quarta-feira, 29 de junho de 2011
sábado, 26 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
domingo, 5 de dezembro de 2010
Procura-me
Procura-me na onda que abraça
No vento que trespassa
E fica tatuado.
E o olhar levanta-se,
Atira a sua lágrima de alegria
Cobrindo todo o areal:
Fica e passa...
Na onda que abraça!
Procura-me no azul que beija
Em tudo o que se deseja
E nasce a cada hora.
E a pele ferve-se,
Faz-se poema outra vez e sempre
Inquietando o areal:
Falta e sobeja...
Na onda que beija!
Procura-me no silêncio que canta
No corpo que luta e se levanta
E se lava nas águas loucas.
E o tempo é meu,
Volta na ponta dos meus dedos
serpenteando o areal:
A vida é tanta...
No silêncio que canta!
Obrigada, Pedro! Na mouche!
No vento que trespassa
E fica tatuado.
E o olhar levanta-se,
Atira a sua lágrima de alegria
Cobrindo todo o areal:
Fica e passa...
Na onda que abraça!
Procura-me no azul que beija
Em tudo o que se deseja
E nasce a cada hora.
E a pele ferve-se,
Faz-se poema outra vez e sempre
Inquietando o areal:
Falta e sobeja...
Na onda que beija!
Procura-me no silêncio que canta
No corpo que luta e se levanta
E se lava nas águas loucas.
E o tempo é meu,
Volta na ponta dos meus dedos
serpenteando o areal:
A vida é tanta...
No silêncio que canta!
Obrigada, Pedro! Na mouche!
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Estória de EMBALhAR...
Julgo que QUASE todos os pais passam pelo suplício que é a "fase" em que as crianças adquirem o início daquilo que será, futuramente, o denominado Humor Jabardolas. Contando que este não refina, apenas apura o nível da obscenidade, optei por tomar as devidas medidas enquanto a coisa não passa do "xixi", "cocó" e "peido", ainda que, de forma obviamente incómoda, estes vocábulos sejam proferidos, na maioria das vezes, à mesa. Sabendo que, na impossibilidade de vencê-LO, mais valeria juntar-se a ELE, o dIAZ põe agora o Mariachito a nanar com um estória de encantar inventada por ele. A coisa teve tanto sucesso, texto e ilustrações, que o dIAZ decidiu partilhar convosco, meus TRÊS (3) leitores assíduos.
A Improvável Vida da Remela Joana
Pág. 1 - Gabriel acordava, todos os dias (menos ao Sábado), com muito sono. Por muito que, na noite anterior se lhe dissesse Tens que te ir deitar senão acordas com muito sono, ele pedia sempre Mais um bocadinho, inventando mil e uma desculpas para continuar a correr pela casa com as Meias de Andar Descalço.
Pág. 2 - De manhã, os lençóis da cama pareciam ter cola. Ou seria de estarem quentinhos? Gabriel virava-se para o lado esquerdo quando o pai dizia Acorda, filho e rebolava para o lado direito quando a mãe dizia Pssssst. Depois, esfregava um pouco os olhos e, ainda antes de abri-los, tirava as remelas, enrolando-as entre os dedos. Depois, deitava-as fora.
Pág. 3 - Naquela manhã, porém, Gabriel sentiu que a remela do seu olho esquerdo tinha algo de especial. Em primeiro lugar, porque era maior e mais dura que as do costume. Depois, porque o pai disse Deixa-me ver e ele só pedia isso em relação aos macacos do nariz, aos quais chamava burriés, coisa que o Gabriel achava estranha por ser o mesmo nome que tinham aqueles caracóis do mar que costumavam apanhar nas poças das rochas de Vila Nova de Milfontes e Praia do Malhão.
Pág. 4 - Gabriel e o pai olharam atentamente para a remela e acharam que esta era, na verdade, especial. Era uma bela remela. Parecia mesmo olhar para eles e sorrir, como que pedindo Por favor, não se desfaçam de mim. Guardem-me. Fiquem comigo. Eu adoro-vos. Gabriel e o pai olharam um para o outro, sorriram e disseram, quase ao mesmo tempo Vamos chamar-te Joana. A remela sorriu e aninhou-se entre os dedos do Gabriel, para dormir, porque as remelas são como as corujas, dormem de dia e à noite passeiam-se pelas pálpebras das pessoas.
Pág. 5 - Às escondidas da mãe, que normalmente tinha nojo destas coisas, guardaram a Remela Joana na caixa de um anel, sobre um pouco de algodão, para que se sentisse quentinha e confortável. Deitaram-na com muito cuidado para não a acordar e cada um deu-lhe um beijinho, dos doces, como os do Gabriel. Depois, o pai foi trabalhar e o Gabriel foi para a escolinha, que era o trabalho dele.
Pág. 6 - Ao abrir a porta, o pai despediu-se Bom karaté, filho. Chego a horas de jogarmos um jogo e o Gabriel respondeu Ok, pai. Trabalha bem. Fecha a porta devagar para não acordares a Joana. Parecia, pois, um dia normal. Mas ambos sabiam que tinham, agora, uma remela muito especial para cuidar com carinho.
Pág. 7 - O dia passou devagar, porque normalmente os dias em que apetece chegar a casa depressa passam mais devagar. Gabriel só pensava na Joana e na hora em que iria revê-la, dar-lhe abraços e fazer-lhe cócegas. Ao vê-lo a olhar o vazio, a educadora perguntou-lhe Em que estás a pensar? ao que ele respondeu Na minha remela que deixei em casa. Ela abriu os olhos, muito espantada, e exclamou Blééérgh.
Pág. 8 - À tarde, e como de costume, o avô dIAZ e a avó Natália foram buscar o netinho querido. Gabriel apressou-se a contar-lhes a boa nova e gritou, já no carro Ó avó e avô, eu tenho uma remela que se chama Joana e está guardada numa caixinha para eu brincar com ela quando chegar a casa. Os avós olharam para ele e disseram, os dois ao mesmo tempo Bléééérgh.
