Vejam só como utilizar o padrão de quilometragem das mais ou menos , ou das aceleradas , ou das depravadas, etc., etc., etc. e tal!!!
É comum as pessoas falarem: "Fulana é muito rodada."
Mas, vocês sabem de onde vem o termo?
Os cientistas determinaram que uma coisa-e-tal, dura aproximadamente 9 minutos. O cálculo médio é de 60 idas-e-voltas por minuto, o que indica que o coiso-e-tal consiste em 540 idas-e-voltas.
Supondo que o dito-cujo tem, em média, 15 centímetros, significa que a mulher recebe, em média, 8.100 centímetros de dito-cujo, ou seja, 81 metros a cada coisa-e-tal. Segundo a média mundial, as mulheres coisam-e-tal 2,3 vezes por semana e, como o ano tem 52 semanas, então seriam aproximadamente 120 coisas-e-tais por ano. Isto quer dizer que a mulher recebe 9.720 metros de dito-cujo por ano, ou o equivalente a quase 10km por ano.
A 10km por ano, uma garota de 25 anos, que teve a sua vida de coiso-e-tal iniciada, em média, aos 17 anos, já rodou 25-17= 8anos X 10Km = 80km!!!
Portanto, agora, podemos apresentar a mulherada da seguinte maneira: "Alberto, esta é a Maria. Tem 25 anos, mas tá novinha!!!... Só rodou uns 55 km!!! Tá inteira, muito bem conservada. É como se fosse ano 77, modelo 79!!!"
Sugiro que repasse estas informações a suas amigas, que certamente não resistirão a argumentação tão singela, caso não tenham alcançado a kilometragem-padrão.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
terça-feira, 21 de outubro de 2008
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
Descubra a palavra!
_____, é aquele que nos coloca entre a espada e a parede!
(voltarei dentro de dias, para saber as vossas opiniões!)
Foi com prazer que NÃO vi a palavra AMIGO nos vossos comentários!
Bem hajam por isso!
(voltarei dentro de dias, para saber as vossas opiniões!)
Foi com prazer que NÃO vi a palavra AMIGO nos vossos comentários!
Bem hajam por isso!
quarta-feira, 15 de outubro de 2008
sábado, 11 de outubro de 2008
sábado, 27 de setembro de 2008
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Imagina...
Uma bela manhã de sol... dia lindo... céu azul... daqueles dias em que acordas de absoluto bom humor, tipo filme!!!
Levantas-te, sentindo um leve desconforto numa parte da anatomia da qual não gostamos nem de nos lembrar, porque quando nos lembramos, é mau sinal!!! Como não sei que nome posso usar, para a descrever sem perder a classe, vou apenas dizer que é a parte final do aparelho digestivo, a saídeira, aquela parte que tem uma pregas (se é que ainda tem)...
Pois é!... Acordas com a pecinha em chamas!... O leve desconforto era, na realidade, a suave sensação de que alguém lhe estava a apontar um isqueiro aceso... Uma delícia!
Pensas em como vais fazer para trabalhar, já que o teu trabalho exige que fiques muitas horas sentada (e a ser massacrada!)... É que nem te consegues sentar, e para massacre, já chega aquela dor absurda!...
Boa tentativa, mas não aguentas! Acabas por contar a uma colega a situação, pedindo-lhe que tente marcar uma consulta o mais rápido possível, enquanto vais falar com a Júlia de Matos... Uma delicada e estimulante conversa sobre o porquê de precisares de sair! Por conhecer bem de perto o tal problema, e após ter-te recomendado uns comprimidos-maravilha, não coloca qualquer objecção a que saias mais cedo.
Voltas à tua sala, toda contente por ainda não ter sido desta que morreste de vergonha, e dás com a tua colega a contar a meio mundo a tua enfermidade! O melhor que tens a fazer é mesmo rir-te um bocadinho, mandar uma ou duas piadas e correr dali para fora!
