sexta-feira, 30 de maio de 2008

Respondendo a um apelo desesperado...

Do piorio, mesmo miguita!
Até ouvi dizer que o JC vai ser o manager do duo artístico "Zé e Zá - os novos homens-bomba!" Acho que um solta as bombas com aroma a caju, outro com aroma a bacalhau!
Quem também anda aí na berra, é a Andreia! Desde que se tornou metaleira, não há aeroporto em que não a mandem parar! Acho que fez de propósito, para ser "revistada"!...
A Carol é outra que não se escapa das críticas! Desde que se tornou sócia da selecção, não quer saber dos pobres! Deve andar por Viseu, a suspirar pelo Ronaldo!
A Fátima, coitada, essa deve andar atarefadíssima, a aturar as manias de vedeta do seu mais que tudo!
A Patrícia, a.k.a. Fatela, deve estar refugiada num bunker secreto, para ver se escapa dos ensaios do pai e do amiguinho do pai! Tadita!...
O Rogério é outro desgraçado, que deve andar a correr de um lado para o outro, entre ensaios e tentativas para emissão de sinais de vida por parte dos outros elementos do Trio!
Se não fossemos nós, miguita, que seria deste nosso bairro??...
Há locais que se vão transformando ao ritmo das emoções…
O chão é da mesma textura e as casas continuam iguais e serenas, na tranquilidade de quem vê partir e chegar tristezas e alegrias. A estrada que nos leva até lá é que parece tornar-se mais sinuosa e longa à medida que as recordações se acumulam e as saudades apertam.
Os espaço que ocupamos vão sendo transformados num campo minado...
É a rua que nos traz um perfume familiar, é a praia que nos traz o adormecido sabor de um beijo ainda presente. É o lugar mais insuspeito que ao ser pisado faz a respiração acelerar ao mesmo tempo que põe a mente em câmara lenta. Um pé em falso e rebenta uma caixa de pandora, que maleficamente traz a tristeza montada a galope nas coisas que juramos ainda amar eternamente.
Bem faço eu, que não gosto do "campo minado". No jogo, é só assinalar com um bandeirinha as casas armadilhadas e não mais as voltar a abrir… Santa realidade virtual!
O inconsciente leva ao afastamento dos lugares que nos fazem recordar o sabor da felicidade.
Que lógica esta!, que nos dá coragem de voltar a rir no local onde partimos uma perna e nos faz, simultaneamente, evitar, com medo de voltar a errar, e a chorar, os locais que colorimos outrora com sorrisos!...

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Sabia que te procurava sem um outro motivo que não o de querer ver-te outra vez e sentir pedaços da tua sombra, uma gota de um sorriso, talvez uma lágrima, se ainda a tivesses para me emprestar...
Sabia que não seria ali que te iria encontrar, sabia que um local com rosto de passado ou um qualquer sinal de tempo que já tivesse tido espaço e cheiro se tornaria algo a evitar por ti, mas mesmo assim procurei-te, sabendo que não te iria encontrar.
Talvez o fizesse por saber que ali não teria lugar...
Hoje vou catrapiscar uma Lua!

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Faltou ontem a luz em Massamá, algures por volta das nove da noite. Como estava sozinha e tenho medo do escuro, comecei logo a gritar, em pânico: "Oh não, oh não, vou ficar mais de 5 minutos sem ver o meu blog!". Ou então se calhar disse "merda!", é o mais certo...
Após o choque inicial - no sentido literal, contra a porta da cozinha - tentei contornar as circunstâncias com o mínimo de dignidade. Como qualquer pessoa na mesma situação fui à procura de lanternas e pilhas. E como qualquer pessoa na mesma situação só encontrei pilhas gastas... Solução? Velas! Encontram-se sempre velas numa casa, desde as aromáticas às "Fátima 1988".
Pego então no discman (claro que nesta altura dei-me conta que afinal tinha 2 pilhas - um clássico!) e escolho um cd à sorte. Saiu-me o do Jesus Christ Superstar, que já não ouvia há imenso tempo. Deito-me no sofá. Play. E eis que soam os primeiros acordes! Desta vez, não foi excepção, fiquei com pele de galinha! Sem vertente religiosa pelo meio, adoro o CD!
E como se não fosse já suficientemente arrepiante, a luz volta nesse exacto momento fazendo a voz do Fernando Mendes, num spot do "Preço Certo", ecoar por toda a casa! Nós, civilização contemporânea, não estamos preparados para este tipo de situações.
Falo do Fernando Mendes, claro, é que um aparelho da surdez para colocar no ouvido ainda continua a ser bastante inestético...