Pág. 9 - Quando a mãe chegou a casa dos avós, o Gabriel não lhe disse nada, sabendo que devia guardar segredo. Mas os avós não conseguiram fazer o mesmo e disseram Ó Marta, sabias que o Gabriel tem uma remela guardada em casa? A mãe olhou para ele, abriu muito os olhos e exclamou Bleeeeeergh.
Pág. 10 - Quando chegaram a casa, o Gabriel correu para a caixinha, abriu-a e Joana disse, enfurecida, Estava a ver que nunca mais. Estou à tua espera há uma eternidade, com a sua voz muito aguda. Gabriel disse-lhe Desculpa, amiguinha, mas eu tenho que ir para a escola e não te posso levar porque as pessoas têm muito nojo de ti. Joana olhou muito séria para o seu dono e começou a chorar. Sinto-me tão sozinha, soluçou. Gabriel fez-lhe uma festa na cabeça, mesmo por cima do seu cabelo amarelo esverdeado, e tentou confortá-la Estou certo de que o meu pai vai arranjar uma solução para isso.
Pág. 11 - Gabriel ouviu a porta da rua fechar e correu para o pai, dando-lhe um enorme e forte abraço, à homem, com palmadinhas nas costas e tudo. Pai, a Joana está muito triste porque se sente muito sozinha, disse. Foram os dois falar com ela. Assim que o pai abriu a caixinha, ouviu a triste remela a chorar, um choro muito esganiçado. Então, pequena, porque choras?, perguntou.
Pág. 12 - A Joana respondeu, muito zangada Estou muito sozinha, é horrível. O meu dono Gabriel disse que tu tinhas uma solução para isto. O pai sorriu, olhou para o filho e viu que também ele estava a ficar triste. Foi então que o pai levantou a camisola, escarafunchou o umbigo e retirou de lá uma bolinha de cotão. Tinha uns grandes olhos e um sorriso enorme. Depositou-a ao lado da Joana e o cabeludo amigo apressou-se a apresentar-se Olá! O meu nome é João Cotão. E o teu?, Remela Joana, respondeu ela, enxugando as lágrimas. Foi amor ao primeiro nojo!
Pág. 13 - Ramela Joana e João Cotão casaram e foram muito felizes. Fizeram uma bonita casa dentro da caixinha. Até tinham uma televisão com o Disney Channel, o Canal Panda e o Toy Story 3. Às vezes, de manhã, o Gabriel depositava lá outra remela. E outra. E ainda outra. Mas nunca mais houve uma que fosse tão boa e grande e dura como a Joana. O pai seguia o exemplo e, às vezes, quando chegava a casa, punha na caixinha mais uma ou outra bolinha de cotão, que era sempre da cor da camisola que vestia. Em pouco tempo, a caixinha tornou-se uma casa feliz e alegre, cheia de bolinhas de cotão a brincar e remelas a cantar e a jogar às escondidas. João e Joana foram felizes para sempre e nunca mais ninguém lhes disse Bleeeeergh. Muitos anos depois, Gabriel descobriu porque é que as pessoas tinham tanto nojo de remelas e burriés. Porque, quando se é crescido, chamamos-lhes "excreção". E isso é, realmente, um nome muito feio. Joana é muito mais bonito. Martim é beto, diz o pai.
*
Nota para os que me conhecem:
Este texto exemplifica bem que " todos os que passam por nós, deixam um bocadinho cá dentro". Talvez seja do dIAZ que eu herdei a minha badalhoquice sobejamente conhecida!
**
Nota para self:
Espero que esse bocadinho não seja uma remela...
***
Nota para quem não conhece o dIAZ e e se sente compulsivamente obstinado a conhecer:
http://elmariachidiaz.blogspot.com/2010/11/estoria-de-embalhar.html
A Improvável Vida da Remela Joana
Pág. 1 - Gabriel acordava, todos os dias (menos ao Sábado), com muito sono. Por muito que, na noite anterior se lhe dissesse Tens que te ir deitar senão acordas com muito sono, ele pedia sempre Mais um bocadinho, inventando mil e uma desculpas para continuar a correr pela casa com as Meias de Andar Descalço.
Pág. 2 - De manhã, os lençóis da cama pareciam ter cola. Ou seria de estarem quentinhos? Gabriel virava-se para o lado esquerdo quando o pai dizia Acorda, filho e rebolava para o lado direito quando a mãe dizia Pssssst. Depois, esfregava um pouco os olhos e, ainda antes de abri-los, tirava as remelas, enrolando-as entre os dedos. Depois, deitava-as fora.
Pág. 3 - Naquela manhã, porém, Gabriel sentiu que a remela do seu olho esquerdo tinha algo de especial. Em primeiro lugar, porque era maior e mais dura que as do costume. Depois, porque o pai disse Deixa-me ver e ele só pedia isso em relação aos macacos do nariz, aos quais chamava burriés, coisa que o Gabriel achava estranha por ser o mesmo nome que tinham aqueles caracóis do mar que costumavam apanhar nas poças das rochas de Vila Nova de Milfontes e Praia do Malhão.
Pág. 4 - Gabriel e o pai olharam atentamente para a remela e acharam que esta era, na verdade, especial. Era uma bela remela. Parecia mesmo olhar para eles e sorrir, como que pedindo Por favor, não se desfaçam de mim. Guardem-me. Fiquem comigo. Eu adoro-vos. Gabriel e o pai olharam um para o outro, sorriram e disseram, quase ao mesmo tempo Vamos chamar-te Joana. A remela sorriu e aninhou-se entre os dedos do Gabriel, para dormir, porque as remelas são como as corujas, dormem de dia e à noite passeiam-se pelas pálpebras das pessoas.
Pág. 5 - Às escondidas da mãe, que normalmente tinha nojo destas coisas, guardaram a Remela Joana na caixa de um anel, sobre um pouco de algodão, para que se sentisse quentinha e confortável. Deitaram-na com muito cuidado para não a acordar e cada um deu-lhe um beijinho, dos doces, como os do Gabriel. Depois, o pai foi trabalhar e o Gabriel foi para a escolinha, que era o trabalho dele.