Levantas-te, sentindo um leve desconforto numa parte da anatomia da qual não gostamos nem de nos lembrar, porque quando nos lembramos, é mau sinal!!! Como não sei que nome posso usar, para a descrever sem perder a classe, vou apenas dizer que é a parte final do aparelho digestivo, a saídeira, aquela parte que tem uma pregas (se é que ainda tem)...
Pois é!... Acordas com a pecinha em chamas!... O leve desconforto era, na realidade, a suave sensação de que alguém lhe estava a apontar um isqueiro aceso... Uma delícia!
Pensas em como vais fazer para trabalhar, já que o teu trabalho exige que fiques muitas horas sentada (e a ser massacrada!)... É que nem te consegues sentar, e para massacre, já chega aquela dor absurda!...
Boa tentativa, mas não aguentas! Acabas por contar a uma colega a situação, pedindo-lhe que tente marcar uma consulta o mais rápido possível, enquanto vais falar com a Júlia de Matos... Uma delicada e estimulante conversa sobre o porquê de precisares de sair! Por conhecer bem de perto o tal problema, e após ter-te recomendado uns comprimidos-maravilha, não coloca qualquer objecção a que saias mais cedo.
Voltas à tua sala, toda contente por ainda não ter sido desta que morreste de vergonha, e dás com a tua colega a contar a meio mundo a tua enfermidade! O melhor que tens a fazer é mesmo rir-te um bocadinho, mandar uma ou duas piadas e correr dali para fora!
- - - Por ser mau demais, decidi omitir a parte da consulta médica! ---
Entras subtilmente na farmácia, tentando parecer invisível. Entregas a receita ao senhor farmacêutico, que a lê e não se coibe de dizer que aqueles medicamentos são para quem tem varizes ou hemorróidas... e fica a olhar para ti, com aquela cara de eu-sei-que-tens-as-pregas-a-arder! As outras pessoas também, claro!...
Quase, quase a morrer de vergonha, fazes mais umas piadas, ris mais um bocadinho, até porque é mais fácil que escavar um buraco no chão da farmácia!...
Sais de lá a fazer figas para não teres de contar a mais ninguém o drama de teres uma roseira no lugar da rosca!... Vais direitinha para casa, enches o befe de pomada, deitas-te de barriga para baixo e ficas a ouvir as piadas sádicas do teu marido, especialista em bundas!
Mauzinho, não é?....
sábado, 20 de setembro de 2008
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
Era linda, era filha, era única. Filha de rei. Mas de que adiantava ser princesa se não tinha com quem brincar?
Sozinha no palácio chorava e chorava. Não queria saber de bonecas, não queria saber de brinquedos. Queria uma amiga para gostar.
De noite o rei ouviu os soluços da filha. De que adianta a coroa se a filha da gente chora à noite? Decidiu acabar com a tristeza. Chamou o vidraceiro, chamou o moldureiro. E em segredo mandou fazer o maior espelho do reino. E em silêncio mandou colocar o espelho ao pé da cama da filha que dormia.
Quando a princesa acordou, já não estava sozinha. Uma menina linda e única olhava surpresa para ela, os cabelos ainda desfeitos do sono. Rápido chegaram perto e ficaram se encontrando. Uma sorriu e deu bom-dia. A outra deu bom-dia sorrindo.
-Engraçado-pensou uma-, a outra é canhota.
E riram as duas.
Riram muito depois. Felizes juntas, felizes iguais.
A brincadeira de uma era a graça da outra. O salto de uma era o pulo da outra. E quando uma estava cansada, a outra dormia.
O rei, encantado com tanta alegria, mandou fazer brinquedos novos, que entregou à filha numa cesta. Bichos, bonecas, casinhas, e uma bola de ouro. A bola no fundo da cesta. Porém tão brilhante, que foi o primeiro brinquedo que escolheram.
