quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Tradução gestual

ficaram esclarecidos?

domingo, 1 de fevereiro de 2009

!!Estreia!!

Foi um final de semana complicado, sem dúvida, mas momentos como estes, em que junto amigos e família, fazem-me esquecer o que menos importa!...

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Este texto, enviaram-me por e-mail. Normalmente, leio e apago. No entanto, tendo em conta que um par de cabeças deste bairro precisa urgentemente de ser reeducado, decidi publicá-lo.

Opinião de um homem sobre o corpo feminino, por Paulo Coelho
Não importa o quanto pesa. É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo de uma mulher. Saber seu peso não nos proporciona nenhuma emoção.
Não temos a menor idéia de qual seja seu manequim. Nossa avaliação é visual, isso quer dizer, se tem forma de guitarra... está bem. Não nos importa quanto medem em centímetros - é uma questão de proporções, não de medidas.
As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas, cheinhas, femininas... . Essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fração de segundo. As magrinhas que desfilam nas passarelas, seguem a tendência desenhada por estilistas que, diga-se de passagem, são todos gays e odeiam as mulheres e com elas competem. Suas modas são retas e sem formas e agridem o corpo que eles odeiam porque não podem tê-los.
Não há beleza mais irresistível na mulher do que a feminilidade e a doçura. A elegância e o bom trato, são equivalentes a mil viagras.
A maquiagem foi inventada para que as mulheres a usem. Usem! Para andar de cara lavada, basta a nossa. Os cabelos, quanto mais tratados, melhor.
As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas... Porque razão as cobrem com calças longas? Para que as confundam conosco? Uma onda é uma onda, as cadeiras são cadeiras e pronto. Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por alguma razão e eu reitero: nós gostamos assim. Ocultar essas formas, é como ter o melhor sofá embalado no sótão.
É essa a lei da natureza... que todo aquele que se casa com uma modelo magra, anoréxica, bulêmica e nervosa logo procura uma amante cheinha, simpática, tranqüila e cheia de saúde.
Entendam de uma vez! Tratem de agradar a nós e não a vocês. Porque, nunca terão uma referência objetiva, do quanto são lindas, dita por uma mulher. Nenhuma mulher vai reconhecer jamais, diante de um homem, com sinceridade, que outra mulher é linda.
As jovens são lindas... mas as de 40 para cima, são verdadeiros pratos fortes. Por tantas delas somos capazes de atravessar o atlântico a nado. O corpo muda... cresce. Não podem pensar, sem ficarem psicóticas que podem entrar no mesmo vestido que usavam aos 18. Entretanto uma mulher de 45, na qual entre na roupa que usou aos 18 anos, ou tem problemas de desenvolvimento ou está se auto-destruindo.
Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir sua vida com equilíbrio e sabem controlar sua natural tendência a culpas. Ou seja, aquela que quando tem que comer, come com vontade (a dieta virá em setembro, não antes; quando tem que fazer dieta, faz dieta com vontade, sem sabotagem e sem sofrer); quando tem que ter intimidade com o parceiro, tem com vontade; quando tem que comprar algo que goste, compra; quando tem que economizar, economiza.
Algumas linhas no rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas marcas de estrias não lhes tira a beleza. São feridas de guerra, testemunhas de que fizeram algo em suas vidas, não tiveram anos 'em formol' nem em spa... viveram! O corpo da mulher é a prova de que Deus existe. É o sagrado recinto da gestação de todos os homens, onde foram alimentados, mimados e nós, sem querer, as enchemos de estrias, de cesárias e demais coisas que tiveram que acontecer para estarmos vivos.
Cuidem-no! Cuidem-se! Amem-se!
A beleza é tudo isto.

Parabéns, Letícia!


Recados em Flash para Orkut: recadosemflash.com/feliz-aniversario.html


terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Parabéns, Zá!

Lamento ter tido de retirar a animação, mas como não sei como apenas lhe retirar o som, foi a única opção....

sábado, 24 de janeiro de 2009

Parabéns, Amigo! Espero que tenhas gostado tanto deste dia como eu!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Este é para ti!

Amiga, se ela consegue fazer isto, tu também tens de aguentar mais uma segunda-feira! Força aí!

sábado, 17 de janeiro de 2009

Love of my life

Na semana anterior, um amor do passado fizera anos. Engraçado como algumas datas se colam na memória, mesmo que não seja essa a intenção... Assim como por anos e anos não se esqueceu do seu aniversário, inevitavelmente também não deixou de se lembrar dele. Ainda que fosse apenas uma vez por ano. Nos janeiros.
Neste, além do seu aniversário, o tempo trouxe uma conversa que tiveram logo no início do seu amor. Apenas uma hipótese de amor, que começava com promessas de ser eterno. E, por isso, ele estava preocupado em terem algum facto especial, que registasse a importância de se terem encontrado. Ela tinha 12, ele tinha 15.
Ele queria que o primeiro beijo dela tivesse sido dele. Mas ela já tinha beijado o Pedro, um rapazinho que lhe trazia flores do jardim da escola, um ano antes. Então, prometeram-se a primeira vez no sexo. Mas, como isso seria só no futuro - já que eram muito novos - ele decidiu que ainda assim teriam que ter um momento só deles.
Uma das coisas que tinham em comum era o gosto pela guitarra. Ela tentava aprender, e ele tocava. E, naquele dia, ensinou-lhe o refrão de uma música. E disse: "Esta será a nossa primeira música. Para não nos esquecermos deste momento, que precisamos guardar na memória”.
Ter boas recordações é uma maneira de ter fome. Ele não foi o seu primeiro beijo, nem foi com ele que fez amor pela primeira vez. Mas foi ele quem lhe ensinou a importância de guardar os bons momentos. Talvez seja por isso, que ela nunca se esquece do seu aniversário e de algumas das coisas boas do passado. A fome nunca acaba. Especialmente a dos momentos que precisamos guardar.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

No fundo...

