quinta-feira, 26 de junho de 2008

E uns caracoles, amanhã, ao final do dia?...

terça-feira, 24 de junho de 2008

Eu digo que é o tempo que ganhamos com cada amigo que faz desse amigo alguém tão importante.
As amizades são feitas de bocadinhos. Bocadinhos de tempo que vivemos com cada pessoa. Cinco minutos podem ter uma importância muito maior do que um dia inteiro.
Há amizades que são feitas de risos e dores compartilhados; outras de escola; outras de saídas, cinemas, diversões; há ainda aquelas que nascem nem sabemos bem de quê, mas que estão sempre presentes. Talvez essas sejam feitas de silêncios compreendidos, ou de simpatia mútua sem explicação. Hoje em dia, muitas amizades são feitas só de e-mails ou blogs e essas não são menos importantes. São as famosas "amizades virtuais". Diferentes podem ser, mas não menos importantes. Aprendemos a amar as pessoas sem que possamos julgá-las pela sua aparência ou modo de ser, sem que possamos etiquetá-las. Há amizades profundas que são criadas assim.
Saint-Exupéry disse: "Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que a fez tão importante".
E eu digo que é o tempo que ganhamos com cada amigo que faz desse amigo alguém tão importante. Porque tempo gasto com amigos é tempo ganho, aproveitado, vivido. São lembranças para cinco minuto depois ou anos até. Um amigo torna-se importante pra nós, e nós para ele, quando somos capazes, mesmo na sua ausência, de rir ou chorar, de sentir saudades e nesse instante trazer o outro para bem juntinho de nós. Dessa forma, podemos ter vários melhores amigos de diferentes maneiras. O importante é saber aproveitar ao máximo cada minuto vivido e ter depois no baú das recordações horas para passar com os amigos, mesmo quando estes estiverem longe dos nossos olhos.

Susana Maria, no nosso caso, acho que nem vai valer a pena fechar o baú!... Gastaria depressa a fechadura, de tanto o abrir... As saudades que vou ter...

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Acordei e infelizmente não era um sonho!.... Tem hoje início a quinzena de praia com os putos!

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Tóne - Episódio Final

Tóne - Vamo-nos aproxegando e logo vemos como meter conversa!...
Gaitinhas - E esconde lá as flores, para não parecermos uns tóininhos, ó Pintas!
Pintas Malaico - Aonde? Aonde?
Gaitinhas - Nos abismos do mar, ó deficiente!
Tóne - Mete lá essas coisas atrás das costas, Pintas!...

Coisinho - Nada a declarar!
Loiraça do Piercing - Mas de certeza que não nos quer contar nada?
Coisinho - Já vos disse que não me chibo. Nada a declarar!
Grossa da Bunda - Podemos sempre interceder por si...
Coisinho - Já joguei à bola, já toquei bateria, mas nunca denunciei um amigo!
A Outra Gaja Boa - Sabe que assim só piora as coisas...
Coisinho - Não sei de nada...
A Outra Gaja Boa - Mantém que Za, JC e Zmsantos são nomes de código que não lhe dizem nada?...
Coisinho - Quer dizer...
Loiraça do Piercing - Mas dizem ou não dizem?
Coisinho - Pá, eu sei quem são. Mas não tenho nada a haver com essa Organização que mencionaram...
Grossa da Bunda - Pois, tá bem!... Sabe quem são esses, mas não sabe que os Ass a fora são uma organização pior que a Máfia Italiana!...
Coisinho - Nã....
Loiraça do Piercing - Esteja calado, homem!
Grossa da Bunda - Pelo que sabemos, a coisa funciona assim: O zmsantos cria o programa informático.
A Outra Gaja Boa - O Za, usando a contabilidade como fachada, introduz-se nas empresas, sempre ligadas à pesca!
Loiraça do Piercing - O JC, com aquele ar descontraído, de quem não faz mal a uma mosca, é o cabecilha, vai controlando tudo, e dando instrucções aos outros dois!! Adivinhe onde?
Coisinho - Nos abismos do mar? hehehehe!...
A Outra Gaja Boa - A parvoeira é reacção nervosa?
Coisinho - Desculpe...
Loiraça do Piercing - Aqui, neste antro! Ambiente de luz reduzida, musiquinha de fundo e gente com aspecto duvidoso...

