segunda-feira, 28 de julho de 2008

Perguntaram, aqui o têm!

Seixal, 25 de Julho.

Atalaia, 26 de Julho.


27 de Julho.

sábado, 19 de julho de 2008

Ontem foi o dia em que tudo me pareceu negro. Em que me senti pequena. Assustada. Envergonhada. Culpada. Desiludida.
Hoje é o dia em que ponho o de ontem na caixinha de recordações que magoam.
Porque não tenho que me sentir como querem que me sinta.
Porque não fiz nada que justifique sentir-me assim.
Se eu pudesse fazer o tempo recuar dois anos e influenciar o rumo dos acontecimentos, claro que o faria. Mas não posso.
Se eu pudesse fazer o tempo recuar oito meses e influenciar o rumo dos acontecimentos, não o faria.
Abandonei um casamento por não ser plenamente feliz e achar que o merecia ser. Encontrei uma pessoa que me fez ver que estava certa. Devo-lhe essa validação e a descoberta do muito de que sou capaz se a isso me propuser.
Acreditamos ambos ser possível sermos felizes juntos. Não foi.
Custou muito a aceitar, mas aceitei. Custou muito a passar por cima, mas passei.
Com ele, fui participando, sem participar, neste grupo de amigos. Com ele, vieram mais pessoas, com quem, com o passar do tempo, fui amizando.
Quando ele me fechou a porta, se calhar, eu deveria tê-la fechado também. Não fui capaz. Vocês já estavam deste lado.
Devia ter-vos contado isto?
Não. Posso contar-vos tudo, menos a vida privada do vosso amigo.
Menti-vos?
Menti. Menti acerca da forma como apareci. Para não expor ninguém. Apenas e só.
Usei-vos?
Nunca. Por razão alguma.
Tentei aproximar-me dele por estarmos rodeados pelas mesmas pessoas?
Nunca. Muito pelo contrário.
Foi pêra-doce?
Não. Ver a pessoa que desejamos e não lhe podermos tocar, não é pêra-doce. Ter de ter cuidado com o que digo, para não revelar mais do que seria normal eu saber, não é pêra-doce. Ouvir aquela música, não é pêra-doce.
Tive consciência de estar a magoar alguém?
Tive. Por isso desisti de lutar por um futuro a quatro. Depois disso, foi-me dito que não. Que após termos terminado, deixou de haver razões para magoar alguém. Ainda há cerca de quinze dias me disseram que estava tudo bem. E eu acreditei. O futuro a mais de quatro estava assegurado.
Se eu pudesse fazer o tempo recuar uma semana e influenciar o rumo dos acontecimentos, não o faria.
Porque, como vocês, também acredito que nenhum mentiroso tem uma memória suficientemente boa para ser um mentiroso de êxito, e fico contente por não ter de voltar a ter cuidado com o que digo.
E porque eu continuo a acreditar na genuidade e na frontalidade, aqui vai:
Isabel, ainda bem que és o poço de emotividade que és! Se não fosses assim, possivelmente hoje ainda andaria a fazer figura de parva... Obrigado, amiga.
João, adorei ouvir-te dizer que "ontem chamei-te uma série de nomes feios, mas hoje já não." Obrigado, amigo.
Zé Manel, eu não deveria ter questionado o teu modo de ser ou de estar na vida. És o que mostras ser. Obrigado, amigo.

Equacionei não permitir os comentários a este post, mas depois lembrei-me do erro que cometi ao assumir determinadas coisas.
Deixo-os abertos.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Ivete Sangalo

http://www.youtube.com/watch?v=mtiZjpwa0mA&feature=related

Ontem disse a um amigo que sou mais do género de ciclones e trombas de àgua... mas deste tipo!

terça-feira, 8 de julho de 2008

Estava aqui a pensar na primeira vez que me senti, de certa forma, e, respeitando as devidas proporções, desejada. Um desejo infantil, ingénuo, mas, com todas as sensações boas que nos despertam quando outros olhos nos olham com admiração. E, não se tratava dos pais, dos avós, dos padrinhos… Não! Era alguém estranho!!! Uma sensação nova para um sentimento antigo.
Tinha uns 7, 8 anos de idade e era a primeira vez que ia sozinha a uma festa. De aniversário, é claro, de um amigo ou amiga (não me lembro). E, eu tímida, sim, tímida… fiquei quietinha num canto, observando aquele desfile de figuras, quase todas mais velhas, que circulavam no auge de quase uma década de vida….! Dez anos! Com meus sete, oito…. sentia-me uma pateta no meio de tanta imponência.
Estava tudo muito divertido enquanto era apenas um vulto no meio dos outros. Assim, podia observar sem ser observada. Há diversão melhor? Engano… Por mais que desejemos ser vultos, há sempre quem ame as sombras. E começou a música… E, os “cavalheiros” convidavam as “damas” para dançar… uma música lenta… Eu, só observava… Achava que estava imune, invísivel aos olhares, às outras crianças…