... bem lá no fundo... no fundinho... eu acho sempre que as pessoas são boas, que qualquer acto menos agrádavel não foi intencional. No fundo... bem lá no fundo... no fundinho... eu acredito na essência. No fundo... bem lá no fundo... no fundinho... eu acredito no que se viveu, no que se falou, no que se partilhou, no que se deu e recebeu. No fundo... bem lá no fundo... no fundinho... eu acredito na amizade. No fundo... bem lá no fundo... no fundinho... eu acredito no amor. No fundo... bem lá no fundo... no fundinho... eu acredito na mudança. No fundo... bem lá no fundo... no fundinho... eu nunca deixo de ter fé. No fundo... bem lá no fundo... no fundinho... eu dou sempre o benefício da dúvida. No fundo... bem lá no fundo... no fundinho... o que me doi não são os outros... No fundo... bem lá no fundo... no fundinho... o que me doi é descobrir vezes sem conta que tudo em que acredito não existe.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Mar de memórias

Remexer no passado é quase como nadar em seco.
Não gosto de remexer no passado, mas há marés na vida em que temos mesmo de o enfrentar, quanto mais não seja porque o passado é o único mapa que temos disponível para nos situarmos. O amanhã? O amanhã pode ser brisa ou tempestade. O futuro é o hoje e o agora; aquilo que se constrói neste momento.
Sempre dei as braçadas e os passos que achei serem os correctos num determinado contexto, por isso, raramente me arrependo do que “ficou para trás”.
Eras aquilo que eu julgava que fosses: o marido perfeito. Calmo, certinho, trabalhador e mais uns quantos atributos que eu tinha como suficientes para construir a minha arca de Noé. Escolhi a nossa casa, os nossos móveis, o nome do nosso filho… Nas épocas especiais, arranjava programas românticos a dois, decorava a árvore e a mesa para receber os familiares de ambos os lados na noite de Natal e festejava sempre os teus aniversários, ainda que me dissesses que não ligavas a “essas coisas”.
É verdade que eu tinha um casamento que, aos olhos de quem estava de fora, era o casamento ideal: um marido gentil que me fazia todas as vontades. O que quem estava de fora não sabia era que tu próprio não tinhas uma vontade e por isso era-te mais fácil deixares-te guiar. Assim, se as coisas algum dia dessem para o torto, como acabou por acontecer, sempre podias lavar dali as tuas mãos (que foi, aliás, o que virias a fazer). E o que quem estava de fora também não sabia era que eu poderia parecer ter tudo para ser feliz mas que, afinal, não tinha nada porque me faltava o básico: o teu esforço ou, pelo menos, o teu carinho e reconhecimento.
Quando se rema apenas para um lado, começa-se a andar em círculos e não se sai do mesmo sítio. E então, só nos restam duas alternativas: ou desistimos de remar e nos deixamos ir à deriva ou abandonamos o barco.
Não compreendo que, ainda hoje, não aceites o facto de eu ter decidido fazer-me ao mar em busca de terra firme. É que, afinal, não te afundaste e até arranjaste uma bóia a que te agarrar. E eu desejo, muito sinceramente, que mantenhas o rumo nessa tua nova vida. Mas sabes, a felicidade é uma rota que temos que tomar por nós próprios. Outras pessoas podem servir-nos de bússola mas somos NÓS que temos que enxergar o farol.
Eu continuo perto do mar (agora mais do que nunca). De vez em quando, a maré traz-me destroços do passado e também alguns troncos ocos que eu vou aproveitando para construir a minha canoa. Está quase pronta e o nosso filho, está a aprender a remar.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

"És a minha pincheza!"

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Por mais dura que a vida seja por vezes, por mais que tenhamos que tomar decisões na vida que não são fáceis, por mais que pensemos que não há mais nada de novo, por mais que o passado pese, por mais que pensemos que já nada nos irá surpreender, emocionar ou ter vontade de dar... em cada lugar por onde passo, há sempre alguém especial! E é isso que me dá força: saber que, por mais cansativa que a vida seja, ainda há coisas que não têm preço, que valem milhões e que me enchem a alma... como a beleza interior de um ser humano, como a simplicidade, como o sorriso, como a simples partilha... Como vocês! Parabéns, Amigos, pelos trinta anos de casamento!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Amor e Sexo

Saudade...

... leve, saudade dolorosa, saudade do passado vivido, saudade do passado arrumado, saudade do que já não nos pertence, saudade do que já não nos pertence mas que não foi esquecido, saudade do futuro, saudade de nada nem ninguém, saudade de tudo e de todos, saudade dos sonhos sonhados, saudade dos sonhos conquistados, saudade dos sonhos guardados, saudade do tempo em as horas não passavam, saudade do tempo em que o tempo corria sem darmos conta, saudade da saudade...

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Num Infantário perto de si!...

« Eu gostava que tu desses prendas a quem mais precisa (...). Eu acho que a mim se me deres ou não me deres não me faz falta mas a outras crianças faz falta. Podes fazer-me esse grande favor?»
« O que eu gostava mesmo é que a minha mãe se curasse e ficasse uma mulher como as outras.»
«Eu gosto muito de ti e tu inventas muitas coisas maravilhosas.»
« Eu gostava de ter um quarto e as minhas coisas lá no quarto.»
« Eu queria que o meu tio A. se curasse e o senhor S. também.Eu queria que não houvesse guerras para não morrer ninguém e para os médicos descansarem um bocado.»
« Gostamos que venhas pela chaminé. Os teus duendes são mesmo bons trabalhadores.Mas só podemos escolher uma prenda.»
« Bondoso Pai Natal queria que ajudasses os pobres dos gatos e dos cães abandonados. Vê que o mundo não tenha muita guerra e vê se não deixas poluir o céu.»
« Querido Pai Natal quero pedir-te comida para os pobres (...), uma mochila para os pobres e fruta para os pobres.»
«Eu quero um par de sapatos e um par de calças.»
«Eu queria agradecer as prendas do ano passado. Quero perguntar-te uma coisa: és do Benfica, não és? Nós gostamos da escola, sabias Pai Natal?»
A todos os amigos da blogosfera que me honram com a sua presença e com os seus comentários neste blog, aos que aqui vêm parar sem saber como, aos que vêm e não se mostram, os meus votos de um Natal muito feliz, cheio de saúde, rabanadas, filhoses, azevias, prendas e tudo o que mais gostarem.
Ah, e não esquecer a família que, de preferência, não deve ser muito chata e não deve oferecer meias nem cuecas, cd's do Tony Carreira ou objectos que precisem de pilhas para funcionar... Relembro a todos esses que aceito cheques e vales-prenda!