Pintas Malaico - A quem se referirá ela, ó Gaitinhas?....
Tóne - Querem calar-se?!?...

Grossa da Bunda - Bem, mantém então a sua declaração... Desconhece a razão do desaparecimento dos rabos de bacalhau? É isso, não é?
Coisinho - Nem mais!
A Outra Gaja Boa - Será então notificado para se apresentar nas nossas instalações , na Av. Conde de Valbom.... Pode ser que perante as provas que temos, reconsidere...

Pintas Malaico - Nós é que as vimos primeiro, mas ele é que é convidado para a festa! Pá, vamos lá correr com ele?!??
Tóne - Esquece lá as gajas! Agarra nas flores e deita-as fora! Eu tenho que preservar a minha tasca!
Gaitinhas - E eu o meu stander!
Pintas Malaico - Não percebo!... E onde é que meto as flores?? Aonde?? Aonde??
Tóne - Cala-te, mamén!....

terça-feira, 17 de junho de 2008

Tóne - Comunicado

O blog MisteriosaLua lamenta informar que, por motivo de dificuldades técnicas, não nos será possível apresentar o novo capítulo da novela Tóne, facto a que somos totalmente alheios.
Pelo sucedido, apresentamos as nossas mais sinceras desculpas, e prometemos voltar a postar logo que nos seja possível ( ou logo que saibamos se os gajos nos vão ou não brindar com o encerramento da coisa!).

Sara Tavares

http://www.youtube.com/watch?v=1C9mWN8vKHQ

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Tóne - parte III

...Por querer entalar, fico entalado! Com o Gaitinhas e com o Pintas, a gaja ainda vai reparar na cervejola pendurada sobre o cinto, e lá fico eu a ver barcos irem de saída! Arrepia, e arrepia, sim senhor!...

Tóne - Tou! Gaitinhas! Ouve lá uma coisa... Já saíste de casa?... Ah, tás a chegar... Não, nada, entra lá, estamos na mesa do costume!... Até já...
Pintas Malaico - O gajo que nem pense em galar a gaja da bunda! Nem que eu vá pedir um dragão emprestado a São Jorge! Ele que nem pense!
Tóne - Tá calado e cala-te! Intervalo, please! Deixa-me pensar!! Já não me bastam aquelas gajas histéricas, aos gritinhos parvos, com a merda dos cartazes nas mãos?!?
Gaitinhas - Manos!... Estava a ler um livro sobre a vida de Lenine, mas com miedo que as gajas zarpassem, larguei tudo e vim a correr! Até me esqueci que estava de calções!...
Pintas Malaico - Tás muito bem assim... Sexy!... Fazes-me lembrar uma égua que conheci em tempos!...
Gaitinhas - Cala-te, pá, que tu pelo menos foste às carpas!
Tóne - E fartou-se de arejar as bordas! hehehehehe!!!!
Gaitinhas - "Dá-me os teus olhos, Roger!" Mas que raio de paneleirice é aquela?
Pintas Malaico - Sei lá! Mas que Tá Ká Mines, tá de certeza, e pela maluqueira, umas quantas médias também!
Gaitinhas - Por falar nisso, Ó faxavor! Arranja-me uma dessas coisas com sombrinha, mas com alcool! Até os garanhões precisam de gasoil!
Tóne - Meus, temos de arranjar aqui uma estratégia!! Afinal, como fazemos? Elas são duas, e nós somos mais que as mães!!
Pintas Malaico - É simples, o único bujon em que o Gaitinhas põe a mão, é no de madeira!
Gaitinhas - Mas as carpas também te mamaram o cérebro, foi????....
Tóne - Olha, lá vai ela outra vez atender o telemóvel! Manteiga!!!!!!!!!!!
Pintas Malaico - O piercing é redondo! Ganda cena!
Gaitinhas - Nem no meu tempo de brocas vi Amélia assim! Grossa mas grossa!!
Pintas Malaico - Já te disse: Agarra-te mas é às vassourinhas, que o quartel já está ocupado! Dá-me lume!
Gaitinhas - Já deves é estar com grão na iasa, tu!
Tóne - Tamos safos! A gaja foi mas é buscar outra amiga!!!! Três a três!! Porreiro!