terça-feira, 27 de maio de 2008

Susana Maria, paraaaaaaaaaaabéns!!, amiga!!
Não me podia esquecer de destacar aqui o aniversário de quem ri comigo, chora comigo, está sempre comigo!
Adoro-te amiga, e podendo não o dizer tantas vezes quantas deveria (somos umas brutas, não somos?...) sabes que o sinto, mesmo!
Beijo enorme, de mim para ti!
Desde o dia em que partiste, estas duas palavras martelam na minha cabeça sem cessar, qual nave atracada que não é capaz de partir. Nunca Mais. Nunca mais tudo, afinal de contas. Nem a tua voz, nem o teu feitio terrível, nem os teus conselhos, nem as tuas 'palestras', nem as nossas conversas.

A nossa relação não foi fácil. Foi boa, sim, mas tivemos momentos bem complicados, e tu, culto e inteligente como sempre foste, sabe-lo muito bem. O teu feitio era bastante complicado, por todas as razões e mais uma. Houve momentos em que me enervaste muito, em que me magoaste muito, mas nem aí deixei de te adorar, de te dedicar todo o meu amor de filha. Mesmo quando as lágrimas teimavam em correr, o carinho continuava a existir. E, nos bons momentos, que foram muitos, gostei de estar a teu lado, de te ver, de te abraçar. Tantos abraços que eu te dava... lembras-te? E chamava-te Fernandinho, na brincadeira. E, não te tendo contado tudo, contei-te muitas coisas. Hoje penso: quem me dera ter contado mais. Mas há coisas, tantas coisas, que só soube depois de partires... Se as tivesse sabido antes, terias talvez conhecido uma faceta da tua filha que nunca chegaste a desvendar. Mas é claro que agora, onde quer que estejas, podes ver essa faceta e todas as outras, enquanto me ouves e olhas por mim!
Tenho saudades tuas. Queria ver-te, ouvir-te, só mais uma vez. Queria pedir-te desculpa por alguma coisa de que te pudesses queixar. Por todas as coisas que eu possa ter feito e que te tenham magoado. Não sei se houve alguma; só quando nos voltarmos a encontrar me vais poder esclarecer...
Nunca mais, neste vida, te vou ver. Nem ouvir-te. Nem aprender contigo. Nem pedir-te conselhos. Nem sequer zangar-me contigo. Mas acredito e sei que estás por aí, algures, a olhar pela tua filha, de quem sempre disseste ter muito orgulho.
Deixo-te aqui um grande beijinho. Sei que lês isto à medida que escrevo cada palavra... E que olhas por mim, nesse sítio onde estás, e que lutas para que a minha vida seja tão boa quanto um pai deseja a uma filha.
Adeus, Pai. Um beijo do tamanho do Mundo. E sê feliz nesse teu novo mundo...

PS1: Por vezes falávamos de como seria 'o outro lado'. Agora, tu já sabes como é...
PS2: Foi bom ter sonhado contigo!...

segunda-feira, 26 de maio de 2008

Palhinhas com sabores e linhas telefónicas eróticas são algumas das invenções mais ridículas e completamente desnecessárias da última década.
Outro dia falarei das palhinhas, hoje vou dedicar-me às linhas eróticas.
Não compreendo o que leva alguns homens a utilizar desenfreadamente estas linhas de valor bem acrescentado. Só posso acreditar numa de duas explicações lógicas:
1) Eles acreditam realmente que estão a falar com uma mulher dominadora que acaba de sair do duche, envergando apenas uma minúscula toalha de banho.
2) Eles estão conscientes de que a voz do outro lado é a de uma mulher de fato-de-treino e cabelo oleoso, que consegue gemer e arranjar as unhas ao mesmo tempo. E gostam dessa imagem.
A segunda teoria parece-me a mais credível. Lanço então um repto às empresas que exploram esse tipo de serviços: porque não primar pela honestidade e, ao mesmo tempo, continuar a satisfazer os clientes?

"Antes de mais... Não me chamo Vanessa Carolina como leste no jornal... Sou a Maria do Amparo... E tu?"

"Estou a abrir e fechar rapidamente o zipper do meu fato-de-treino... ziiiip ziiiip.... ziiiiip zippp... Gostas? É sensual, não é?"

"Consegues ouvir-me a limpar as lentes dos óculos?... Oooooooooh ooooooooooh oooooooooooh"
De notar que na última frase o "Oooh" tem dupla função: se por um lado desembacia as lentes, por outro é um ofegar excitante.