domingo, 21 de dezembro de 2008

Bolinha vermelha no canto superior direito do seu monitor

Os palavrões não nasceram por acaso! São recursos extremamente válidos e criativos, abastecem o nosso vocabulário de expressões que traduzem, com a maior fidelidade, os nossos mais fortes e genuínos sentimentos. É o povo a construir a sua língua. Tal como o Latim Vulgar, será este Português Vulgar que vingará, plenamente, um dia.

"Pa caralho!", por exemplo. Que expressão traduz melhor a idéia de muita quantidade do que "Pa caralho"? "Pa caralho" sugere o infinito, é quase uma expressão matemática. Ex: A via láctea tem estrelas pa caralho! O sol está quente pa caralho! O universo é antigo pa caralho! Eu gosto de cerveja pa caralho!

Dentro do género da expressão anterior, mas expressando a mais absoluta negação, está o famoso "Nem que venhas cá com a língua!" É irretorquível e acaba com qualquer discussão. Liberta-nos, com a consciência tranquila, para outras actividades de maior interesse. Ex: O seu filho de dezoito anos massacra-o para que lhe empreste o carro para ir surfar para a Ericeira? Não perca tempo nem paciência! Solte um definitivo "Joãozinho, presta bem atenção, filho querido: Nem que venhas cá com a língua!" O puto vai direitinho para o centro comercial, ter com os amigos, e você pode voltar a deliciar-se com os Deolinda.

Por sua vez, o "Porra nenhuma!" encaixou, tão plenamente, nas situações em que o nosso ego exigia não só a definição de uma negação, mas também o justo escárnio contra declarados bluffs, que hoje é totalmente impensável que possamos viver sem ele no nosso quotidiano. Ex: Como podemos comentar a idiotice do nosso chefe sem soltar um " Ele sabe lá! Não sabe porra nenhuma!" ou então "Fez o relatório sozinho porra nenhuma!" O "Porra nenhuma!" dá-nos uma sensação de incrível bem estar interior. É como se estivessemos a fazer a tardia mas justa denúncia de um grandessíssimo canalha.

Existem outras expressões igualmente clássicas. Pense na sonoridade de um "Puta que pariu!" ou do seu derivado "Puta que o pariu!". Ditos assim, cadencialmente, sílaba por sílaba, diante de uma notícia irritante, qualquer uma delas nos coloca novamente nos eixos. Os nossos neurónios têm o tempo e o espaço devidos para se reorganizarem e podermos sacar a atitude certa para dar o merecido troco ou safarmo-nos de maiores dores de cabeça.

E o que dizer do tão famoso "Vai levar no cú!" Já imaginou o bem que faz a si próprio, e aos seus, quando, passando o limite do suportável, se dirige ao antipático do seu interlocutor e lhe diz: "Chega! Vai levar no cú!"Pronto! Retoma as rédeas da sua vida, a sua auto-estima. Desabotoe o botão de cima da sua camisa e vá para a rua, sinta o vento nas suas faces, olhar firme, cabeça erguida, um delicioso sorriso de amor-próprio nos lábios.

Seria tremendamente injusto não registar aqui a expressão de maior poder de definição do Português Vulgar: "Tou fodido!" Não há resposta mais exacta, pungente, e arrasadora para uma situação que atingiu o maior grau imaginável de ameaçadora complicação. Expressão essa, que inclusivamente insere o seu autor num contexto interior de alerta e autodefesa. Ex: Vai a conduzir, embriagado, sem documentos do carro e sem carta de condução, em excesso de velocidade, e surge a sirene do carro da BT, que o manda parar. O que é que diz?

Sem contar que o nível de stress de uma pessoa é inversamente proporcional à quantidade de "Foda-se!" que essa pessoa diz. Não há nada mais libertador do que o conceito de "Foda-se!". Aumenta a nossa auto-estima, transforma-nos em pessoas melhores, reorganiza as coisas. Ex: "Não quer sair comigo? Então foda-se!" ou "Tem a certeza que é mesmo assim? Então foda-se!". O direito ao "Foda-se!" deveria estar salvaguardado na Constituição. Liberdade, Igualdade, Fraternidade e Foda-se!

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

As maravilhas do Hi5


Quando me falaram dele, critiquei. Disse até que seria como estar nua na internet. Depois, comecei a ouvir as pessoas a contar que tinham encontrado o colega de escola que já não viam há anos, o ex-namorado que estava mais giro que no passado... Fiquei curiosa, criei uma conta e aderi ao Hi5.
Realmente encontrei pessoas que já não via há muito tempo, ou melhor dizendo, encontrei as suas fotos, li os seus perfis, troquei mensagens, vasculhei os amigos desses amigos... porque, na verdade, continuo a não estar com eles.
Mas pensando bem, talvez não esteja a usufruir de todas as vantagens que o acesso ao Hi5 permite. Sim, poderia usufruir muito mais, dedicar-me muito mais, atirar-me de cabeça nesse mundo da tecnologia e buscar o amor da minha vida, a minha alma gémea, ou simplesmente arriscar conhecer um tipo só pelo que consta no seu Hi5. Foi o que fez o João (?), enviou uma mensagem com o seguinte texto:

"haa! bem, na verdade não sei bem o que dizer... a tua amiga , minha amiga, nossa amiga sandra resolveu apresentar-te através do teu hi5, fantastico estas coisas da tecnologia, até porque n tens hipotese de dizer não... devo tambem confessar que fiquei de imediato apaixonado! mas n sei porque... de um modo geral, acho que por tudo e por nada. fica o beijo."