Pág. 6 - Ao abrir a porta, o pai despediu-se Bom karaté, filho. Chego a horas de jogarmos um jogo e o Gabriel respondeu Ok, pai. Trabalha bem. Fecha a porta devagar para não acordares a Joana. Parecia, pois, um dia normal. Mas ambos sabiam que tinham, agora, uma remela muito especial para cuidar com carinho.
Pág. 7 - O dia passou devagar, porque normalmente os dias em que apetece chegar a casa depressa passam mais devagar. Gabriel só pensava na Joana e na hora em que iria revê-la, dar-lhe abraços e fazer-lhe cócegas. Ao vê-lo a olhar o vazio, a educadora perguntou-lhe Em que estás a pensar? ao que ele respondeu Na minha remela que deixei em casa. Ela abriu os olhos, muito espantada, e exclamou Blééérgh.
Pág. 8 - À tarde, e como de costume, o avô dIAZ e a avó Natália foram buscar o netinho querido. Gabriel apressou-se a contar-lhes a boa nova e gritou, já no carro Ó avó e avô, eu tenho uma remela que se chama Joana e está guardada numa caixinha para eu brincar com ela quando chegar a casa. Os avós olharam para ele e disseram, os dois ao mesmo tempo Bléééérgh.
Pág. 9 - Quando a mãe chegou a casa dos avós, o Gabriel não lhe disse nada, sabendo que devia guardar segredo. Mas os avós não conseguiram fazer o mesmo e disseram Ó Marta, sabias que o Gabriel tem uma remela guardada em casa? A mãe olhou para ele, abriu muito os olhos e exclamou Bleeeeeergh.
Pág. 10 - Quando chegaram a casa, o Gabriel correu para a caixinha, abriu-a e Joana disse, enfurecida, Estava a ver que nunca mais. Estou à tua espera há uma eternidade, com a sua voz muito aguda. Gabriel disse-lhe Desculpa, amiguinha, mas eu tenho que ir para a escola e não te posso levar porque as pessoas têm muito nojo de ti. Joana olhou muito séria para o seu dono e começou a chorar. Sinto-me tão sozinha, soluçou. Gabriel fez-lhe uma festa na cabeça, mesmo por cima do seu cabelo amarelo esverdeado, e tentou confortá-la Estou certo de que o meu pai vai arranjar uma solução para isso.
Pág. 11 - Gabriel ouviu a porta da rua fechar e correu para o pai, dando-lhe um enorme e forte abraço, à homem, com palmadinhas nas costas e tudo. Pai, a Joana está muito triste porque se sente muito sozinha, disse. Foram os dois falar com ela. Assim que o pai abriu a caixinha, ouviu a triste remela a chorar, um choro muito esganiçado. Então, pequena, porque choras?, perguntou.
Pág. 12 - A Joana respondeu, muito zangada Estou muito sozinha, é horrível. O meu dono Gabriel disse que tu tinhas uma solução para isto. O pai sorriu, olhou para o filho e viu que também ele estava a ficar triste. Foi então que o pai levantou a camisola, escarafunchou o umbigo e retirou de lá uma bolinha de cotão. Tinha uns grandes olhos e um sorriso enorme. Depositou-a ao lado da Joana e o cabeludo amigo apressou-se a apresentar-se Olá! O meu nome é João Cotão. E o teu?, Remela Joana, respondeu ela, enxugando as lágrimas. Foi amor ao primeiro nojo!
Pág. 13 - Ramela Joana e João Cotão casaram e foram muito felizes. Fizeram uma bonita casa dentro da caixinha. Até tinham uma televisão com o Disney Channel, o Canal Panda e o Toy Story 3. Às vezes, de manhã, o Gabriel depositava lá outra remela. E outra. E ainda outra. Mas nunca mais houve uma que fosse tão boa e grande e dura como a Joana. O pai seguia o exemplo e, às vezes, quando chegava a casa, punha na caixinha mais uma ou outra bolinha de cotão, que era sempre da cor da camisola que vestia. Em pouco tempo, a caixinha tornou-se uma casa feliz e alegre, cheia de bolinhas de cotão a brincar e remelas a cantar e a jogar às escondidas. João e Joana foram felizes para sempre e nunca mais ninguém lhes disse Bleeeeergh. Muitos anos depois, Gabriel descobriu porque é que as pessoas tinham tanto nojo de remelas e burriés. Porque, quando se é crescido, chamamos-lhes "excreção". E isso é, realmente, um nome muito feio. Joana é muito mais bonito. Martim é beto, diz o pai.
*
Nota para os que me conhecem:
Este texto exemplifica bem que " todos os que passam por nós, deixam um bocadinho cá dentro". Talvez seja do dIAZ que eu herdei a minha badalhoquice sobejamente conhecida!
**
Nota para self:
Espero que esse bocadinho não seja uma remela...
***
Nota para quem não conhece o dIAZ e e se sente compulsivamente obstinado a conhecer:
http://elmariachidiaz.blogspot.com/2010/11/estoria-de-embalhar.html
terça-feira, 26 de outubro de 2010
26 de Outubro

É oficial! O dia 26 de Outubro vai passar a ser o meu dia preferido do ano, logo a seguir ao meu aniversário! ;)
Pela segunda vez na minha vida, que de curta vai tendo pouco, esta data fez-me experimentar as sensações de felicidade, aconchego, amor, carinho...
Por outras razões, e ainda que com um sorriso, amizade e profundo respeito, fez-me verter uma lágrima...
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Aspirações!...
Gostava de ser poeta!.... Mandar-te para a puta-que-te-pariu, de um modo mais subtil que este!...
domingo, 18 de julho de 2010
segunda-feira, 31 de maio de 2010
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Grande Rodrigo, na Catedral
Para que não passe em branco esse momento, aqui fica o recuerdo!
Não fica lindo, o Rodrigo, de boné benfiquista?
domingo, 3 de janeiro de 2010
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Ando a sentir falta...

Porque te escolho, neste sussurro sem retorno? Porque te quero no meu sono, se iluminaste sobretudo o que não fui? Morreste-me antes que eu morresse e não consigo morrer sem ti. Nunca consegui. Todos os dias da minha vida estive contigo. Como se todas as amizades anteriores fossem só o caminho para chegar a ti. Como se todas as amizades posteriores fossem apenas a ausência de ti.