Rolaram com ela no tapete, lançaram na cama, atiraram para o alto. Mas quando a princesa resolveu jogá-la nas mãos da amiga, a bola estilhaçou o jogo e amizade.
Uma Moldura vazia, cacos de espelho no chão.
in Uma idéia toda azul, Marina Colassanti
Não somos cópias perfeitas, não vivemos no mesmo quarto, não copiamos os nossos gestos, não estamos sempre em frente uma da outra... mas nunca nos afastamos o suficiente para deixar a outra sozinha!
Beijos, Querida!
Sozinha no palácio chorava e chorava. Não queria saber de bonecas, não queria saber de brinquedos. Queria uma amiga para gostar.
De noite o rei ouviu os soluços da filha. De que adianta a coroa se a filha da gente chora à noite? Decidiu acabar com a tristeza. Chamou o vidraceiro, chamou o moldureiro. E em segredo mandou fazer o maior espelho do reino. E em silêncio mandou colocar o espelho ao pé da cama da filha que dormia.
Quando a princesa acordou, já não estava sozinha. Uma menina linda e única olhava surpresa para ela, os cabelos ainda desfeitos do sono. Rápido chegaram perto e ficaram se encontrando. Uma sorriu e deu bom-dia. A outra deu bom-dia sorrindo.
-Engraçado-pensou uma-, a outra é canhota.
E riram as duas.
Riram muito depois. Felizes juntas, felizes iguais.
A brincadeira de uma era a graça da outra. O salto de uma era o pulo da outra. E quando uma estava cansada, a outra dormia.
O rei, encantado com tanta alegria, mandou fazer brinquedos novos, que entregou à filha numa cesta. Bichos, bonecas, casinhas, e uma bola de ouro. A bola no fundo da cesta. Porém tão brilhante, que foi o primeiro brinquedo que escolheram.
Rolaram com ela no tapete, lançaram na cama, atiraram para o alto. Mas quando a princesa resolveu jogá-la nas mãos da amiga, a bola estilhaçou o jogo e amizade.
Uma Moldura vazia, cacos de espelho no chão.
in Uma idéia toda azul, Marina Colassanti
Não somos cópias perfeitas, não vivemos no mesmo quarto, não copiamos os nossos gestos, não estamos sempre em frente uma da outra... mas nunca nos afastamos o suficiente para deixar a outra sozinha!
Beijos, Querida!
terça-feira, 2 de setembro de 2008

Estamos já em Setembro. Fogo!...
Ontem, no meu sofá, de pernas para o ar, fazendo a minha famosa terapia desconstrutiva, depois de dias exaustivos de trabalho (sim, e o pior ainda não passou!...), fiquei a pensar em como o ano passou rápido e eu nem dei conta... Pior! Como passei praticamente quase todo esse tempo fazendo coisas de que não gosto. Como gastamos tempo com nada, não vos parece?
É assim que, às vezes, me sinto. Embora não me sobre praticamente um fim de semana sem ter qualquer coisa para fazer, não fiz absolutamente NADA. E assim, fiquei a pensar, afinal, o que é o nada? Acho que nos equivocamos com o sentido real dessa palavrinha. Deixar de fazer alguma coisa pode ser muito mais construtivo do que ocupar o tempo com um monte de coisas que não acrescentam, não adicionam… nada!
Não parece estúpido passarmos a vida como uma garrafa? Uma vez li, não me lembro onde, que há gente que nasce para ser garrafa e outras nascem para ser golfinho. As garrafas vagueiam pelo mar, à deriva… indo conforme determinam as ondas. Ora calmas, ora agitadas… elas vão e voltam. Já os golfinhos não. Por mais fortes que sejam as ondas, eles saltam, pulam, driblam… e não se deixam levar! Vão para onde e como querem. Talvez, por isso, pareçam estar sempre sorrindo… maybe…
Nunca estive tão garrafa na vida! E tudo indica que permanecerei assim por um bom bocado. Sinto que estou a ser cada vez mais sufocada por esse estado. Falta ar. Admiro quem consegue ser golfinho.