Não vou comentar as fotos do João nem o seu perfil, não vou dizer que a Sandra não é minha amiga, porque eu nunca duvidei disso. Só posso dizer que este rapaz é um corajoso, um confiante, um destemido, um arrojado... Parabéns João... eu seria incapaz, garanto-te. Nem que fosse pelo receio de não obter uma resposta do outro lado... que é o que vai acontecer.
Quem sabe não nos encontraremos um dia... sem ser pelo Hi5... aí talvez seja outra coisa... talvez seja mais à minha maneira... porque isto do Hi5... não me excita... não me excita mesmo.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Sou uma leitora compulsiva...

... porque é um dos meu refúgios. Porque é onde mergulho quando quero estar só e ao mesmo tempo acompanhada. Porque é onde me escondo, quando quero apenas ser espectadora. Porque me permite intervir só quando eu quiser. Porque sou eu que pinto o espaço e dou cara às personagens. Porque me faz viajar, sem sair do lugar. Porque conheço lugares diferentes, pessoas diferentes, histórias de vida diferentes, palavras diferentes, sentimentos diferentes... Porque permite organizar o pensamento e (re)escrever a nossa história... porque, no fundo, todos nós somos um livro... aberto ou fechado, mas um livro. Verdade?

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Tenho dito!

Sabem aqueles casais de namorados que, pelo menos eu, estou sempre a criticar, e que passam o tempo todo juntos? Como se cada um fosse um orgão vital do outro? Eu até imagino que naqueles momentos no WC, que eu defendo que deveriamos estar sós a pensar na vida, eles ficam os dois a conversar: um sentado na retrete e o outro no bidé a trocar ideias sobre a remodelação da sala de jantar ou a comentar sobre os colegas de trabalho...
Para mim, que Deus não me oiça ou me perdoe (porque tudo o que critico me cai em cima cá com uma pinta) seria impossivel viver dessa forma com um homem quanto mais com uma mulher.
Hoje, uma amiga contava que uma amiga dela de 30 anos (leia-se TRINTA ANOS) lhe estava a cobrar porque ela não lhe ligava e não a visitava há já algum tempo... estava "chateada porque não tinha sido prioridade"...
Ora bem.. a essas personagens que para ai andam, eu só vos dou um conselho:
- Arranjar uma vida é sempre bom!!! Aprender a estar só também faz bem!!! Poucos amigos mas bons (a quantidade não é tudo), um grupinho de teatro ou fazer voluntariado... Ocupem o tempo meus caros... e não massacrem quem tem a vida ocupada!!!

Como o texto foi elaborado por encomenda, terei de satisfazer todos os quesitos, mesmo que sejam estes!...

Desabafo

Há o hábito de se dizer que só damos valor às coisas e às pessoas quando as perdemos.
Vemos muitas vezes pessoas arrependidas de não terem dito aquela pessoa o quanto gostaram dela...
Por incrível e pretencioso que pareça, há pessoas das quais me lembro quase todos os dias... é estranho eu sei... mas é a mais pura das verdades.
Por vezes até fico assustada com a forma como estão sempre tão presentes, embora tão longe fisicamente. Entram nos meus sonhos, ou o quotidiano, mesmo sem eu querer, remete-me para elas.
Não sou pessoa de grandes palavras, de grandes abraços, de grandes beijos, porque não gosto da vulgaridade, da banalidade. Quem me conhece, sabe. Gosto de coisas especiais, únicas, originais.
Espero que nunca nenhuma dessas pessoas tenha dúvidas do quanto é importante para mim, independentemente da duração da sua presença durante a minha existência.
E como não sei quando voltarei a ter oportunidade de mostrar ou dizer a estas pessoas o quanto me marcaram, aqui fica aquele abraço, aquele beijo, aquele obrigado:
O Rodrigo, os sorrisos do Rodrigo, os abraços do Rodrigo, os beijos do Rodrigo! Amá-lo-ei sempre!
A Marilina e as suas múltiplas personalidades! Consegue ser mãe, amiga, confidente e companheira!
O Fernando António que, com tudo o que de bom e de mau tem sermos tão parecidos, deixa saudades do tamanho do mundo!
A Maria Luísa, por sempre me ter feito sentir que eu era a sua Rosinha!
A Maria Amélia, a eterna comandante... se houver lado de lá, desgraçados!...
O Francisco José, que fez com que eu começasse a andar aos oito meses!
A Luísa e o Manel, não há salame nem tanque como o deles!
A Mariana e a Margarida, as amigas da primeira e segunda infâncias!
O Ricardo,a Susete, a Susana, são a prova de que não há longe nem distância!
A Inês, quase tão Gaivota quanto o Fernão Capelo!
O Miguel, o Sérgio e o Pedro, inesquecíveis!
Os Jorges e a Vilma, gandas malucos!
A Ana, a amiga silenciosa!
O João, anteriormente designado por marido, actual amigo!
O doutor João Malta, pelo seu conhecimento, disponibilidade, carinho e amizade! E pelo Rodrigo também!
A Paixão, por me ter ensinado a forma certa de lidar com a vida!
A Concorrência, o JC, a Cachorrita, o Rogério, o Zm, a Fátima, mantêm vivos valores em extinção! E dão-me música! E rio-me com eles!
O doutor Paulo Ravasqueira e a enfermeira São, pela persistência, insistência, presença, carinho e amizade!