Inês Pedrosa, no livro Fazes-me falta
Inês Pedrosa, no livro Fazes-me falta
Há dias que de tão loucos, só se tem vontade de morrer. Não, não me aconteceu nada. Só muito trabalho. Aquele cansaço, cuja única vontade (con)sequente é fechar os olhos e ir para o nunca. O corpo dói. Mas, consigo dormir. E dormir funciona assim como um tipo de morte breve. Durmo, morro, ressuscito no dia seguinte.
Em dias de cansaço, sou instinto. Bicho. Sinto fome, sinto medo e sinto falta. Ando a sentir falta. Da minha família. De algumas memórias. E, às vezes, até de mim. Não é solidão, não. Gosto do silêncio. O que acontece, uma vez por outra, é que as cadeiras vazias, os lugares à mesa, a cama perfeitamente esticada e os muitos copos limpos na cozinha ficam mais visíveis. E lembro-me. E sinto falta...
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Então, e se ...
... a malta viesse jantar cá a casa na próxima sexta-feira?
Sei que é um cadito em cima da hora, mas com boa vontade, tudo se faz!!!
Sejam rápidos a dar-me a vossa confirmação, ok?
Besitos a tuedos!
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Sôdade!...
Um baloiço de cordas
Amarrado naquela àrvore...
Hum!.. Coisas do meu pai...
Hoje, duas saudades:
As mãos do meu pai a empurrarem-me
E a leveza do meu sorriso...
Sorriso de criança apaixonada pelo pai...
Pelo pai que deve estar por aí
A empurrar algum anjo
Num baloiço de cordas de nuvem
Amarradas nas pontinhas de alguma estrela....
Saudades, pai!!!
(... e a culpa é tua, Poeta!...)
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
E se vos disser que...
... os protagonistas das fotos abaixo estão a dormir, na mesma cama, no quarto ao lado do meu?...
E que foi lindo vê-los adormecer de mãos dadas?
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Ela chegou sem avisar e apanhou-me desprevenida e desarmada. Há muito que anda a tentar ser notada por mim, e aproveita qualquer espaço, por menor que seja, para se mostrar, porque não suporta mais ser ignorada. Cansou-se de ficar escondida por detrás do meu sorriso amarelo, do meu olhar perdido para o nada, da ausência da minha alegria e do meu entusiasmo de ser e existir. Deixo, então, que a tristeza ocupe o espaço que lhe tem sido negado, e que lhe pertence por direito, e espero que me mostre para que veio.
Acho que quando a dor é aceite, dói pela metade e apressa-se a ir embora, pois uma vez aceite, incomoda cada vez menos, até deixar de existir. Só que enquanto ainda dói, faz-me sentir sono, e o sono vem depois do choro cansado e agudo que ela me provoca, sem se importar com mais nada, pedindo para a minha mente e o meu corpo se desligarem um pouco.
Chorar até me faz bem, alivia as angústias e esvazia-me de mim mesma. Ando cansada de tentar entender-me a mim, aos outros e ao mundo. Cansada de buscar respostas para o que é humanamente incompreensível. Então, deixo! Deixo-me esvaziar do meu próprio cansaço mental e espiritual, permito-me estar do modo que eu preciso estar agora, mesmo sem um motivo palpável.
Não acusem mais a tristeza de ser a má da fita, párem de tentar camuflá-la em falsas alegrias e sorrisos amarelos. Não digo que tenhamos de ser tristes, longe disso. O que quero dizer é que todos nós temos um pouco que seja de tristeza, que quando oprimida, fica cada vez mais incómoda, até ficar profunda e inflamada. Quando ela for inevitável, deixem que entre, tratem-na com cordialidade, é apenas uma visita breve. Ela não vem para ficar, não quer tomar o espaço da alegria, é singela e humilde, e só vem para preparar o ambiente para uma futura alegria, que se antes não fosse uma dor, passaria despercebida.
“A dor é inevitável, o sofrimento é opcional”. Não sei quem foi o sábio que disse estas palavras, mas ela sintetiza tudo o que quero dizer. Sentir dor é diferente de sofrer, o sofrimento fere e deixa marcas profundas, e pode ser uma escolha. A dor é inevitável, mas é sóbria e tem fundamento, chega e vai embora como uma brisa suave, não deixa saudades, mas deixa-nos melhor do que quando nos encontrou.
Estar triste não é ser triste e a minha tristeza está longe de ser sofrida. Finalmente entendi que a dor me ajuda a crescer enquanto gente, e a cada lágrima que ela provoca, purifica e limpa-me os olhos, para que possam ver tudo aquilo que preciso e que me tenho - inconscientemente – recusado a ver.
Acho que quando a dor é aceite, dói pela metade e apressa-se a ir embora, pois uma vez aceite, incomoda cada vez menos, até deixar de existir. Só que enquanto ainda dói, faz-me sentir sono, e o sono vem depois do choro cansado e agudo que ela me provoca, sem se importar com mais nada, pedindo para a minha mente e o meu corpo se desligarem um pouco.
Chorar até me faz bem, alivia as angústias e esvazia-me de mim mesma. Ando cansada de tentar entender-me a mim, aos outros e ao mundo. Cansada de buscar respostas para o que é humanamente incompreensível. Então, deixo! Deixo-me esvaziar do meu próprio cansaço mental e espiritual, permito-me estar do modo que eu preciso estar agora, mesmo sem um motivo palpável.
Não acusem mais a tristeza de ser a má da fita, párem de tentar camuflá-la em falsas alegrias e sorrisos amarelos. Não digo que tenhamos de ser tristes, longe disso. O que quero dizer é que todos nós temos um pouco que seja de tristeza, que quando oprimida, fica cada vez mais incómoda, até ficar profunda e inflamada. Quando ela for inevitável, deixem que entre, tratem-na com cordialidade, é apenas uma visita breve. Ela não vem para ficar, não quer tomar o espaço da alegria, é singela e humilde, e só vem para preparar o ambiente para uma futura alegria, que se antes não fosse uma dor, passaria despercebida.