Com esta tomada de atitude o mundo seria muito melhor. Não tão bom como se não existisse a fome, a guerra e o Pinto da Costa. Mas ainda assim, melhor.
Desfolho memórias presentes no meu atribulado espírito. Há imagens que não quero ver. Esquecimentos que voltam à memória. Há dores que não passam. Navego por entre um labirinto mais ou menos desconexo que se forma dentro de mim. As encruzilhadas sucedem-se, umas atrás das outras. Há mais pontos de interrogação do que reticências, há mais reticências do que pontos finais.
Há tanto que eu te queria ter dito e não disse. Há um sentimento de injustiça, duro, um sentimento mau, feio. "Porque não tinha de ser assim". Sei bem que tinha de ser de alguma maneira, mas isso não me interessa, porque sinto e sei que não tinha de ser assim.
Vai qualquer coisa muito grande cá dentro. Não consigo medi-la, mas também não me atrevo a questioná-la. Talvez seja dor, ou revolta, ou talvez ainda não tenha conseguido acreditar no que aconteceu. Parte de mim ainda não acredita. Sabe, tem a certeza, mas não acredita. Porque ainda espera que seja diferente. É por isso que por vezes acho que vou ficar louca. Porque, sabendo que o que sinto e penso e digo não tem sentido, continuo a senti-lo, a pensá-lo, e até a dizê-lo como se fosse real. Como se fosse possível. Como se fosse verdade.
Sei que foste, e sei que não voltas. Mas não consigo interiorizar, de maneira nenhuma, que nunca mais te verei. (Maldito "nunca mais", que não me sai da cabeça nem por dois minutos.) Não consigo, é só isso. É uma coisa demasiado grande para que eu me consiga capacitar dela. Por isso, vivo, acho eu, na ilusão. Ou melhor: vivo na realidade, mas agarro-me à minha ilusão inconsciente para que o caminho seja mais fácil de percorrer.
É difícil na mesma, mas eu sempre fui teimosa.

domingo, 25 de maio de 2008

A Lua traduz

Após uma conversa com amigos, em que o tema era a música, resolvi criar esta secção.
Tudo começou porque alguém disse que em Portugal não se escrevem músicas como "lá fora", as nossas músicas são muito ocas, lamechas, ou brejeiras e andam sempre à volta do mesmo!
O mais fácil seria dar exemplos de músicas portuguesas, bem escritas, com temas variados e que cativam tanto ou mais como "as lá de fora".
Mas como sou torta de nascença, resolvi agarrar naquelas "lá de fora" que estão ou estiveram nos tops internacionais, e mostrar o que interessa... a letra!

Está a ficar melhor
Ou ainda sentes a mesma coisa?
As coisas vão ficar mais fáceis para ti?
Agora tens alguém para culpar
Tu disseste um amor, uma vida (uma vida)
Quando é alguém que a noite precisa
Um amor (um amor), temos que compartilhá-lo
Ele abandona-te, se não cuidas dele
Eu decepcionei-te?
Ou deixei um mau gosto na tua boca?
Tu ages como se nunca tivesses tido um amor
E queres que eu continue sem nenhum
Bem é muito tarde, esta noite
Para trazer o passado à tona
Somos um, mas não somos o mesmo
Temos que nos carregar um ao outro
Carregar um ao outro
Um...
Tu vieste aqui pelo perdão?
Tu vieste levantar os mortos?
Tu vieste aqui fazer de Jesus
Para os leprosos que tu inventas?
Bem, eu pedi muito, mais do que o infinito?
Tu não me deste nada, agora é tudo o que eu tenho
Somos um, mas não somos o mesmo
Bem nós ferimo-nos um ao outro
E estamos a fazê-lo outra vez
Tu dizes
O amor é um templo
O amor é uma lei suprema
O amor é um templo
O amor é uma lei suprema
Pedes-me para entrar
E então fazes-me rastejar
E eu não posso continuar agarrando-me
Ao que tu tens
Quando tudo o que tens são feridas
Um amor
Um sangue
Uma vida
Tens de fazer o que deves
Uma vida
Entre si
Irmãs
Irmãos
Uma vida
Mas nós não somos o mesmo
Temos de
Carregar um ao outro
Carregar um ao outro
Um...
Um amor

http://www.youtube.com/watch?v=be0j4PbrQOI

Sim, senhor, uma letra muito mais profunda!... Vê-se bem que é das "lá de fora"!

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Acordou hoje às onze e qualquer coisa, e contou à vovó...

O Digo foi a casa da Zabel e do João! É gaande! Tem pêxes! Cão peto gaande, mau! Cão estanho, lindo! O Digo correu muito! O Diu deu balão! Papou tata fita! A zica do Zé é gira! O Digo correu muito! Taaaanto! O banco é mau, fez doi-doi ao Digo! Os cãos são lindos, o Digo gosta! Os pêxes estavam na àgua!