É assim que, às vezes, me sinto. Embora não me sobre praticamente um fim de semana sem ter qualquer coisa para fazer, não fiz absolutamente NADA. E assim, fiquei a pensar, afinal, o que é o nada? Acho que nos equivocamos com o sentido real dessa palavrinha. Deixar de fazer alguma coisa pode ser muito mais construtivo do que ocupar o tempo com um monte de coisas que não acrescentam, não adicionam… nada!
Não parece estúpido passarmos a vida como uma garrafa? Uma vez li, não me lembro onde, que há gente que nasce para ser garrafa e outras nascem para ser golfinho. As garrafas vagueiam pelo mar, à deriva… indo conforme determinam as ondas. Ora calmas, ora agitadas… elas vão e voltam. Já os golfinhos não. Por mais fortes que sejam as ondas, eles saltam, pulam, driblam… e não se deixam levar! Vão para onde e como querem. Talvez, por isso, pareçam estar sempre sorrindo… maybe…
Nunca estive tão garrafa na vida! E tudo indica que permanecerei assim por um bom bocado. Sinto que estou a ser cada vez mais sufocada por esse estado. Falta ar. Admiro quem consegue ser golfinho.
terça-feira, 26 de agosto de 2008
quarta-feira, 20 de agosto de 2008
Certezas - Mário Quintana
Não quero alguém que morra de amor por mim...Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando. Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas de que gosto, gostem de mim... Nem que eu faça a falta que elas me fazem. O importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível... E que esse momento será inesquecível... Só quero que meu sentimento seja valorizado. Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre... E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém... e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto. Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho... Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento... e não brinque com ele. E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe... Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz. Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz. Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas... Que a esperança nunca me pareça um NÃO que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como SIM. Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros... Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento. Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão...Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades, às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu a pena.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas de que gosto, gostem de mim... Nem que eu faça a falta que elas me fazem. O importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível... E que esse momento será inesquecível... Só quero que meu sentimento seja valorizado. Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre... E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém... e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto. Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho... Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento... e não brinque com ele. E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe... Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz. Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz. Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas... Que a esperança nunca me pareça um NÃO que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como SIM. Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros... Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento. Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão...Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades, às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim... e que valeu a pena.
segunda-feira, 28 de julho de 2008
sábado, 19 de julho de 2008
Ontem foi o dia em que tudo me pareceu negro. Em que me senti pequena. Assustada. Envergonhada. Culpada. Desiludida.
Hoje é o dia em que ponho o de ontem na caixinha de recordações que magoam.
Porque não tenho que me sentir como querem que me sinta.
Porque não fiz nada que justifique sentir-me assim.
Se eu pudesse fazer o tempo recuar dois anos e influenciar o rumo dos acontecimentos, claro que o faria. Mas não posso.
Se eu pudesse fazer o tempo recuar oito meses e influenciar o rumo dos acontecimentos, não o faria.
Abandonei um casamento por não ser plenamente feliz e achar que o merecia ser. Encontrei uma pessoa que me fez ver que estava certa. Devo-lhe essa validação e a descoberta do muito de que sou capaz se a isso me propuser.
Acreditamos ambos ser possível sermos felizes juntos. Não foi.
Custou muito a aceitar, mas aceitei. Custou muito a passar por cima, mas passei.
Com ele, fui participando, sem participar, neste grupo de amigos. Com ele, vieram mais pessoas, com quem, com o passar do tempo, fui amizando.
Quando ele me fechou a porta, se calhar, eu deveria tê-la fechado também. Não fui capaz. Vocês já estavam deste lado.
Devia ter-vos contado isto?
Não. Posso contar-vos tudo, menos a vida privada do vosso amigo.
Menti-vos?
Menti. Menti acerca da forma como apareci. Para não expor ninguém. Apenas e só.
Usei-vos?
Nunca. Por razão alguma.