“A dor é inevitável, o sofrimento é opcional”. Não sei quem foi o sábio que disse estas palavras, mas ela sintetiza tudo o que quero dizer. Sentir dor é diferente de sofrer, o sofrimento fere e deixa marcas profundas, e pode ser uma escolha. A dor é inevitável, mas é sóbria e tem fundamento, chega e vai embora como uma brisa suave, não deixa saudades, mas deixa-nos melhor do que quando nos encontrou.
Estar triste não é ser triste e a minha tristeza está longe de ser sofrida. Finalmente entendi que a dor me ajuda a crescer enquanto gente, e a cada lágrima que ela provoca, purifica e limpa-me os olhos, para que possam ver tudo aquilo que preciso e que me tenho - inconscientemente – recusado a ver.
sábado, 18 de julho de 2009
Aviso à população feminina
Eu sei que este blogue não é do tipo que dá dicas para as moçoilas ficarem mais bonitas e tal, e, pelo menos no sentido estético, a mulher que vos fala, pouco colabora (para não dizer nada) com o universo feminino. Aliás, quando o assunto é vaidade, é mais fácil eu ser ajudada do que ajudar. Mas hoje, especialmente hoje, eu tenho uma dica muito importante para dar:
Cuidado mulheres, muito cuidado com os sabonetes íntimos! Vou explicar o porquê.
Eu tenho notado que a pele do meu rosto anda muito seca… diferente. E não, não é o clima seco, nem o ar poluído da Grande Lisboa. Isso já começou a afectar a minha pele há anos atrás. Ela só começou a ficar assim estranha há alguns dias. Não, também não são os efeitos das queridas hormonas destruidoras, que nós mulheres somos obrigadas a suportar a agir nos nossos corpos e com as quais os homens são obrigados a conviver (pelo menos os que ainda gostam de mulheres). Eu constatei que a causa era mais simples do que eu imaginava, e mais – bem mais - grave também.
Visualisem a cena (não na íntegra, é claro): Uma banhoca espectacular, duche de água quente, a Lua a cantarolar, feliz e contente debaixo do chuveiro, até dar um berro:
“Putaqueopariu, Lua! O sabonete íntimo não é para lavar a cara!”
Eu tenho notado que a pele do meu rosto anda muito seca… diferente. E não, não é o clima seco, nem o ar poluído da Grande Lisboa. Isso já começou a afectar a minha pele há anos atrás. Ela só começou a ficar assim estranha há alguns dias. Não, também não são os efeitos das queridas hormonas destruidoras, que nós mulheres somos obrigadas a suportar a agir nos nossos corpos e com as quais os homens são obrigados a conviver (pelo menos os que ainda gostam de mulheres). Eu constatei que a causa era mais simples do que eu imaginava, e mais – bem mais - grave também.
Visualisem a cena (não na íntegra, é claro): Uma banhoca espectacular, duche de água quente, a Lua a cantarolar, feliz e contente debaixo do chuveiro, até dar um berro:
“Putaqueopariu, Lua! O sabonete íntimo não é para lavar a cara!”
Pois é, eu descobri que andava a trocar os sabonetes líquidos de lugar e, pelos vistos, já o fazia há alguns dias. Usava o sabonete íntimo um pouco mais acima, e o facial um pouco mais abaixo.
Então, reformulando o meu aviso: “Cuidado mulheres, muito cuidado com os sabonetes íntimos usados em lugares indevidos!”
Aliás, os meus sabonetes são excelentes, não tenho do que reclamar. Pena não poder dizer o mesmo da minha cabeça. Se eu pudesse, já a teria trocado, e sem hesitar. Mas a garantia dessa já expirou há tanto tempo!...
Então, reformulando o meu aviso: “Cuidado mulheres, muito cuidado com os sabonetes íntimos usados em lugares indevidos!”
Aliás, os meus sabonetes são excelentes, não tenho do que reclamar. Pena não poder dizer o mesmo da minha cabeça. Se eu pudesse, já a teria trocado, e sem hesitar. Mas a garantia dessa já expirou há tanto tempo!...
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Hoje, acordei sem despertar. Ou despertei sem acordar. Levantei-me, simplesmente. Mas levantar não significa, necessariamente, acordar. E apesar de não ser sonâmbula, agi como tal.
Coisa rara é alguma coisa conseguir tirar-me da cama durante o sono. Normalmente, vou direitinha até ao dia seguinte. Mas senti uma sede tão grande que a minha boca secou.
Fui até à cozinha, abri o frigorífico sem conseguir abrir os olhos como deve de ser, e virei meio litro de água goela abaixo. Depois voltei para a cama com a ajuda de todos os meus outros sentidos, que não a visão.
Quando voltei para debaixo dos lençóis, os meus olhos resolveram abrir-se, e decidiram permanecer assim pelas horas seguintes. Sem que eu percebesse, o meu sono deve ter-se escapado e escondido dentro do frigorífico, enquanto eu bebia a água, distraída.
Recusei-me a ligar a televisão às 3h da manhã. A acender a luz, ou a agarrar no livro que estava na cabeceira e ler até ao sol nascer. Acabei por ver o dia amanhecer, sem a ajuda do livro ou da televisão. Perturbada de sede!
Mas não era sede de água. Não era o meu corpo a pedir líquido. Era sede na alma, mesmo. Percebi que ando a cuidar tão mal do corpo quanto da alma, que está claramente desidratada.
Era tanta sede para ser sentida aquela hora da madrugada. E tudo o que eu queria era um gole de água, enquanto, na realidade, tudo o que eu precisava era de um gole de várias outras coisas… um gole só!
Um gole de força, para hidratar a minha coragem. Um gole de calma, para saciar a minha ansiedade. Um gole de luz, para enxergar na escuridão. Um gole de energia, para motivar o meu corpo. Um gole de paixão, para turbinar a tusa pela vida. Um gole de paciência, para controlar esta ânsia de viver tudo tão intensamente.