Como me conheço suficientemente bem para saber que daqui a pouco vou soltar um palavrão, ao lembrar-me de alguém que deveria estar neste rol, reservo-me o direito de actualizar este post sempre que me der na real gana! Sabem como eu sou, não levem a mal....

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Eram três da madrugada...

... e eu acordada. Acordada por causa do café que bebi, por causa das coisas que não me saiem da cabeça mas, essencialmente... por tua causa.
Acendi a luz mais de 3 vezes, procurei respostas nas paredes vazias do meu quarto e nada. Conseguiste quase levar-me à loucura.
Depois de várias soluções improvisadas, decidi ignorar-te, deixar-te só, à deriva, não permitir mais que interferisses no meu sono... e procurei tentar adormecer no sofá da sala que, não tem nada de confortável.
Quantas vezes preciso de dizer que, apesar de tudo, prefiro continuar a dormir sozinha?
Procura outra morada, outro corpo para te deliciares porque caso ainda lá estejas em casa quando chegar... não me vais escapar... ai não vais não.
Pu** de melga!!!

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Experimentem olhar a vida de um ângulo diferente!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Estou com uma gripalhada daquelas!

Não fiquem muito tempo aqui. Estou sempre a espirrar. Ainda vos pego alguma. Atchim! Estão a ver? Esqueci-me do lenço. Desculpem. Milhares de espécimes do vírus Influenza circulam à minha volta numa nuvem invisível de perigosos agentes infecciosos. Chovem sem dó nem piedade sobre qualquer desgraçado que se aproxime demasiado dos meus tratos respiratórios. Atchim! Desculpa, meu lindo. Foi sem querer.Vocês provavelmente não fazem ideia, mas é difícil a vida de uma sex symbol engripada. Uma pessoa tenta manter-se afastada na estóica tentativa de evitar contaminar os meninos – é muito complicado! O quê? Ah! Obrigado, giro. Mais daqui a bocadinho, talvez. Sim. A sério. Estou a escrever um post.A vida de uma sex symbol com um séquito de gajos ainda se torna mais complicada. Uma pessoa consegue evitar o contágio uma vez, mas depois torna-se impossível. Põe a máscara quando me fizeres essa massagem nas costas, querido. Ui, coça aí. Mesmo aí. Estou quase a acabar. Não, não podes assoar-me! Eu faço isso sozinha. E não andem aqui em casa em tronco nu, só de olhar para vocês fico cheia de frio.Pronto, convenceram-me a acabar o post porque querem medir a minha temperatura. Meus lindos, façam as medições que quiserem mas primeiro deixem-me acabar de beber o meu cházinho com limão, está bem?40 graus? Estou com quarenta graus de febre? Não pode ser! Vocês não percebem, meus lindos corpos gregos, que temperaturas dessas podem ser terríveis para a minha reputação? Com esta febre toda, esta malta nunca acreditará na vossa existência e pensará que eu estou a delirar!

Família...

... é mais do que o sangue que corre nas veias; é mais do que laços "só porque sim"; é quem quisermos que faça parte dela; é a saudade que a sustenta; é a partiha que a torna mais sólida; é nas dificuldades que se revela a verdadeira; é na alegria que fazemos questão que ela lá esteja; é os que compreendem, aceitam e não moralizam; é um vazio quando perdida; é uma história por mais pequena que seja; é cumplicidade; é desabafo... Estão completamente excluídos os hipócritas, os mentirosos, os interesseiros, os que estão só por estar, os que não nos conhecem, os que por mais que tenham feito parte de uma pequena história não nos marcaram por nada que permaneça vivo em nós...tanta coisa para tão poucas pessoas que considero a minha família.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Veia poética

"Agora vou para a esplanada dos baloiços vegetar...
Talvez ler um livro, ou apenas olhar para o mar..."

misteriosalua, in Quartas-Feiras

A arte da Categorização


terça-feira, 18 de novembro de 2008



A falta é um buraco enorme!...
Tão grande, que atiramos para lá
Tudo aquilo que nos faz bem...
Tão escuro, que depois,
dificilmente encontramos o tudo
que lá metemos,
quando nos faz falta...

A falta que me fazes, Fernando António!...

quinta-feira, 13 de novembro de 2008



Na ausência de paisagens, Claude Monet criou - à luz das suas necessidades - o seu próprio jardim, em Giverny, França, imortalizando-o depois em sua pintura.
Pintor ou jardineiro?
Toda a gente deveria construir o seu próprio jardim, procurar as suas cores, encontrar a sua própria paisagem. Na vida, todos nós temos nosso próprio “jardim”.
Ser pintor é fácil - quando só há cores vazias.
Difícil mesmo é ter coragem e disposição para ser jardineiro.

Um bom fim de semana, e boa jardinagem! ;)