Tentei aproximar-me dele por estarmos rodeados pelas mesmas pessoas?
Nunca. Muito pelo contrário.
Foi pêra-doce?
Não. Ver a pessoa que desejamos e não lhe podermos tocar, não é pêra-doce. Ter de ter cuidado com o que digo, para não revelar mais do que seria normal eu saber, não é pêra-doce. Ouvir aquela música, não é pêra-doce.
Tive consciência de estar a magoar alguém?
Tive. Por isso desisti de lutar por um futuro a quatro. Depois disso, foi-me dito que não. Que após termos terminado, deixou de haver razões para magoar alguém. Ainda há cerca de quinze dias me disseram que estava tudo bem. E eu acreditei. O futuro a mais de quatro estava assegurado.
Se eu pudesse fazer o tempo recuar uma semana e influenciar o rumo dos acontecimentos, não o faria.
Porque, como vocês, também acredito que nenhum mentiroso tem uma memória suficientemente boa para ser um mentiroso de êxito, e fico contente por não ter de voltar a ter cuidado com o que digo.
E porque eu continuo a acreditar na genuidade e na frontalidade, aqui vai:
Isabel, ainda bem que és o poço de emotividade que és! Se não fosses assim, possivelmente hoje ainda andaria a fazer figura de parva... Obrigado, amiga.
João, adorei ouvir-te dizer que "ontem chamei-te uma série de nomes feios, mas hoje já não." Obrigado, amigo.
Zé Manel, eu não deveria ter questionado o teu modo de ser ou de estar na vida. És o que mostras ser. Obrigado, amigo.
Equacionei não permitir os comentários a este post, mas depois lembrei-me do erro que cometi ao assumir determinadas coisas.
Deixo-os abertos.
Hoje é o dia em que ponho o de ontem na caixinha de recordações que magoam.
Porque não tenho que me sentir como querem que me sinta.
Porque não fiz nada que justifique sentir-me assim.
Se eu pudesse fazer o tempo recuar dois anos e influenciar o rumo dos acontecimentos, claro que o faria. Mas não posso.
Se eu pudesse fazer o tempo recuar oito meses e influenciar o rumo dos acontecimentos, não o faria.
Abandonei um casamento por não ser plenamente feliz e achar que o merecia ser. Encontrei uma pessoa que me fez ver que estava certa. Devo-lhe essa validação e a descoberta do muito de que sou capaz se a isso me propuser.
Acreditamos ambos ser possível sermos felizes juntos. Não foi.
Custou muito a aceitar, mas aceitei. Custou muito a passar por cima, mas passei.
Com ele, fui participando, sem participar, neste grupo de amigos. Com ele, vieram mais pessoas, com quem, com o passar do tempo, fui amizando.
Quando ele me fechou a porta, se calhar, eu deveria tê-la fechado também. Não fui capaz. Vocês já estavam deste lado.
Devia ter-vos contado isto?
Não. Posso contar-vos tudo, menos a vida privada do vosso amigo.
Menti-vos?
Menti. Menti acerca da forma como apareci. Para não expor ninguém. Apenas e só.
Usei-vos?
Nunca. Por razão alguma.
Tentei aproximar-me dele por estarmos rodeados pelas mesmas pessoas?
Nunca. Muito pelo contrário.
Foi pêra-doce?
Não. Ver a pessoa que desejamos e não lhe podermos tocar, não é pêra-doce. Ter de ter cuidado com o que digo, para não revelar mais do que seria normal eu saber, não é pêra-doce. Ouvir aquela música, não é pêra-doce.
Tive consciência de estar a magoar alguém?
Tive. Por isso desisti de lutar por um futuro a quatro. Depois disso, foi-me dito que não. Que após termos terminado, deixou de haver razões para magoar alguém. Ainda há cerca de quinze dias me disseram que estava tudo bem. E eu acreditei. O futuro a mais de quatro estava assegurado.