Um gole de cada coisa agora, para quando a felicidade chegar, eu me sentir no direito absoluto de beber tudo de uma só vez, sem parar para respirar.
Fui até à cozinha, abri o frigorífico sem conseguir abrir os olhos como deve de ser, e virei meio litro de água goela abaixo. Depois voltei para a cama com a ajuda de todos os meus outros sentidos, que não a visão.
Quando voltei para debaixo dos lençóis, os meus olhos resolveram abrir-se, e decidiram permanecer assim pelas horas seguintes. Sem que eu percebesse, o meu sono deve ter-se escapado e escondido dentro do frigorífico, enquanto eu bebia a água, distraída.
Recusei-me a ligar a televisão às 3h da manhã. A acender a luz, ou a agarrar no livro que estava na cabeceira e ler até ao sol nascer. Acabei por ver o dia amanhecer, sem a ajuda do livro ou da televisão. Perturbada de sede!
Mas não era sede de água. Não era o meu corpo a pedir líquido. Era sede na alma, mesmo. Percebi que ando a cuidar tão mal do corpo quanto da alma, que está claramente desidratada.
Era tanta sede para ser sentida aquela hora da madrugada. E tudo o que eu queria era um gole de água, enquanto, na realidade, tudo o que eu precisava era de um gole de várias outras coisas… um gole só!
Um gole de força, para hidratar a minha coragem. Um gole de calma, para saciar a minha ansiedade. Um gole de luz, para enxergar na escuridão. Um gole de energia, para motivar o meu corpo. Um gole de paixão, para turbinar a tusa pela vida. Um gole de paciência, para controlar esta ânsia de viver tudo tão intensamente.
Um gole de cada coisa agora, para quando a felicidade chegar, eu me sentir no direito absoluto de beber tudo de uma só vez, sem parar para respirar.
quinta-feira, 2 de julho de 2009
quinta-feira, 25 de junho de 2009
Fosca-se!
Como pode alguém acordar tão bem disposto??? Juro que até me esforço para entender, mas não consigo!Eu acho o máximo que alguém consiga acordar sem muito esforço, que nem precise de um relógio para ser despertado, e mesmo quando precisa, se levante super bem disposto e animado! Imagino – e só imagino, pois nunca vivi algo semelhante – o quanto deve ser bom começar o dia assim! Acho lindo, e até poético! Parece publicidade de margarina!
Já eu, levanto-me todos os dias, arrasto-me até à casa de banho tipo um réptil, questionando a razão da minha existência, implorando a Deus para conseguir abrir os olhos... Acabo por desistir, atiro-me para cima da cama, desejando mais uns míseros minutinhos de sono, como quem deseja ganhar no euromilhões.
Enquanto isso, ouço o meu vizinho de cima a cantarolar com os passarinhos assim que o dia clareia, feliz da vida! Faça sol ou faça chuva, seja domingo ou seja segunda-feira, ele liga o rádio no mais alto que dá e canta com a música, conseguindo ser mais eficaz e irritante que o meu despertador! Cada dia é um repertório diferente, mas nada me agrada, porque, na verdade, mesmo se ele puser a Mafalda Veiga a tocar, ele vai cantar – desafinadamente– com ela, e vai me irritar do mesmo modo. Mas hoje… ah, hoje ele conseguiu superar-se a ele próprio!
Hoje, fui acordada com música brasileira. Ele a berrar mais que a bateria, a guitarra e o vocalista todos juntos, e a vibrar com enooooormes espasmos de “Uh-huuuuuuuuuuuuuuuu!!!”. A cada “uh-huuuu” dele eu dava um pulo, sem saber muito bem onde eu estava e quem eu era. Depois de despertar de vez e conseguir localizar-me no mundo, fiquei sentada na cama, olhando para a parede e questionando se toda aquela alegria e entusiasmo eram possíveis a um ser humano normal, que acabou de acordar.
Por mais que, às vezes, o que eu diga possa parecer irónico, falo sinceramente, quando digo que admiro quem consegue acordar com aquela disposição… quisera eu!
Mas até para isso há limites. Uma coisa é acordar feliz e bem disposto; outra coisa é acordar tipo gazela-saltitante-desafinada-cor-de-rosa-drogada-no-cio!
Bom dia para si também, querido vizinho. E vá pró diabo que o carregue!…
quarta-feira, 24 de junho de 2009
Para todo o sempre...
Antigas fotografias que nunca ficam antigas. Sorrisos de olhos fechadinhos de tanta alegria. Saudades do abraço apertado que a fotografia registou, do cheiro e da sensação que a memória gravou. Saudades das calças que agora só ficam bem na foto antiga. Do cabelo comprido de menina. Dos amigos que passaram e dos que ficaram. Da paixão que um verão trouxe e do amor que um inverno levou.Saudades da infância de pés descalços, sem camisas, do cabelo à tigela, das brincadeiras na rua, das primeiras descobertas, das sensações nunca esquecidas. Saudades até da parte da infância que não me lembro de ter vivido. Saudades da bisavó que eu gostava de ter conhecido além do que vi numa fotografia a preto e branco.
Saudades das fotos que não tirei, dos momentos que não registei através de imagens congeladas na arca do tempo, mas que o cérebro fez questão de arquivar… Dá saudades, não dá? Saudades dos lugares que ainda não conheci, dos amigos que ainda não fiz, do beijo que não foi roubado, da primavera que ainda não chegou.
Mais saudades ainda do que existiu e foi tão bom que se eternizou. Das fases, das descobertas, das Patrícias que fui, da criança, da menina, da mulher. Daquela pessoa estranha, da pessoa que ainda reconheço, da minha versão que ficou esquecida. Das tantas caras que tive, das caretas que fiz, dos sorrisos que dei, dos estilos que tive, das bandas de que fui fã, das músicas que ouvi, dos sonhos que realizei e dos que ficaram esquecidos no fundo de alguma gaveta.