quarta-feira, 12 de novembro de 2008


Gosto de pessoas intensas. Daquelas que colocam os seus desejos na montra e se deixam à mostra. Pessoas de personalidade forte, de opinião própria - especialmente se for contrária à minha, é garantia de um bom debate. Gosto de idéias. Gosto de gente que tem a mente a fervilhar. Que não tem medo de viver nem de se mostrar. Gosto de gente que entende as minhas raões, porque é a partir delas que construo os meus valores. Tudo isso me atrai intensamente.
Não gosto de gente antiquada. Que segue o guião. Políticamente correcta. Tudo isso me soa a falso. Mas, que não se faça confusão. Não gosto dos que se fazem de malucos ou que justificam as suas fraquezas em nome do que quer que seja. As pessoas têm de ser elegantes. Não vulgares. Não incorrectas com os valores humanitários. Essas não me seduzem.
Já me disseram muitas vezes que as pessoas são luz e sombra, dia e noite, bem e mal. Gosto dessa mistura.
E prefiro aquelas discretamente inteligentes. Não as verborrágicas que vomitam uma falsa cultura. Gosto das que têm vontade de aprender. Mostram-se verdadeiramente inteligentes e humildes.
Desconfio das que dizem que não são preconceituosas. Isso é, no mínimo, estranho. Somos "moldados" em caixinhas, rotulados. Eu tenho vários preconceitos. Sei de todos eles. Convivo com eles. Não me deixo é dominar por eles. Não ofendo as pessoas. Mas não me misturo com quem não me agrada.
Gosto de quem reconhece os seus erros, os seus medos, as suas inseguranças. Gosto de gente que vê a beleza das coisas, que é capaz de um carinho.
Gosto de gente que, antes de qualquer coisa, deseja. Porque é do desejo que, verdadeiramente, se constroi qualquer coisa. Não gosto de coisas efémeras, que apenas duram um instante. As melhores sensações são aquelas que lentamente se provam. As melhores conversas, as melhores gargalhadas, os melhores beijos, as melhores conquistas são aquelas vagarosamente desejadas.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Vejam só como utilizar o padrão de quilometragem das mais ou menos , ou das aceleradas , ou das depravadas, etc., etc., etc. e tal!!!
É comum as pessoas falarem: "Fulana é muito rodada."
Mas, vocês sabem de onde vem o termo?
Os cientistas determinaram que uma coisa-e-tal, dura aproximadamente 9 minutos. O cálculo médio é de 60 idas-e-voltas por minuto, o que indica que o coiso-e-tal consiste em 540 idas-e-voltas.
Supondo que o dito-cujo tem, em média, 15 centímetros, significa que a mulher recebe, em média, 8.100 centímetros de dito-cujo, ou seja, 81 metros a cada coisa-e-tal. Segundo a média mundial, as mulheres coisam-e-tal 2,3 vezes por semana e, como o ano tem 52 semanas, então seriam aproximadamente 120 coisas-e-tais por ano. Isto quer dizer que a mulher recebe 9.720 metros de dito-cujo por ano, ou o equivalente a quase 10km por ano.
A 10km por ano, uma garota de 25 anos, que teve a sua vida de coiso-e-tal iniciada, em média, aos 17 anos, já rodou 25-17= 8anos X 10Km = 80km!!!
Portanto, agora, podemos apresentar a mulherada da seguinte maneira: "Alberto, esta é a Maria. Tem 25 anos, mas tá novinha!!!... Só rodou uns 55 km!!! Tá inteira, muito bem conservada. É como se fosse ano 77, modelo 79!!!"
Sugiro que repasse estas informações a suas amigas, que certamente não resistirão a argumentação tão singela, caso não tenham alcançado a kilometragem-padrão.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Descubra a palavra!

_____, é aquele que nos coloca entre a espada e a parede!

(voltarei dentro de dias, para saber as vossas opiniões!)

Foi com prazer que NÃO vi a palavra AMIGO nos vossos comentários!
Bem hajam por isso!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

sábado, 11 de outubro de 2008

"(...) o tempo, subitamente solto pelas ruas e pelos dias, como a onda de uma tempestade a arrastar o mundo, mostra-me o quanto te amei antes de te conhecer. (...)"

José Luís Peixoto

sábado, 27 de setembro de 2008

Era uma vez um homem pobre, mas tão pobre, que a única coisa que tinha era dinheiro!...

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Imagina...

Uma bela manhã de sol... dia lindo... céu azul... daqueles dias em que acordas de absoluto bom humor, tipo filme!!!
Levantas-te, sentindo um leve desconforto numa parte da anatomia da qual não gostamos nem de nos lembrar, porque quando nos lembramos, é mau sinal!!! Como não sei que nome posso usar, para a descrever sem perder a classe, vou apenas dizer que é a parte final do aparelho digestivo, a saídeira, aquela parte que tem uma pregas (se é que ainda tem)...
Pois é!... Acordas com a pecinha em chamas!... O leve desconforto era, na realidade, a suave sensação de que alguém lhe estava a apontar um isqueiro aceso... Uma delícia!
Pensas em como vais fazer para trabalhar, já que o teu trabalho exige que fiques muitas horas sentada (e a ser massacrada!)... É que nem te consegues sentar, e para massacre, já chega aquela dor absurda!...
Boa tentativa, mas não aguentas! Acabas por contar a uma colega a situação, pedindo-lhe que tente marcar uma consulta o mais rápido possível, enquanto vais falar com a Júlia de Matos... Uma delicada e estimulante conversa sobre o porquê de precisares de sair! Por conhecer bem de perto o tal problema, e após ter-te recomendado uns comprimidos-maravilha, não coloca qualquer objecção a que saias mais cedo.
Voltas à tua sala, toda contente por ainda não ter sido desta que morreste de vergonha, e dás com a tua colega a contar a meio mundo a tua enfermidade! O melhor que tens a fazer é mesmo rir-te um bocadinho, mandar uma ou duas piadas e correr dali para fora!
- - - Por ser mau demais, decidi omitir a parte da consulta médica! ---
Entras subtilmente na farmácia, tentando parecer invisível. Entregas a receita ao senhor farmacêutico, que a lê e não se coibe de dizer que aqueles medicamentos são para quem tem varizes ou hemorróidas... e fica a olhar para ti, com aquela cara de eu-sei-que-tens-as-pregas-a-arder! As outras pessoas também, claro!...
Quase, quase a morrer de vergonha, fazes mais umas piadas, ris mais um bocadinho, até porque é mais fácil que escavar um buraco no chão da farmácia!...
Sais de lá a fazer figas para não teres de contar a mais ninguém o drama de teres uma roseira no lugar da rosca!... Vais direitinha para casa, enches o befe de pomada, deitas-te de barriga para baixo e ficas a ouvir as piadas sádicas do teu marido, especialista em bundas!
Mauzinho, não é?....