Se eu pudesse fazer o tempo recuar uma semana e influenciar o rumo dos acontecimentos, não o faria.
Porque, como vocês, também acredito que nenhum mentiroso tem uma memória suficientemente boa para ser um mentiroso de êxito, e fico contente por não ter de voltar a ter cuidado com o que digo.
E porque eu continuo a acreditar na genuidade e na frontalidade, aqui vai:
Isabel, ainda bem que és o poço de emotividade que és! Se não fosses assim, possivelmente hoje ainda andaria a fazer figura de parva... Obrigado, amiga.
João, adorei ouvir-te dizer que "ontem chamei-te uma série de nomes feios, mas hoje já não." Obrigado, amigo.
Zé Manel, eu não deveria ter questionado o teu modo de ser ou de estar na vida. És o que mostras ser. Obrigado, amigo.
Equacionei não permitir os comentários a este post, mas depois lembrei-me do erro que cometi ao assumir determinadas coisas.
Deixo-os abertos.
segunda-feira, 14 de julho de 2008
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Ivete Sangalo
http://www.youtube.com/watch?v=mtiZjpwa0mA&feature=related
Ontem disse a um amigo que sou mais do género de ciclones e trombas de àgua... mas deste tipo!
Ontem disse a um amigo que sou mais do género de ciclones e trombas de àgua... mas deste tipo!
terça-feira, 8 de julho de 2008
Estava aqui a pensar na primeira vez que me senti, de certa forma, e, respeitando as devidas proporções, desejada. Um desejo infantil, ingénuo, mas, com todas as sensações boas que nos despertam quando outros olhos nos olham com admiração. E, não se tratava dos pais, dos avós, dos padrinhos… Não! Era alguém estranho!!! Uma sensação nova para um sentimento antigo.
Tinha uns 7, 8 anos de idade e era a primeira vez que ia sozinha a uma festa. De aniversário, é claro, de um amigo ou amiga (não me lembro). E, eu tímida, sim, tímida… fiquei quietinha num canto, observando aquele desfile de figuras, quase todas mais velhas, que circulavam no auge de quase uma década de vida….! Dez anos! Com meus sete, oito…. sentia-me uma pateta no meio de tanta imponência.
Estava tudo muito divertido enquanto era apenas um vulto no meio dos outros. Assim, podia observar sem ser observada. Há diversão melhor? Engano… Por mais que desejemos ser vultos, há sempre quem ame as sombras. E começou a música… E, os “cavalheiros” convidavam as “damas” para dançar… uma música lenta… Eu, só observava… Achava que estava imune, invísivel aos olhares, às outras crianças…
- Queres dançar?
- Hã?
- Queres dançar?
- Quê?
- Queres dançar?
- Não estou a ouvir… o que disseste?
- Nada.
Dois tímidos. Eu fingi não ouvir o convite por vergonha e medo de aceitar. Ele fingiu não ter convidado por vergonha e medo de ser recusado. Resumo: Não dançamos.
Engraçado que essa história sempre me vem à mente. É como se alguma coisa ali, que dependesse daquela dança, mudasse o rumo das coisas. Não me lembro do nome do garoto, da sua fisionomia, da música que tocava, e sequer quem era o aniversariante… mas, não me esqueço da sensação - de pavor e satisfação - de ter alguém, ali, deslumbrado com nossa existência.
Não aconteceu. Nossa dança não houve. Lembro-me também da sensação, quase de arrependimento de não ter aceite imediatamente o convite. De pensar que “e se eu tivesse ido”… ou “o que teria mudado”… ou, o que uma simples dança de crianças pode mudar na vida de alguém? Nada? Muita coisa? Tudo?
Hoje, ao ler o texto abaixo, lembrei-me dessa história novamente. Não com a idéia de arrependimento. Não há a angústia. Não foi isso que ficou. Mas, sim, a pergunta… e se….? Isso teria mudado alguma coisa em mim?