Julgo que é consensual, foi um dia extremamente bem passado!

À Zabel e ao João, agradecemos a canseira e a simpatia!
À Joana e ao Frederico, os momentos de dança!
Ao Zé, a gaita!
À Patícia, a mousse, fantásticamente cremosa!
Ao senhor Joaquim, a boa sorte que teve, e os bons momentos que daí resultaram!
À Bianca, o não ter mordido!
À Fernanda e ao Zé, a visita guiada!
A todos estes e à Xátima, ao Bruno, à Sofia, à Carol, ao Diu, ao Rogério, e à Andreia, agradecemos a companhia, a boa disposição e a alegria do dia de ontem!

terça-feira, 20 de maio de 2008

Toranja

http://www.youtube.com/watch?v=fn8rSY3nIPE&feature=related
Parabéns, Miga Concorrência!!! Por muito que me esforce, não encontro prenda melhor que a que já trocamos!
Três beijocas enormes!, da Lua, da Sol e da Luinha!

segunda-feira, 19 de maio de 2008

Deitar cedo e cedo erguer,
não me permite escrever!

domingo, 18 de maio de 2008

A MisteriosaLua também envelhece...
Gostava de contar convosco para me ajudarem a entrar no meu trigésimo quarto ano de vida, com um grande sorriso!
Jantareco na Taverna, sábado 7 de Junho?
Ao responderem, digam-me se preferem bolo de bolacha ou bolo mármore, confeccionado carinhosamente pela Sol!

sexta-feira, 16 de maio de 2008

A Lua responde

MisteriosaLua, que quebra vários mistérios...
Estou a tentar descobrir por que razão os gatos já nascem de bigode e unha grande. Serão eles os mais malandros dos seres vivos?

Maria Agradecida

Não, minha querida Maria. Os meus estudos avançados de biologia mostram que o mais malandro dos seres vivos é o sapo, que não tem rabo, mas senta-se...

quinta-feira, 15 de maio de 2008

É tarde. Não tenho sono, mas sinto-me mais do que cansada. Uma força terrível sugere-me que me embrulhe nos lençóis, ou que, pelo menos, me deite sobre eles, e que me deixe ficar, ali, sem dormir, sem pensar, sem sentir. Ficar por ali, simplesmente, à espera de algo que nem eu sei bem o que é.
A rotina repete-se: tenho o meu momento só comigo, depois desligo as luzes e abro a porta da varanda, com a persiana corrida "com os buraquinhos abertos". E é aí que tudo acontece.
Ao aproximar-me da persiana, o ar fresco da noite envolve-me. Penso em ti, sinto-te nele. Penso em ti com toda a minha concentração, com toda a minha alma, com todo o meu espírito. Naquele momento, nada mais existe em mim a não ser a tua imagem, o teu sorriso, a tua voz, as tuas palavras. Ao toque de uma brisa mais forte, o meu corpo estremece num arrepio. Por breves momentos, chego mesmo a acreditar que chegaste, estás ali, bem perto de mim. Povoas-me, povoas tudo o que existe em mim, tudo o que é meu.
Depois, a brisa pára de soprar. Já quase nem sinto o ar de lá de fora. Respiro fundo. Estiveste ali, sei que sim. Podes não saber que me visitaste, mas eu sei-o. Sei-o, porque te senti perto, muito perto de mim. Senti todo o meu amor por ti a mexer dentro do meu peito, quase a sufocar-me, tal como aconteceu da última vez em que te vi.
Tempos houve em que, ao ouvir a música que ouvi há pouco, as coisas se transfiguravam perante mim. Tudo ficava mais claro, mais brilhante, mais belo!
Continua a fazer-me um friozinho no estômago, esta música. Linda demais para que lhe fique indiferente. Ainda que hoje não me apeteça ouvir música, ainda que hoje até o silêncio faça barulho dentro da minha cabeça, ainda que ande tudo num turbilhão dentro de mim.
Sinto-me contraditória, hoje. Porque me apetece chorar. Porque há alegrias, ainda que poucas, mas há-as.
Precisava de falar contigo. Precisava do teu ombro. Encostar a cabeça nele e chorar enquanto conseguisse. Gritar contigo, se preciso fosse, numa tentativa de aliviar todo este peso (e simultaneamente este vazio) que trago no meu peito. O vazio pesa. Pesa demasiado. Parece que tenho um buraco (ou uma pedra) muito grande no centro do peito, que quase me asfixia o corpo e a alma.
Tenho saudades de ser irremediavelmente feliz por mais do que breves instantes, escassos minutos ou poucas horas. Já fui feliz durante vários dias seguidos. Quanto mais o tempo passa, mais distante me sinto dessa felicidade, e mais difícil me parece voltar a alcançá-la. Porque há problemas que não se resolvem de um dia para o outro. Surgem, crescem, maturam-se, e andam ali, às voltas, sobe-e-desce-sobe-e-desce, até chegarem, para o bem ou para o mal, a um ponto final. Porque queiramos ou não, esse ponto final acaba sempre por vir. Sempre. E eis que eu o vejo a aproximar-se e quero mandá-lo embora... Mas ele não me obedece. Aproxima-se, e ao fazê-lo, deita por terra as últimas esperanças que em mim restavam.
Apetece-me chorar. Só isso.