sábado, 20 de setembro de 2008

Perdida prós lados da Ericeira. stop.
Ainda com muito para fazer. stop.
Saudadinhas de estar convosco. stop.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Era linda, era filha, era única. Filha de rei. Mas de que adiantava ser princesa se não tinha com quem brincar?
Sozinha no palácio chorava e chorava. Não queria saber de bonecas, não queria saber de brinquedos. Queria uma amiga para gostar.
De noite o rei ouviu os soluços da filha. De que adianta a coroa se a filha da gente chora à noite? Decidiu acabar com a tristeza. Chamou o vidraceiro, chamou o moldureiro. E em segredo mandou fazer o maior espelho do reino. E em silêncio mandou colocar o espelho ao pé da cama da filha que dormia.
Quando a princesa acordou, já não estava sozinha. Uma menina linda e única olhava surpresa para ela, os cabelos ainda desfeitos do sono. Rápido chegaram perto e ficaram se encontrando. Uma sorriu e deu bom-dia. A outra deu bom-dia sorrindo.
-Engraçado-pensou uma-, a outra é canhota.
E riram as duas.
Riram muito depois. Felizes juntas, felizes iguais.
A brincadeira de uma era a graça da outra. O salto de uma era o pulo da outra. E quando uma estava cansada, a outra dormia.
O rei, encantado com tanta alegria, mandou fazer brinquedos novos, que entregou à filha numa cesta. Bichos, bonecas, casinhas, e uma bola de ouro. A bola no fundo da cesta. Porém tão brilhante, que foi o primeiro brinquedo que escolheram.
Rolaram com ela no tapete, lançaram na cama, atiraram para o alto. Mas quando a princesa resolveu jogá-la nas mãos da amiga, a bola estilhaçou o jogo e amizade.
Uma Moldura vazia, cacos de espelho no chão.

in Uma idéia toda azul, Marina Colassanti

Não somos cópias perfeitas, não vivemos no mesmo quarto, não copiamos os nossos gestos, não estamos sempre em frente uma da outra... mas nunca nos afastamos o suficiente para deixar a outra sozinha!
Beijos, Querida!

terça-feira, 2 de setembro de 2008


Estamos já em Setembro. Fogo!...
Ontem, no meu sofá, de pernas para o ar, fazendo a minha famosa terapia desconstrutiva, depois de dias exaustivos de trabalho (sim, e o pior ainda não passou!...), fiquei a pensar em como o ano passou rápido e eu nem dei conta... Pior! Como passei praticamente quase todo esse tempo fazendo coisas de que não gosto. Como gastamos tempo com nada, não vos parece?
É assim que, às vezes, me sinto. Embora não me sobre praticamente um fim de semana sem ter qualquer coisa para fazer, não fiz absolutamente NADA. E assim, fiquei a pensar, afinal, o que é o nada? Acho que nos equivocamos com o sentido real dessa palavrinha. Deixar de fazer alguma coisa pode ser muito mais construtivo do que ocupar o tempo com um monte de coisas que não acrescentam, não adicionam… nada!
Não parece estúpido passarmos a vida como uma garrafa? Uma vez li, não me lembro onde, que há gente que nasce para ser garrafa e outras nascem para ser golfinho. As garrafas vagueiam pelo mar, à deriva… indo conforme determinam as ondas. Ora calmas, ora agitadas… elas vão e voltam. Já os golfinhos não. Por mais fortes que sejam as ondas, eles saltam, pulam, driblam… e não se deixam levar! Vão para onde e como querem. Talvez, por isso, pareçam estar sempre sorrindo… maybe…
Nunca estive tão garrafa na vida! E tudo indica que permanecerei assim por um bom bocado. Sinto que estou a ser cada vez mais sufocada por esse estado. Falta ar. Admiro quem consegue ser golfinho.

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Adivinhem lá...

... de onde foi tirada esta foto!...

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Certezas - Mário Quintana

Não quero alguém que morra de amor por mim...Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando. Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas de que gosto, gostem de mim... Nem que eu faça a falta que elas me fazem. O importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível... E que esse momento será inesquecível... Só quero que meu sentimento seja valorizado. Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre... E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém... e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto. Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho... Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento... e não brinque com ele. E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe... Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz. Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz. Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas... Que a esperança nunca me pareça um NÃO que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como SIM. Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros... Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento. Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão...Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades, às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu a pena.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Perguntaram, aqui o têm!

Seixal, 25 de Julho.

Atalaia, 26 de Julho.


27 de Julho.