Perdi a conta da quantidade de horas que passei vendo e revendo fotografias, das mais novas até as mais jurássicas. Ri sozinha, gargalhei, chorei, espantei-me, encantei-me, espelhei-me… ouvi as sonoras gargalhadas na foto tirada numa roda de amigos. Senti a brisa do mar, escutei o barulho das ondas, senti os meus pés a tocar a areia molhada. Assisti ao nascer do sol. Senti o seu calor antes de se pôr no horizonte da fotografia. Ouvi o estalo do beijo na bochecha, o barulhinho crepitante dos copos na hora do brinde. Os abraços que duraram só alguns segudos, mas que eu ainda posso sentir…
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Um gesto de amizade
Há cerca de um ano e meio que as minhas noites de fim-de-semana são embaladas pela sua música.
Acredito que há gente que nasce com dons. Por vezes, mais do que um.
É o caso do Rogério.
O Rogério tem o dom da música. Indiscutível. Nasceu para cantar e musicar. Vive as músicas que nos canta. Sente-as. Vibra com elas. Diverte-se. Sente prazer em nos dar música. Arrisca, ainda que nem sempre a coisa lhe corra de feição.
O Rogério tem também o dom da hombridade. Os seus princípios, o seu carácter, a sua boa disposição fazem com que eu esteja sempre bem acompanhada, quando o vou ouvir.
Outro dos dons que ele tem é o da amizade. Dele para nós. De nós para ele.
Daí este gesto. Queremos ajudá-lo a gravar o seu CD. O Rogério merece esta coroa! Arriscou. E queremos que desta vez a coisa lhe corra de feição!
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Junho

E Junho chegou! Aguardei ansiosamente a sua chegada! E, à meia-noite, fui até à varanda. Sentei-me, estiquei as pernas, peguei numa taça de àgua com gás ;) e brindei à sua chegada!
Não havia luz. Só uma lua nublada e boa vontade para que o novo seja melhor! Maio foi malvado comigo, maltratou-me tanto, em tantos sentidos, que não me importei que tivesse acabado.
Adeus, adeus, mês(inho) de merda! Adeus! Já eras!
Agora, chegou Junho, a quem brindo!
Não havia luz. Só uma lua nublada e boa vontade para que o novo seja melhor! Maio foi malvado comigo, maltratou-me tanto, em tantos sentidos, que não me importei que tivesse acabado.
Adeus, adeus, mês(inho) de merda! Adeus! Já eras!
Agora, chegou Junho, a quem brindo!
quinta-feira, 28 de maio de 2009
O primeiro de muitos!
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Curto-te bué, ó Gaja!
Sei que faltam mais umas quantas velinhas neste bolo, mas como hoje não se trata de quantos, mas sim de mais um na tua companhia, isso não interessa nada!!! Nadinha!!Não me vou pôr aqui com lamechices, sabes que eu não lido bem com mariquices e família...Sabes o quanto gosto de ti, e isso é que interessa!
Uma beijoca bué repenicada para ti!
terça-feira, 5 de maio de 2009
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Saudades...
...de uma vida outrora vivida e jamais esquecida;...das amigas e amigos que o tempo me ofereceu;
...dos momentos inesquecíveis que vivi com essas pessoas;
...dos abraços e beijos trocados em momentos de tristeza mas também de felicidade;
...das conversas secretas;
...das conversas banais;
...das zangas sem razão;
...de tudo que em tempos me fez feliz!
Mas a distância não separa as pessoas especiais, ela aumenta é a saudade!... e esta não é mais do que um elogio ao passado...
Um beijo para cada pessoa que se encaixa nesta caixinha da saudade.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
quinta-feira, 9 de abril de 2009
É de aproveitar!
"O ArmazémL é, em linhas gerais, uma livraria on-line! Foi lançado no final do ano passado, mas só neste momento estão reunidas todas as condições fundamentais para o projecto poder funcionar em pleno.
Pretendemos ser a livraria com maior oferta de livros em Portugal, em todas as áreas. Pretendemos também ser um espaço de cultura e lazer, uma comunidade que se une pelo gosto pelos livros. Mas para isso ainda há um longo caminho a percorrer.
Neste momento a loja está a funcionar em pleno e a nossa principal prioridade é começar a gerar volume de vendas, necessário para podermos continuar com os investimentos para chegar à nossa visão! Em breve seremos uma Amazon portuguesa! :-)
Portanto agora já sabem: quando pensarem em comprar livros, lembrem-se do http://www.armazeml.com/!
Neste momento somos a livraria com os melhores preços: 10% de desconto em todos os livros e custos de envio mais baixos (grátis para encomendas a partir de 30 EUR).
Se não encontrarem no site algum livro que procuram mandem-me um mail, que nós encontramos!
Agradeço que me enviem todas as sugestões que tiverem!! Nós estamos no inicio e queremos muito melhorar!!
Muito obrigado,
Gonçalo Pinheiro."
Roubei este texto daqui, porque as boas iniciativas e as boas oportunidades têm de ser publicitadas! E porque tem tudo a haver com o post anterior! ;)
Pretendemos ser a livraria com maior oferta de livros em Portugal, em todas as áreas. Pretendemos também ser um espaço de cultura e lazer, uma comunidade que se une pelo gosto pelos livros. Mas para isso ainda há um longo caminho a percorrer.
Neste momento a loja está a funcionar em pleno e a nossa principal prioridade é começar a gerar volume de vendas, necessário para podermos continuar com os investimentos para chegar à nossa visão! Em breve seremos uma Amazon portuguesa! :-)
Portanto agora já sabem: quando pensarem em comprar livros, lembrem-se do http://www.armazeml.com/!
Neste momento somos a livraria com os melhores preços: 10% de desconto em todos os livros e custos de envio mais baixos (grátis para encomendas a partir de 30 EUR).
Se não encontrarem no site algum livro que procuram mandem-me um mail, que nós encontramos!
Agradeço que me enviem todas as sugestões que tiverem!! Nós estamos no inicio e queremos muito melhorar!!
Muito obrigado,
Gonçalo Pinheiro."
Roubei este texto daqui, porque as boas iniciativas e as boas oportunidades têm de ser publicitadas! E porque tem tudo a haver com o post anterior! ;)
O lado esquerdo da cama
Acordar com inúmeros homens inteligentes, tem-me mostrado o quão estúpida ainda sou. Só é pena que a maior parte deles esteja enfiada em páginas.