(Grata por terem dado pela minha falta!)

quarta-feira, 14 de maio de 2008

Há dias assim... Não apetece!

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Vitor Espadinha

http://www.youtube.com/watch?v=d4W_zRGrLG8
Sozinha em casa, aproveitei para recordar acontecimentos passados que guardo religiosamente, numa caixa de cartão.
Entre fotografias, postais, recortes de papel, cartas, rascunhos e outras bagatelas, tudo impregnado de vivências pessoais, acabo por descobrir sempre, num ou noutro fragmento, motivos para me entristecer ou para sorrir.
Abri-la e visitá-la é penetrar em sonhos remotos ou esquecidos, em detalhes da vida não vivida e renunciada, ou simplesmente descartada. É recordar sentimentos usurpados pelo tempo e já muito inválidos para poderem ser renovados ou reabilitados.
De facto, já não tenho idade para copiar poesia e remetê-la ao namorado com assinatura própria, ou para recuar ao tempo em que ambicionava as estrelas, desejava o impossível e acreditava em tudo, até mesmo na imortalidade dos sentimentos e da vida.
É verdade que continuo a gostar de me deitar na relva, de caminhar à chuva e a desejar parar o relógio quando o encontro é feliz, a companhia agradável ou o desejo me invade. Continuo a gostar de caminhar descalça e de dar gargalhadas, de ouvir o silêncio e a natureza, de gravar os pés na areia fina, de correr na praia e poder abraçar. E gosto do mar e da noite, de me deitar tarde e não levantar cedo. E gosto de ouvir histórias, de ler e aprender, de partilhar. Gosto muito, muito, de ter amigos e de muitas outras coisas mais. Em suma, gosto da vida. Também não é menos verdade que estou mais ponderada e racional. Que assento na experiência de todos os dias, agradecendo à vida os ensinamentos com que quis agraciar-me e que são fonte inesgotável de conhecimento pessoal e alimento de serenidade.
Mas a simpatia maior destas visitas, radica, na verdade, no invariável estado de espírito que aqueles fragmentos de passado, criteriosamente seleccionados, são capazes de me proporcionar. Tão depressa sou invadida por sentimentos de tristeza, de nostalgia e saudade provocados pela lembrança afectuosa das pessoas ausentes e das vivências com elas partilhadas, que foram momentânea e deliciosamente loucas, como, rapidamente, encontro motivos para me regozijar ao verificar que muitos daqueles fragmentos, com o tempo, ganharam concretização e dimensão real.
Apesar de não passarem disso mesmo, simples fragmentos do passado, conseguem ser o espelho e a representação dos desejos passados, dos sonhos idealizados, das ideias ensaiadas e incertas que acabaram por adquirir existência efectiva e redundaram em soluções de vida. Compraz-me, por isso, recordá-los quase permanentemente.

domingo, 11 de maio de 2008

Palavras.
Venho por meio destas declarar coisa nenhuma,
Teclando pelo prazer de unir sintaticamente
Palavras sem relação semântica alguma
E cuja morfologia também é diferente.
Vocábulos que se aproximam apenas pela fonética
(Distintos quanto equinócio pode ser de capadócio)
Relacionados aqui sem qualquer prudência ou ética;
Palavras que são, enfim, filhas bastardas do ócio...
É de noite. Aqui é, e aí também sei que sim. Estamos longe, mas não tão longe para que aqui seja noite e aí dia. Mas também não estamos perto o suficiente para que a noite que eu vejo seja a que tu vês.

Estaremos a olhar os dois para o céu? Vês o que eu vejo? Também demoras pensativamente o olhar nas nuvens que se aproximam?

E a Lua?... Também a olhas? Vês como está linda?