(Continua...)

domingo, 15 de junho de 2008

Hoje fiz uma descoberta, que ainda não percebi se me deixa orgulhosa ou desolada, no que à educação do meu filho diz respeito!
Manhã de domingo, caseira e familiar, na cozinha da casa. O filho com as suas toneladas de brinquedos, a mãe a passar a ferro, o tio a jogar no computador e a matriarca a controlar a cena... Conversas da treta, até ao momento em que a avó diz "merda", e o neto repete "meda!"
Óbvio, o passo seguinte foi o tio perguntar-lhe se ele sabe dizer asneiras! Ao que ele responde prontamente com "porra! meda! cualho! fojasse!", e um sorriso do mais malicioso que podem imaginar!
A quem não se recorda, relembro que a criancinha em causa tem dois anos e quatro meses certinhos!
Percebam então o meu dilema: Desolada, por ele saber dizer quatro asneiras! Orgulhosa, por as identificar como asneiras!...

Tóne - parte I

Anda cá, filha, que não te aleijo! - foi mesmo a vontade que tive de dizer, quando vi a loiraça com o ganda befe a bambolear-se à minha frente! Mas fiquei caladinho!
Macho que é macho não ladra!
Arqueia o sobrolho, passa as mãos pelos cabelos, desaperta mais um botão da camisa, para deixar luzir a cruz de ouro que traz ao pescoço, e ajeita-os! Depois é só esperar pela troca fulminante de olhares! Ah, matador!!
E a grossa a bambolear-se!! Desta vez, foi para ir falar ao telemóvel! Santa manteiga! Até lhe senti o piercing no mamilo direito! O gajo que nunca se lembre de alargar as paredes! Este corredorzinho estreito é perfeito! E toca de aproveitar! Dedo mindinho na orelha! Era chato a gaja vir cá e ficar com cera nos dentes!... Limpinho! Pêlos do bigode no sítio! Estômago contraído! O coisinho está a pegar na viola, ela não deve tardar! E eu tenho tudo controlado! Já pedi o meu cocktail que não sabe a nada, mas que tem uma sombrinha gira, como as gajas gostam!
Muito se ri ela, com a amiga! Atira com os cabelos para trás, mesmo como eu gosto! Gira, a miúda! Deixa-me cá cantarolar, pode ser que ela repare em mim!
Encosta-te a mim!... Era bom, era! Era cá um encosto! Vai lá, vai, até a barraca abana! Ai inventava contigo, inventava! Ó se inventava!
Acabei de ligar ao meu compincha do cão Prieto, a ver se me vem dar uma ajuda com a amiga da amiga! É que para duas não sei se dá, e não quero que a grossa se corte por ter de deixar a outra pendurada! De Almornos aqui, é um instantinho! E estas não escapam!
Inquietação, inquietação!! Inquieto estou eu, que o outro não se despacha! E aquele gabirú, baixinho, começa a controlar a mesa das presas! Só porque é o dono do estaminé, não pense que se safa, que aqui o Tóne, não larga o osso! A febra já tem assador!

(continua...)

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Vamos apoiar as bactérias! Elas são a única cultura que muitas pessoas têm!

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Hoje sinto-me cheia de forças, com vontade de fazer coisas novas, quebrando a rotina (também era gaja para quebrar a cana do nariz, se a descobrisse no meio do enorme inchaço que a esconde!)!
Apetecia-me sair numa missão secreta, convocar as tropas, empunhar cartazes, cantar e gritar!
Tenho de ir tomar os comprimidos!....