sábado, 19 de julho de 2008

Ontem foi o dia em que tudo me pareceu negro. Em que me senti pequena. Assustada. Envergonhada. Culpada. Desiludida.
Hoje é o dia em que ponho o de ontem na caixinha de recordações que magoam.
Porque não tenho que me sentir como querem que me sinta.
Porque não fiz nada que justifique sentir-me assim.
Se eu pudesse fazer o tempo recuar dois anos e influenciar o rumo dos acontecimentos, claro que o faria. Mas não posso.
Se eu pudesse fazer o tempo recuar oito meses e influenciar o rumo dos acontecimentos, não o faria.
Abandonei um casamento por não ser plenamente feliz e achar que o merecia ser. Encontrei uma pessoa que me fez ver que estava certa. Devo-lhe essa validação e a descoberta do muito de que sou capaz se a isso me propuser.
Acreditamos ambos ser possível sermos felizes juntos. Não foi.
Custou muito a aceitar, mas aceitei. Custou muito a passar por cima, mas passei.
Com ele, fui participando, sem participar, neste grupo de amigos. Com ele, vieram mais pessoas, com quem, com o passar do tempo, fui amizando.
Quando ele me fechou a porta, se calhar, eu deveria tê-la fechado também. Não fui capaz. Vocês já estavam deste lado.
Devia ter-vos contado isto?
Não. Posso contar-vos tudo, menos a vida privada do vosso amigo.
Menti-vos?
Menti. Menti acerca da forma como apareci. Para não expor ninguém. Apenas e só.
Usei-vos?
Nunca. Por razão alguma.
Tentei aproximar-me dele por estarmos rodeados pelas mesmas pessoas?
Nunca. Muito pelo contrário.
Foi pêra-doce?
Não. Ver a pessoa que desejamos e não lhe podermos tocar, não é pêra-doce. Ter de ter cuidado com o que digo, para não revelar mais do que seria normal eu saber, não é pêra-doce. Ouvir aquela música, não é pêra-doce.
Tive consciência de estar a magoar alguém?
Tive. Por isso desisti de lutar por um futuro a quatro. Depois disso, foi-me dito que não. Que após termos terminado, deixou de haver razões para magoar alguém. Ainda há cerca de quinze dias me disseram que estava tudo bem. E eu acreditei. O futuro a mais de quatro estava assegurado.
Se eu pudesse fazer o tempo recuar uma semana e influenciar o rumo dos acontecimentos, não o faria.
Porque, como vocês, também acredito que nenhum mentiroso tem uma memória suficientemente boa para ser um mentiroso de êxito, e fico contente por não ter de voltar a ter cuidado com o que digo.
E porque eu continuo a acreditar na genuidade e na frontalidade, aqui vai:
Isabel, ainda bem que és o poço de emotividade que és! Se não fosses assim, possivelmente hoje ainda andaria a fazer figura de parva... Obrigado, amiga.
João, adorei ouvir-te dizer que "ontem chamei-te uma série de nomes feios, mas hoje já não." Obrigado, amigo.
Zé Manel, eu não deveria ter questionado o teu modo de ser ou de estar na vida. És o que mostras ser. Obrigado, amigo.

Equacionei não permitir os comentários a este post, mas depois lembrei-me do erro que cometi ao assumir determinadas coisas.
Deixo-os abertos.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Ivete Sangalo

http://www.youtube.com/watch?v=mtiZjpwa0mA&feature=related

Ontem disse a um amigo que sou mais do género de ciclones e trombas de àgua... mas deste tipo!

terça-feira, 8 de julho de 2008

Estava aqui a pensar na primeira vez que me senti, de certa forma, e, respeitando as devidas proporções, desejada. Um desejo infantil, ingénuo, mas, com todas as sensações boas que nos despertam quando outros olhos nos olham com admiração. E, não se tratava dos pais, dos avós, dos padrinhos… Não! Era alguém estranho!!! Uma sensação nova para um sentimento antigo.
Tinha uns 7, 8 anos de idade e era a primeira vez que ia sozinha a uma festa. De aniversário, é claro, de um amigo ou amiga (não me lembro). E, eu tímida, sim, tímida… fiquei quietinha num canto, observando aquele desfile de figuras, quase todas mais velhas, que circulavam no auge de quase uma década de vida….! Dez anos! Com meus sete, oito…. sentia-me uma pateta no meio de tanta imponência.
Estava tudo muito divertido enquanto era apenas um vulto no meio dos outros. Assim, podia observar sem ser observada. Há diversão melhor? Engano… Por mais que desejemos ser vultos, há sempre quem ame as sombras. E começou a música… E, os “cavalheiros” convidavam as “damas” para dançar… uma música lenta… Eu, só observava… Achava que estava imune, invísivel aos olhares, às outras crianças…

- Queres dançar?
- Hã?
- Queres dançar?
- Quê?
- Queres dançar?
- Não estou a ouvir… o que disseste?
- Nada.

Dois tímidos. Eu fingi não ouvir o convite por vergonha e medo de aceitar. Ele fingiu não ter convidado por vergonha e medo de ser recusado. Resumo: Não dançamos.

Engraçado que essa história sempre me vem à mente. É como se alguma coisa ali, que dependesse daquela dança, mudasse o rumo das coisas. Não me lembro do nome do garoto, da sua fisionomia, da música que tocava, e sequer quem era o aniversariante… mas, não me esqueço da sensação - de pavor e satisfação - de ter alguém, ali, deslumbrado com nossa existência.
Não aconteceu. Nossa dança não houve. Lembro-me também da sensação, quase de arrependimento de não ter aceite imediatamente o convite. De pensar que “e se eu tivesse ido”… ou “o que teria mudado”… ou, o que uma simples dança de crianças pode mudar na vida de alguém? Nada? Muita coisa? Tudo?
Hoje, ao ler o texto abaixo, lembrei-me dessa história novamente. Não com a idéia de arrependimento. Não há a angústia. Não foi isso que ficou. Mas, sim, a pergunta… e se….? Isso teria mudado alguma coisa em mim?
Existem acontecimentos-chave que, se dependendo de sua realização, alteram o que somos? Ainda que seja tontaria, como uma dança de crianças?
Kundera tem razão: a vida é só um esboço sem quadro…

E eu, até hoje, não aprendi a dançar…
Seria eu uma eximía dançarina se tivesse dito sim?

"Nunca se pode saber o que se deve querer, pois só se tem uma vida e não se pode nem compará-la com as vidas anteriores, nem corrigi-la nas vidas posteriores. Não existe meio de verificar qual é a decisão acertada, pois não existe termo de comparação. Tudo é vivido pela primeira vez e sem preparação. Como se um actor entrasse em cena sem nunca ter ensaiado. Mas o que pode valer a vida, se o primeiro ensaio da vida já é a própria vida? É isso que leva a vida a parecer sempre um esboço. No entanto, mesmo esboço não é a palavra certa, pois um esboço é sempre o projeto de alguma coisa, a preparação de um quadro, ao passo que o esboço que é a nossa vida não é o esboço de nada, é um esboço sem quadro."
Milan Kundera