Sem contar que a maioria já morreu.
Olhar para o lado esquerdo da cama e lembrar-me do que disseram ou defenderam, não me dá ânimo para dizer ou escrever, seja o que for.
É muito mau abrir os olhos cada vez mais lerda que no dia anterior.
Sintoma frequente, esse.
Acho que está na hora de passar no quiosque e substituir os ocupantes do meu meu travesseiro esquerdo.
Quem sabe se não acordo com a sensação de estar mais espertinha?...
segunda-feira, 6 de abril de 2009
O Guilherme é uma criança com graves problemas de saúde e, como todas as crianças, com o direito a ser feliz.Esgotadas as opções de ver o seu nível de vida melhorado em Portugal, encontrou em Cuba e nos médicos cubanos a solução do seu caso.
E é aí que todos nós entramos. Que todos nós temos o dever de o acompanhar nesta sua caminhada.
Quero pedir-vos que não faltem. No jantar de solidariedade na Taverna dos Trovadores, dia 8 de Abril próximo, ou contribuindo com donativos.
Para além dos excelentes músicos do Rogério Charraz Trio estarão outros; O Carlos Lopes no acordeão, o Zé Salgueiro na bateria, o Fernando Pereira, a Filomena Pereira e outros tantos que se irão juntar neste serão de solidariedade.
Para mais informação podem consultar o blogue do Guilherme em http://www.forcagui.blogspot.com/
Quem não puder estar presente, pode contribuir utilizando os seguintes dados:
Para depositos:
Conta nº 092/200008964 do BBVA
Titular da conta: Noélia do Carmo Gafanha (mãe do Gui)
Telem. 962693016
Para tranferências:
NIB 0019 0092 00200008964 09
IBAN PT50 0019 0092 0020 0008 9640 9
BIC BBVAPTPL
sábado, 4 de abril de 2009
Pois... talvez não....
Seguir-te...talvez?!
Gostava de ir contigo..
seguir os teus passos
mas não sei se vais
pra onde eu quero ir...
Talvez ...
o teu caminho não seja o Nosso...
Gostava de ir contigo..
seguir os teus passos
mas não sei se vais
pra onde eu quero ir...
Talvez ...
o teu caminho não seja o Nosso...
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Santas quartas-feiras!
Gosto de dias assim, de céu azul; preciso da praia no Verão, no Inverno, em qualquer estação do ano; delicio-me com figos e diospiros; aprecio plantas em casa, árvores milenares, flores pequeninas e coloridas, o cheiro a terra molhada, sentir a chuva no rosto e o sol no corpo; procuro o silêncio; fascinam-me olhares profundos e que falam; tiram-me do sério os sorrisos e as gargalhadas com lágrimas; não resisto a abraços sinceros; derreto-me com mãos nas mãos; perco a cabeça com beijos apaixonados, roubados, molhados; não esqueço o sabor das cornucópias e o cheiro dos bolos da minha avó; refugio-me numa esplanada ao final da tarde; interesso-me por coisas antigas, com histórias para contar, adivinhar; reparo em sardas; seduz-me vinho tinto à luz das velas; perco a noção do tempo com conversas interessantes; aventuro-me em viagens por terras nunca faladas; vejo com prazer fotografias de infância; não resisto a castanhas assadas ou cozidas, azeitonas, caracóis, pão alentejano, quente com manteiga... Adoro dias como o de hoje, em que me consegui lembrar de tudo isto!...
terça-feira, 31 de março de 2009
Eu be digo que tens um ombro que adivinha!...
Há pouco telefonou-me , disse-me que me queria desejar um bom dia, e simplesmente pôs esta música a tocar...
Sei que não leu este blogue...
Da mesma forma que sei que este meu amigo tem um ombro que adivinha!
E ele sabe que também o adoro!
De noite...
quinta-feira, 26 de março de 2009
Para os meus amigos!
Felizmente estou rodeada de amigos, uns mais presentes que outros, mas todos especiais, cada um à sua maneira. Com diferentes personalidades e distintas formas de ver a vida, todos trouxeram à minha coisas novas e aprendizagens que me ajudaram a perceber melhor este mundo complicado.
Foram e são os amigos que me ajudam a superar as fases tristes da minha vida. E foi e é com os amigos que partilho grandes momentos de alegria e diversão.
Sinto-me afortunada pelos amigos que tenho, são os mais especiais, os melhores do mundo, são os meus! São amigos com quem sei que posso contar sempre, pois sempre vão estar presentes ainda que distantes.
Para todos os meus amigos, e vocês sabem quem são, deixo um beijinho muito grande e muito especial. Só para vocês saberem que vos adoro e nunca vos vou esquecer. Sejam todos muito felizes!
Foram e são os amigos que me ajudam a superar as fases tristes da minha vida. E foi e é com os amigos que partilho grandes momentos de alegria e diversão.
Sinto-me afortunada pelos amigos que tenho, são os mais especiais, os melhores do mundo, são os meus! São amigos com quem sei que posso contar sempre, pois sempre vão estar presentes ainda que distantes.
Para todos os meus amigos, e vocês sabem quem são, deixo um beijinho muito grande e muito especial. Só para vocês saberem que vos adoro e nunca vos vou esquecer. Sejam todos muito felizes!
... E porque me baldei a vários posts, sai um miminho particular!!!
O verdadeiro Amigo, mesmo que não seja capaz de te levantar, arranjará sempre uma forma de não te deixar cair!...
Já dizia um francês qualquer....
Plus l'ami est ancien,meilleur il est!
E eu digo: Nada disso!!! E a prova está aqui na nossa amizade... Recente, mas tãããããão boa!
quarta-feira, 18 de março de 2009
sábado, 7 de março de 2009
Rosalinda
Se me quiserem oferecer um telemóvel novo, não direi que não!....
Isabel, Rogério, Zm, ainda que não tenha cá chegado, valeu a intenção!
Aposto que foi mais um momento lindo!
quarta-feira, 4 de março de 2009
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
Fevereiro, 20
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
domingo, 15 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
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