-feira, 13 de novembro de 2008



Na ausência de paisagens, Claude Monet criou - à luz das suas necessidades - o seu próprio jardim, em Giverny, França, imortalizando-o depois em sua pintura.
Pintor ou jardineiro?
Toda a gente deveria construir o seu próprio jardim, procurar as suas cores, encontrar a sua própria paisagem. Na vida, todos nós temos nosso próprio “jardim”.
Ser pintor é fácil - quando só há cores vazias.
Difícil mesmo é ter coragem e disposição para ser jardineiro.

Um bom fim de semana, e boa jardinagem! ;)

quarta-feira, 12 de novembro de 2008


Gosto de pessoas intensas. Daquelas que colocam os seus desejos na montra e se deixam à mostra. Pessoas de personalidade forte, de opinião própria - especialmente se for contrária à minha, é garantia de um bom debate. Gosto de idéias. Gosto de gente que tem a mente a fervilhar. Que não tem medo de viver nem de se mostrar. Gosto de gente que entende as minhas raões, porque é a partir delas que construo os meus valores. Tudo isso me atrai intensamente.
Não gosto de gente antiquada. Que segue o guião. Políticamente correcta. Tudo isso me soa a falso. Mas, que não se faça confusão. Não gosto dos que se fazem de malucos ou que justificam as suas fraquezas em nome do que quer que seja. As pessoas têm de ser elegantes. Não vulgares. Não incorrectas com os valores humanitários. Essas não me seduzem.
Já me disseram muitas vezes que as pessoas são luz e sombra, dia e noite, bem e mal. Gosto dessa mistura.
E prefiro aquelas discretamente inteligentes. Não as verborrágicas que vomitam uma falsa cultura. Gosto das que têm vontade de aprender. Mostram-se verdadeiramente inteligentes e humildes.
Desconfio das que dizem que não são preconceituosas. Isso é, no mínimo, estranho. Somos "moldados" em caixinhas, rotulados. Eu tenho vários preconceitos. Sei de todos eles. Convivo com eles. Não me deixo é dominar por eles. Não ofendo as pessoas. Mas não me misturo com quem não me agrada.
Gosto de quem reconhece os seus erros, os seus medos, as suas inseguranças. Gosto de gente que vê a beleza das coisas, que é capaz de um carinho.
Gosto de gente que, antes de qualquer coisa, deseja. Porque é do desejo que, verdadeiramente, se constroi qualquer coisa. Não gosto de coisas efémeras, que apenas duram um instante. As melhores sensações são aquelas que lentamente se provam. As melhores conversas, as melhores gargalhadas, os melhores beijos, as melhores conquistas são aquelas vagarosamente desejadas.