- Queres dançar?
- Hã?
- Queres dançar?
- Quê?
- Queres dançar?
- Não estou a ouvir… o que disseste?
- Nada.

Dois tímidos. Eu fingi não ouvir o convite por vergonha e medo de aceitar. Ele fingiu não ter convidado por vergonha e medo de ser recusado. Resumo: Não dançamos.

Engraçado que essa história sempre me vem à mente. É como se alguma coisa ali, que dependesse daquela dança, mudasse o rumo das coisas. Não me lembro do nome do garoto, da sua fisionomia, da música que tocava, e sequer quem era o aniversariante… mas, não me esqueço da sensação - de pavor e satisfação - de ter alguém, ali, deslumbrado com nossa existência.
Não aconteceu. Nossa dança não houve. Lembro-me também da sensação, quase de arrependimento de não ter aceite imediatamente o convite. De pensar que “e se eu tivesse ido”… ou “o que teria mudado”… ou, o que uma simples dança de crianças pode mudar na vida de alguém? Nada? Muita coisa? Tudo?
Hoje, ao ler o texto abaixo, lembrei-me dessa história novamente. Não com a idéia de arrependimento. Não há a angústia. Não foi isso que ficou. Mas, sim, a pergunta… e se….? Isso teria mudado alguma coisa em mim?
Existem acontecimentos-chave que, se dependendo de sua realização, alteram o que somos? Ainda que seja tontaria, como uma dança de crianças?
Kundera tem razão: a vida é só um esboço sem quadro…

E eu, até hoje, não aprendi a dançar…
Seria eu uma eximía dançarina se tivesse dito sim?

"Nunca se pode saber o que se deve querer, pois só se tem uma vida e não se pode nem compará-la com as vidas anteriores, nem corrigi-la nas vidas posteriores. Não existe meio de verificar qual é a decisão acertada, pois não existe termo de comparação. Tudo é vivido pela primeira vez e sem preparação. Como se um actor entrasse em cena sem nunca ter ensaiado. Mas o que pode valer a vida, se o primeiro ensaio da vida já é a própria vida? É isso que leva a vida a parecer sempre um esboço. No entanto, mesmo esboço não é a palavra certa, pois um esboço é sempre o projeto de alguma coisa, a preparação de um quadro, ao passo que o esboço que é a nossa vida não é o esboço de nada, é um esboço sem quadro."
Milan Kundera

segunda-feira, 7 de julho de 2008


Lá se foram as minhas mini-férias!!!


Até breve!

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Hoje é o dia do JC poder fazer birrinha, pedir tudo o que lhe apetecer, e dizer tudo o que lhe der na gana!!! E ninguém vai fazer má cara! Ele é bebé!!!!

JotaCê, pela tua simplicidade, alegria, simpatia e amizade, recebe um chuac!!! enorme e um abracinho muito apertadinho!!!

Como não te devo ver hoje, deixo aqui uma pseudo-prenda, ok?

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Hoje fui arejar e matar saudades!
Comecei pela Atalaia! Uma banhoca na piscina e grelhados no jardim! Du best! Segunda-feira, lá estarei outra vez! E desta vez, para ficar!
Acabei na cidade do Castelo Encantado! Tomar! Cidade cada vez mais composta, cada vez mais bonita!
Revi caras que não via há tanto tempo! Saliento duas: A Mariana, que já não via pelo menos há catorze anos: um António, uma Margarida e outra criança a caminho!; O Rui, já devem ter passado uns oito anos! Também já tem dois filhos, ele com nove e ela com seis! Já tenho encontro marcado com eles no café Paraíso, segunda às seis da tarde!
E sabem o que me soube melhor? Sentimo-nos como se tivessemos estado lá, ontem, às seis da tarde! Acho que é isto que nos mostra que as amizades são sentidas, sem tempo nem distância!