domingo, 8 de junho de 2008

Aceito fotos da noite de sábado.
Há coisas que acabam, há coisas que começam, e há coisas que nunca mudam!
O meu trigésimo terceiro ano de vida foi, de facto, marcante!
Descobri que nem todos os contos de fadas têm um final feliz. Duas vezes. Se da primeira vez foi fácil de aceitar, da segunda ainda está a ser muito complicado.
O Rodrigo continua a ser uma criança feliz, o seu mundo não foi abalado. Os meus amigos continuam ao meu lado, e sabem o relevo que têm na minha vida.
Mas o importante deste texto são as coisas que começam, e neste capítulo, só me apetece falar de vocês!
Sabem aquela sensação de quem é integrado numa turma a meio de um ano lectivo, quando os grupos de amigos já estão formados, e quem chega é o estranho, olhado de lado?
Pois bem, foi exactamente o inverso disso que senti, quando vos conheci. Acolheram-me de uma forma natural, sem oitos nem oitentas. Como se sempre vos conhecesse. Como se sempre tivesse estado lá. Aquela primeira noite na Taverna foi como se fosse o regresso de umas férias curtas, e depois disso, a vida decorre normalmente. E eu continuo lá.
Sei que teriam estado onde vos pedisse para estarem. A escolha da Taverna para comemorar o meu aniversário, foi a minha forma de vos dizer que fazem parte da minha vida, e que dela já não saem. E vocês retribuíram à altura, com a vossa prenda!
Para todos vocês, um beijo do tamanho do mundo!

sexta-feira, 6 de junho de 2008

quarta-feira, 4 de junho de 2008

E hoje faz anos o nosso amigo Jorge Palma! Que faça muitos mais! E cheios de belas canções!

terça-feira, 3 de junho de 2008

Fui jantar com os Jorges, num restaurante fantástico, viradinho para o mar! As conversas foram mais que muitas, mas uma serviu como base para um novo post... Fui pesquisar, e descobri isto!

No século IV teve lugar um tal de Concílio de Elvira, que começou a impor na Igreja Católica, pela mesma, o celibato entre as sotainas, mediante as leis abstractas que tão bem caracterizam as irracionalidades religiosas, "continência sob pena de degradação". Alguém mais desinformado destas lides religiosas poderia estranhar um clerical passar uma vida inteira sem urinar, e quem sabe algumas mentes mais abertas às fantasias religiosas poderiam considerar uma plausível miraculosa acção divina de esvaziamento de bexigas sem pingas no tampo da sanita.
Entre 1545 e 1563 realizou-se o concílio de Trento, que voltou a definir o celibato como uma lei inerente ao exercício da profissão clerical. Muito se poderia extrair e divagar sobre este conceito antinatural que atormenta as libidos de tantas sotainas, e que posteriormente se poderá declarar como desarranjo mental grave, que associado à religiosidade poderá obter contornos bastante explosivos, como violações e pedofilia. Mas tal não é necessário dissecar, pois o escrito foca-se essencialmente no incumprimento de tais regras. Deduzindo que ninguém terá obrigado debaixo de armas o padre Francisco Costa a enveredar pela lucrativa e socialmente vantajosa carreira clerical, extraímos uma das mais puras e excelsas hipocrisias católicas.
O clerical referido anteriormente foi o maior progenitor português.
Para quem queria seguir os caminhos da religião católica, é interessante descobrir como os trilhos da religiosidade são percorridos inversamente pelos seus mentores. Enquanto inocentes eram queimados vivos e sujeitos às piores torturas imaginadas exclusivamente pelas mesmas sotainas, o encapuçado Francisco Costa deleitava-se com os prazeres terrenos. Quem sabe não iria assistir aos espectáculos católicos flamejantes enquanto descansava de tão extenuantes actividades. O prior da cidade medieval de Trancoso, conseguiu conceber 275 filhos em 54 incubadoras no século XV. Entre as incubadoras encontravam-se a sua própria mãe, que também não escapou às libertinagens do demente sexual. Para além da sua própria progenitora, na qual gerou 2 filhos, o encapuçado manteve relações sexuais com 29 afilhadas, 9 comadres, 7 amas, 2 escravas, 5 irmãs e uma tia.
O cenário é interessante para conjecturas imensas e numerosas. Perante este cenário, a palavra poligamia torna-se transcendental, assim como as palavras violação e incesto. Não querendo levantar falsas acusações, conjecturava uma situação de paternidade complexa, com a necessidade de memorização de 329 nomes, 329 datas de aniversário e outras explorações da complexidade cerebral em termos improváveis.
Adjectivar estes actos torna-se desnecessário, tão evidentes eles se adjectivam a si mesmos.
A justiça medieval foi efectuada em contornos de real repressão à libertinagem do clerical. A justiça impôs-se em grande perseverança e dignificando Portugal e a Igreja Católica em completa condenação da libertinagem da sotaina! Mas muitas vezes a esmola é grande e o pobre desconfia, tal qual se antecipa uma premonição de que uma condenação de tais actos em tal contexto espácio-temporal seria extremamente improvável. Pois então se confirma a desconfiança, sabendo que tais condenações existiram... No papel...
Do Arquivo Nacional da Torre do Tombo extraímos essa condenação.
"Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado, o seu corpo exposto aos quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido: com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos; de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas, da própria mãe teve dois filhos.
Total: duzentos e setenta e cinco, sendo cento e quarenta e oito do sexo feminino e cento e vinte e sete do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta e quatro mulheres".
Tal condenação foi perdoada no mesmo ano pelo rei D. João II que ordenou a absolvição do demente. Tal perdão foi associado a uma ainda mais escabrosa conduta, o aplauso e gratificações perante tais actos, com a simples frase: "O padre Francisco Costa contribui para o povoamento da Beira Alta". Escusado discursar e dissertar sobre imoralidades de tal situação, tais as evidências hediondas que emanam das pérfidas demências religiosas.

