quinta-feira, 8 de maio de 2008

A propósito do post do ZA

De tantos e todos os tipos de amor que conheci, houve um que jamais esquecerei!
O amor incondicional.
Aquele que existe apesar de, e que atravessa qualquer tipo de tempestade, tropeça em muitos obstáculos e mesmo assim não deixa de existir. Não altera a sua rota, não diminui a sua dimensão, não perde o seu peso, não permite que o seu brilho seja ofuscado.
Só ama incondicionalmente quem é possuidor de uma alma grande. Corações que vivem esse tipo de amor, são generosos, eternos, mesmo depois de pararem de bater, são sublimes e por isso conseguem guardar dentro deles tanta ternura.
Amar assim é não viver subjugado a "mas..." e "porém...", é não ter critérios para doar esse amor, é não exigir troca e abrir mão da reciprocidade.
O amor incondicional é aquele que doa o melhor de si, mesmo quando não recebe, porque ele não depende de ser amado, não depende de ser aceite e não esmorece se for ignorado. Esse amor é daqueles amores que no passado já sangraram muito, latejaram, abriram enormes feridas, mas que mesmo assim não deixaram marcas nem cicatrizes, porque a partir daí, resplandeceram e passaram a viver em eterno estado de graça até ao exacto momento em que se eternizam.
Há quem diga que o amor incondicional é masoquista. Não é verdade, esse tipo de amor é o inútil. O amor inútil sim, alimenta-se de sofrimento, resiste a tudo com esperanças de alcançar o seu objectivo, que obviamente, não será conquistado. O amor inútil é aquele que já se foi embora mas saiu tão mansamente que nem deixou que dessem pela sua partida, ao contrário do incondicional, que se instala e não deseja procurar a saída.
O amor incondicional não corre atrás de sonhos impossíveis, não precisa disso. É maduro, deixou de ser adolescente, e envelhecer também não está nos seus horizontes, porque o amor que envelhece, é um amor cansado, desgastado e exausto. O incondicional é e sempre será, activo, independente, coerente, auto-suficiente, porque se reserva o direito de ser solitário e ainda assim completo e realizado, porque reside nele a certeza de sua inocência, pureza e sinceridade.
Existe um encontro marcado entre o amor incondicional, a glória e o esplendor em algum canto do mundo, em algum instante da vida, mas não se conta os dias para isso, nem sequer se consulta o relógio, embora o momento desse encontro seja a grande magia da sua existência. O amor incondicional é de uma elegância imensurável, de uma postura invejável e de uma personalidade única.
Felizes dos que são merecedores de serem amados incondicionalmente e mais felizes ainda, dos que se permitem amar assim, porque esses sim, são os grandes heróis da vida. Infelizes dos que não conseguem perceber quando despertam esse tipo de amor, que não têm a sensibilidade de o sentir ao seu redor e valorizá-lo independente do que lhe podem oferecer.
Amar incondicionalmente é uma arte. Ser amado assim, um presente divino.

9 comentários:

A CONCORRÊNCIA disse...

Amiga Lua, está dificil comentar este teu post. Estou sem palavras amiga.
A unica coisa que consigo dizer é que o amor incondicional é o único que merece ser chamado de AMOR.

zmsantos disse...

Uma escrita independente de condições. Clara e concisa, de parada e resposta. Apelativa ou desbargada mas sempre analítica em todos os estilos.De omnipresente bom gosto como o amor na sua forma total.
Bravo Patrícia!

Uma escrita que vai criando leitores incondicionais.

MisteriosaLua disse...

Opá, assim até fico corada...

Zé dos Anzóis disse...

E tudo isto por causa dum post meu, abençoado.
Za

Cravo a Canela disse...

Deixem que vos diga, aqui desde os camarotes, que vocês andam... nem sei. Cada vez vou comentando menos, por manifesta incapacidade de vos acompanhar...

A CONCORRÊNCIA disse...

Amiga Lua, mudança de táctica, a partir de agora é só escrever porcarias, ai, queria dizer textos desinteressantes, se não perdemos a audiência, e nós gostamos de aplausos não é amiguita ....

Anónimo disse...

Amar o AMOR da forme tao sublime como o descreveste ...

Bravo !!!

Beijos,

Carol

MisteriosaLua disse...

Carol, bem vinda sejas ao meu cantinho! Aparece mais vezes, gosto de ser visitada ;)

Anónimo disse...

Tranquilita, Patricia, que vou aparecer mais vezes ... ;)

Mesmo que nem sempre me possa manifestar, I'm allways watching ... ;)

Besos,

Carol