Existem acontecimentos-chave que, se dependendo de sua realização, alteram o que somos? Ainda que seja tontaria, como uma dança de crianças?
Kundera tem razão: a vida é só um esboço sem quadro…
E eu, até hoje, não aprendi a dançar…
Seria eu uma eximía dançarina se tivesse dito sim?
"Nunca se pode saber o que se deve querer, pois só se tem uma vida e não se pode nem compará-la com as vidas anteriores, nem corrigi-la nas vidas posteriores. Não existe meio de verificar qual é a decisão acertada, pois não existe termo de comparação. Tudo é vivido pela primeira vez e sem preparação. Como se um actor entrasse em cena sem nunca ter ensaiado. Mas o que pode valer a vida, se o primeiro ensaio da vida já é a própria vida? É isso que leva a vida a parecer sempre um esboço. No entanto, mesmo esboço não é a palavra certa, pois um esboço é sempre o projeto de alguma coisa, a preparação de um quadro, ao passo que o esboço que é a nossa vida não é o esboço de nada, é um esboço sem quadro."
Tinha uns 7, 8 anos de idade e era a primeira vez que ia sozinha a uma festa. De aniversário, é claro, de um amigo ou amiga (não me lembro). E, eu tímida, sim, tímida… fiquei quietinha num canto, observando aquele desfile de figuras, quase todas mais velhas, que circulavam no auge de quase uma década de vida….! Dez anos! Com meus sete, oito…. sentia-me uma pateta no meio de tanta imponência.
Estava tudo muito divertido enquanto era apenas um vulto no meio dos outros. Assim, podia observar sem ser observada. Há diversão melhor? Engano… Por mais que desejemos ser vultos, há sempre quem ame as sombras. E começou a música… E, os “cavalheiros” convidavam as “damas” para dançar… uma música lenta… Eu, só observava… Achava que estava imune, invísivel aos olhares, às outras crianças…
- Queres dançar?
- Hã?
- Queres dançar?
- Quê?
- Queres dançar?
- Não estou a ouvir… o que disseste?
- Nada.
Dois tímidos. Eu fingi não ouvir o convite por vergonha e medo de aceitar. Ele fingiu não ter convidado por vergonha e medo de ser recusado. Resumo: Não dançamos.
Engraçado que essa história sempre me vem à mente. É como se alguma coisa ali, que dependesse daquela dança, mudasse o rumo das coisas. Não me lembro do nome do garoto, da sua fisionomia, da música que tocava, e sequer quem era o aniversariante… mas, não me esqueço da sensação - de pavor e satisfação - de ter alguém, ali, deslumbrado com nossa existência.
Não aconteceu. Nossa dança não houve. Lembro-me também da sensação, quase de arrependimento de não ter aceite imediatamente o convite. De pensar que “e se eu tivesse ido”… ou “o que teria mudado”… ou, o que uma simples dança de crianças pode mudar na vida de alguém? Nada? Muita coisa? Tudo?
Hoje, ao ler o texto abaixo, lembrei-me dessa história novamente. Não com a idéia de arrependimento. Não há a angústia. Não foi isso que ficou. Mas, sim, a pergunta… e se….? Isso teria mudado alguma coisa em mim?
Existem acontecimentos-chave que, se dependendo de sua realização, alteram o que somos? Ainda que seja tontaria, como uma dança de crianças?
Kundera tem razão: a vida é só um esboço sem quadro…
E eu, até hoje, não aprendi a dançar…
Seria eu uma eximía dançarina se tivesse dito sim?
"Nunca se pode saber o que se deve querer, pois só se tem uma vida e não se pode nem compará-la com as vidas anteriores, nem corrigi-la nas vidas posteriores. Não existe meio de verificar qual é a decisão acertada, pois não existe termo de comparação. Tudo é vivido pela primeira vez e sem preparação. Como se um actor entrasse em cena sem nunca ter ensaiado. Mas o que pode valer a vida, se o primeiro ensaio da vida já é a própria vida? É isso que leva a vida a parecer sempre um esboço. No entanto, mesmo esboço não é a palavra certa, pois um esboço é sempre o projeto de alguma coisa, a preparação de um quadro, ao passo que o esboço que é a nossa vida não é o esboço de nada, é um esboço sem quadro."