E o vento? Sente-lo na cara? Fechas os olhos nessa altura? E quando os fechas (se fechas), pensas em como é bom viver? Em como é bom sentir aquela brisa? Pensas em mim? (Sim, eu penso em ti...)

E olhas para as estrelas? Sei que não pedes desejos (eu também não), mas olhas para elas, pelo menos? Sentes-te leve, suavemente feliz, quando o fazes?

E quando te deitas? Em que pensas? Desejas sonhar com quê? Com quem?

E em todas estas alturas... com todas estas coisas... não te sentes feliz por estares vivo? Não sentes que a vida é bela? Eu sinto... porque todas estas coisas existem, e porque tu existes também.

quinta-feira, 8 de maio de 2008

A propósito do post do ZA

De tantos e todos os tipos de amor que conheci, houve um que jamais esquecerei!
O amor incondicional.
Aquele que existe apesar de, e que atravessa qualquer tipo de tempestade, tropeça em muitos obstáculos e mesmo assim não deixa de existir. Não altera a sua rota, não diminui a sua dimensão, não perde o seu peso, não permite que o seu brilho seja ofuscado.
Só ama incondicionalmente quem é possuidor de uma alma grande. Corações que vivem esse tipo de amor, são generosos, eternos, mesmo depois de pararem de bater, são sublimes e por isso conseguem guardar dentro deles tanta ternura.
Amar assim é não viver subjugado a "mas..." e "porém...", é não ter critérios para doar esse amor, é não exigir troca e abrir mão da reciprocidade.
O amor incondicional é aquele que doa o melhor de si, mesmo quando não recebe, porque ele não depende de ser amado, não depende de ser aceite e não esmorece se for ignorado. Esse amor é daqueles amores que no passado já sangraram muito, latejaram, abriram enormes feridas, mas que mesmo assim não deixaram marcas nem cicatrizes, porque a partir daí, resplandeceram e passaram a viver em eterno estado de graça até ao exacto momento em que se eternizam.
Há quem diga que o amor incondicional é masoquista. Não é verdade, esse tipo de amor é o inútil. O amor inútil sim, alimenta-se de sofrimento, resiste a tudo com esperanças de alcançar o seu objectivo, que obviamente, não será conquistado. O amor inútil é aquele que já se foi embora mas saiu tão mansamente que nem deixou que dessem pela sua partida, ao contrário do incondicional, que se instala e não deseja procurar a saída.
O amor incondicional não corre atrás de sonhos impossíveis, não precisa disso. É maduro, deixou de ser adolescente, e envelhecer também não está nos seus horizontes, porque o amor que envelhece, é um amor cansado, desgastado e exausto. O incondicional é e sempre será, activo, independente, coerente, auto-suficiente, porque se reserva o direito de ser solitário e ainda assim completo e realizado, porque reside nele a certeza de sua inocência, pureza e sinceridade.
Existe um encontro marcado entre o amor incondicional, a glória e o esplendor em algum canto do mundo, em algum instante da vida, mas não se conta os dias para isso, nem sequer se consulta o relógio, embora o momento desse encontro seja a grande magia da sua existência. O amor incondicional é de uma elegância imensurável, de uma postura invejável e de uma personalidade única.
Felizes dos que são merecedores de serem amados incondicionalmente e mais felizes ainda, dos que se permitem amar assim, porque esses sim, são os grandes heróis da vida. Infelizes dos que não conseguem perceber quando despertam esse tipo de amor, que não têm a sensibilidade de o sentir ao seu redor e valorizá-lo independente do que lhe podem oferecer.
Amar incondicionalmente é uma arte. Ser amado assim, um presente divino.
O amor é tempo e tu não tens tempo para mim. Pelo menos agora. Amor é sorte e talvez eu não tenha sorte. Ou tenha, mas não contigo. Há pessoas a quem falta a saúde, outras uma família que as proteja, outras, a realização profissional. Há mulheres que nunca conheceram os pais, ou que não conseguem ter filhos. Há pessoas que trabalham uma vida inteira e nunca conseguem juntar dinheiro. Há pessoas a quem lhes é retirada a liberdade, ou lhes é interditada a vocação. Na existência humana há sempre uma dimensão que falha. Na minha, na qual alcancei muito mais do que alguma vez achei possível, talvez falte este tipo de amor que há tanto tempo procuro: um amor pleno, supremo e incondicional, um amor sereno e seguro que me proteja do mundo, um amor certo e firme, um amor real, em vez do mundo de sonhos em que vivo mergulhada quase desde que me conheço.

Diário da Tua Ausência, Margarida Rebelo Pinto

quarta-feira, 7 de maio de 2008

Fase Edite Estrela da Lua

Ainda falando em Língua...