Bruno Miguel Resende
http://www.ateismo.net/diario/

P.S.1 : A história das pingas de urina no tampo da sanita, não foi invenção minha, faz parte do texto original...
P.S.2 : Com a falta de natalidade em Portugal, ainda a moda pega!...
Já que estamos numa de poesia, aqui vai uma velhinha, do Herman José!

Bate leve, levemente,
Como quem chama por mim.
Será chuva, será vento?
Gente não é certamente,
E a chuva não bate assim!...
Fui ver...
Era um ovário!

Palmas, ele merece!

domingo, 1 de junho de 2008

Este é o meu Adeus, Paixão. O meu adeus oficial, pensado e re-pensado, e por isso mesmo espero que definitivo. Adeus às lágrimas, adeus ao amor não correspondido. Adeus à esperança vã, adeus à perda de tempo e de energia. Adeus à angústia. Adeus também à alegria única, adeus ao sonho, adeus ao entusiasmo. Adeus ao nervoso miudinho, adeus ao aperto no estômago e àquela deliciosa falta de apetite. Adeus aos suspiros, adeus ao desejo.
Adeus a ti, Paixão. Obrigada por tudo. Agradeço-te a tua presença nos meus sonhos, e agradeço mais ainda o quanto me aqueceste o coração ao longo de algum tempo. Foste tu quem me ensinou, ainda que de forma totalmente involuntária, o que significava amar, o que era o amor em toda a plenitude que lhe é consentida. Embalaste-me o sonho, acalentaste-me a esperança. Ajudaste-me sempre, em todos os sentidos. E na maioria das vezes nem foi preciso pedir-te nada, porque, também na maioria das vezes, nem deste conta de que o fazias.
Ainda assim, apesar de tudo, não posso continuar a viver na ilusão de algo que sei que nunca será possível. Não posso, como me costumam dizer, "desperdiçar a minha vida" dedicando-me de corpo e alma a algo que não terei -- tu. Tenho uma vida pela frente, e sei que não serás tu a acompanhar-me enquanto a vivo. Vais estar lá enquanto amigo, disso tenho a certeza; mas há dias na nossa vida nos quais precisamos de algo mais para além de um amigo...
Serás sempre a mais doce recordação da minha vida. A mais bela de todas. Por tudo, és e serás inesquecível. De mim terás sempre um carinho especial, por tudo aquilo que foste, e por tudo aquilo que um dia sonhei que poderias ter sido. Conta comigo para tudo; nunca na vida deixei um amigo sozinho, e a ti, por todas as razões, também não deixarei. Foste o melhor 'pedaço' da minha vida; há qualquer coisa tua que vai para sempre ficar em mim, dentro de mim, como se eu e aquilo que tu és para mim fôssemos um só.
Adeus, Paixão. Sê feliz. Não saberei ser feliz se tu não o fores. E mantém a nossa amizade de pé, porque eu farei o mesmo. Esquecer-te? Nunca! Simplesmente guardar de vez no baú aquilo que já lá deveria estar há muito tempo. Amigos, sempre. Mais do que isso... Já não o espero, já não o sonho;se tiver de acontecer, acontecerá, e estarei de braços abertos para te receber. Mas por agora vou dar tempo ao tempo. Vou viver, Paixão. Viver, e, possivelmente, amar. Amar quem me ame; apenas isso.