Já pensaram na desgraça que aí vem? Dou-vos o exemplo do Rodrigo daqui por dez anos....
Entre baralhações entre a forma como a mãe escreve e a forma como a professora ensina, com internet, msn e sms à mistura, mais o factor oralidade, prevejo uma das suas composições...


Composição
Os Alunos e a Assiduidade

Eu axo q os alunos n devem d chumbar qd n vam á escola. Pq o aluno tb tem direitos e se n vai á escola latrá os seus motivos pq isto tb é perciso ver q á razões qd um aluno não vai á escola. primeiros a peçoa n se sente motivada pq axa q a escola e a iducação estam uma beca sobre alurizadas.
Valáver, o q é q intereça a um bacano se o quelima de trásosmontes é munto montanhoso? ou se a ecuação é exdruxula ou alcalina? ou cuantas estrofes tem um cuadrado? ou se um angulo é paleolitico ou espongiforme? Hã?
E ópois os setores ainda xutam preguntas parvas tipo cuantos cantos tem"os lesiades", q é um livro xato e q não foi escrevido c/ palavras normais mas que no aspequeto é como outro qq e só pode ter 4 cantos comós outros, dããããhhhh!....
Ás veses o pipol ainda tenta tar cos abanos em on, mas os bitaites dos profes até dam gómitos e a malta re-sentesse, outro dia um arrotou que os jovens n tem abitos de leitura e q a malta n sabemos ler nem escrever e a sorte do gimbras foi q ele h-xoce bué da rapido e só o "garra de lin-chao" é q conceguiu assertar lhe com um sapato. Atão agora aviamos de ler tudo qt é livro desde o Camóes até á idade média e por aí fora, qués ver???
O pipol tem é q aprender cenas q intressam como na minha escola q á um curço de otelaria e a malta aprendemos a faser lã pereias e ovos mois e piças de xicolate q são assim tipo as pecialidades da rejião e ópois pudemos ganhar um gravetame do camandro! Ah poizé! tarei a inzajerar?....

terça-feira, 6 de maio de 2008

A fase Jardim de Infância da Lua

Hoje vamos aprender de onde vêm os pássaros.
Vão ao supermercado, comprem sementes para pássaros, plantem-nas e em poucas semanas eles irão aparecer.
http://www.20q.net/

Experimentem, vão ver que é giro!
A nossa Língua é muito traiçoeira e atrevida.
Ora se lambuza articulando indecências, ora lambuza indecências de forma nem sempre articulada.
É viperina e linguaraz. Por vezes metemo-la no saco pois pode andar demasiado solta. Outras vezes é de trapos e ainda leva dentadas.
Se é Mãe, é bem conhecida. Se vem de fora pode ter que ser torcida ou puxada.
Também por vezes já a encontramos Morta.
Se é da Sogra pode ser um linguarão bem comprido. Pode não ter papas ou ser linguariça e até fica com os nomes na ponta.
Pode ser de gato de vaca ou até de cão.
A Italiana é cantada, a Francesa doce, a Inglesa universal e a Portuguesa rica.
Mas também é materna, sofisticada, aberta e bonita, alegre e sonante.
E será com muito deste linguarejar que iremos passar a dar à língua!

Concorrência, pronta para as batalhas contra os não-sei-quem-do-Benfca? ;)

Lenine

http://www.youtube.com/watch?v=sXmWAOIWg3w
Ontem surpreendi-me ao ver os pingos de chuva a bater no vidro da janela. Fascinada, observei através dela sem nada ver, os meus olhos satisfeitos apenas em contemplar os arabescos que as gotas de água criavam ao deslizar pela superfície plana. Ao longe, as notas de música soavam nostalgicas no rádio de um vizinho, enquanto no interior da minha mente, as memórias flanavam céleres. Alegres no princípio e depois... Bem... Eu não sei.
Só sei que, repentinamente, no meio dessas lembranças que me assombravam os pensamentos, levei a mão ao rosto e senti uma humidade, velha conhecida, cobrindo a minha face. Percebi que eram lágrimas que, invejosas das gotas de chuva na janela, resolveram brotar dos meus olhos e brincar, desenhando arabescos salgados no meu rosto.
Enxuguei os olhos e vim até aqui, escrever isso. Usar o blog como tubo de escape é quase uma necessidade vital nessas horas.
__________
Desculpem a pieguice, qualquer dia eu volto ao normal (se é que algum dia eu fui uma pessoa 'normal').

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Lura

http://www.youtube.com/watch?v=044izU1PDPg

A Lua responde

MisteriosaLua, omnipresente, omniconsciente....

O meu filho mais velho está sempre com os olhos vermelhos, trancado no quarto a queimar incenso. Sai de lá direitinho para o frigorífico e enche-se de doces. Nunca tem dinheiro para nada.
Diga-me, Lua, o que devo fazer?
Maria do Ablete

Ora bem, a MisteriosaLua não é contra as ganzas!... Se o álcool, o tabaco e o Valium podem ser consumidos à vontade, penso que cada um deveria ter o direito de se entorpecer com sua droga favorita, das mais leves às mais pesadas. Desde o chocolate ao Tony Carreira! Temos é de arcar com as consequências dos nossos actos.
Agora, dar bandeira é outra conversa!!! Ficar trancado no quarto, a queimar incenso e a dar margem aos comentários de vizinhas cuscas, que provavelmente quem vai aturar é você, cara Maria do Ablete, isso é que é imperdoável!!! Absurdo!! É coisa de dããã!!! Se o seu filho quer encher a fuça de erva até criar raízes e fazer fotossíntese, é problema dele... Mas não sob o seu tecto, sem o seu consentimento! E fumar uma broca também não é justificação para não colocar dinheiro em casa - o que esse imbecil deveria fazer, sobretudo se devora o conteúdo do frigorífico quando a larica ataca...
Meu conselho, Maria do Ablete, é puxar a roupa ao pêlo desse gaijinho e mandá-lo trabalhar!!!! Se nada disso resolver, então você devia pensar em fumar uma pra relaxar, porque ninguém é de ferro...

domingo, 4 de maio de 2008

Dia da Mãe

Este é um dia que celebro todos os dias, com beijos e abraços! Mas hoje ainda foi mais bonito!

Quero agradecer-te...
Porque te habituaste a andar sempre com uma nódoa minha de presente.
Por passares noites acordada ao meu lado e continuares a ser a mamã mais bonita do mundo.
Porque me contas a história que me leste mais de mil vezes com a mesma emoção.
Porque conheces o meu quarto de cor para entrares às apalpadelas de noite e me acalmares com um beijo.
Porque deixaste espaço na tua mala para também levares as minhas coisas.
Porque fazes desaparecer o meu boneco preferido num dia e, no dia seguinte, aparece mais limpinho do que nunca.
Porque continuas a cozinhar os pratos mais deliciosos para mim, mesmo sabendo que acabarão por voar para todo o lado.
Porque, quando está frio, não te cansas de me pôr o gorro cada vez que o tiro.
Porque me deixas invadir a sala com os meus brinquedos de mil cores.
Porque deixaste de pensar em ti para pensares em nós.
Adoro-te, Mamã!

Juntamente com esta carta, recebi uma pulseira de massinhas, que me acompanhou todo o dia!

À minha mãe,
Adoro-te, por todas as razões pelas quais o Rodrigo me adora, mais por todas aquelas que me deste nos meus trinta e três anos de vida!
Espero ser tão especial para ele como tu és para mim!

sábado, 3 de maio de 2008

A fase Jardim de Infância da Lua

"Na minha festa só vão estar crianças, não vai estar gente."

(João, dois anos e oito meses)

Djavan

http://www.youtube.com/watch?v=QEnWY744aHY

sexta-feira, 2 de maio de 2008

Felizes são os Peixinhos Dourados...De acordo com a folha da bandeja do Mc Donald's, a memória de um peixinho dourado dura menos de 3 segundos.
Agora imaginem 5 peixinhos dourados vivendo no mesmo aquário: eles podem passar a vida toda a rir da mesma piada, porque será sempre uma novidade!

quinta-feira, 1 de maio de 2008

E chegou a casa e contou à avó:

O Digo foi à paia! Àgua, tanta! E vei o saco do Noddy, o báde, as pás! Purrei a cadêra! O cão pêto, mau! Mudeu o Digo! Papou o pão, xumo não quéie! Àgua, gande! O pêxe, tanto! O pêxe voa, dá saltinhos! As pédas na àgua, mandei! A Patícia purrou a cadêra do Digo! Foge, foge! Caíu, upa! O Digo panhou o pêxe do chão e deu ao sinhore! O pêxe dá beijocas! Cão peto, panha a bola da àgua! Cadêra gande! Pachéu azul! Pêxe do balde! Tantas pédas!

A seguir tivemos a luta do banho, e um biberão cheio de papa que não chegou ao fim, porque ele adormeceu, esgotado!

Zé, Xátima, Zabel, João, Patícia, Di, Dona Zinda e Sinhore Aquim, obrigados pelo dia, obrigados pela companhia e amizade!