Milan Kundera
segunda-feira, 7 de julho de 2008
quinta-feira, 3 de julho de 2008
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Hoje fui arejar e matar saudades!
Comecei pela Atalaia! Uma banhoca na piscina e grelhados no jardim! Du best! Segunda-feira, lá estarei outra vez! E desta vez, para ficar!
Acabei na cidade do Castelo Encantado! Tomar! Cidade cada vez mais composta, cada vez mais bonita!
Revi caras que não via há tanto tempo! Saliento duas: A Mariana, que já não via pelo menos há catorze anos: um António, uma Margarida e outra criança a caminho!; O Rui, já devem ter passado uns oito anos! Também já tem dois filhos, ele com nove e ela com seis! Já tenho encontro marcado com eles no café Paraíso, segunda às seis da tarde!
E sabem o que me soube melhor? Sentimo-nos como se tivessemos estado lá, ontem, às seis da tarde! Acho que é isto que nos mostra que as amizades são sentidas, sem tempo nem distância!
Comecei pela Atalaia! Uma banhoca na piscina e grelhados no jardim! Du best! Segunda-feira, lá estarei outra vez! E desta vez, para ficar!
Acabei na cidade do Castelo Encantado! Tomar! Cidade cada vez mais composta, cada vez mais bonita!
Revi caras que não via há tanto tempo! Saliento duas: A Mariana, que já não via pelo menos há catorze anos: um António, uma Margarida e outra criança a caminho!; O Rui, já devem ter passado uns oito anos! Também já tem dois filhos, ele com nove e ela com seis! Já tenho encontro marcado com eles no café Paraíso, segunda às seis da tarde!
E sabem o que me soube melhor? Sentimo-nos como se tivessemos estado lá, ontem, às seis da tarde! Acho que é isto que nos mostra que as amizades são sentidas, sem tempo nem distância!
quinta-feira, 26 de junho de 2008
terça-feira, 24 de junho de 2008
Eu digo que é o tempo que ganhamos com cada amigo que faz desse amigo alguém tão importante.
As amizades são feitas de bocadinhos. Bocadinhos de tempo que vivemos com cada pessoa. Cinco minutos podem ter uma importância muito maior do que um dia inteiro.
Há amizades que são feitas de risos e dores compartilhados; outras de escola; outras de saídas, cinemas, diversões; há ainda aquelas que nascem nem sabemos bem de quê, mas que estão sempre presentes. Talvez essas sejam feitas de silêncios compreendidos, ou de simpatia mútua sem explicação. Hoje em dia, muitas amizades são feitas só de e-mails ou blogs e essas não são menos importantes. São as famosas "amizades virtuais". Diferentes podem ser, mas não menos importantes. Aprendemos a amar as pessoas sem que possamos julgá-las pela sua aparência ou modo de ser, sem que possamos etiquetá-las. Há amizades profundas que são criadas assim.
Saint-Exupéry disse: "Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que a fez tão importante".
E eu digo que é o tempo que ganhamos com cada amigo que faz desse amigo alguém tão importante. Porque tempo gasto com amigos é tempo ganho, aproveitado, vivido. São lembranças para cinco minuto depois ou anos até. Um amigo torna-se importante pra nós, e nós para ele, quando somos capazes, mesmo na sua ausência, de rir ou chorar, de sentir saudades e nesse instante trazer o outro para bem juntinho de nós. Dessa forma, podemos ter vários melhores amigos de diferentes maneiras. O importante é saber aproveitar ao máximo cada minuto vivido e ter depois no baú das recordações horas para passar com os amigos, mesmo quando estes estiverem longe dos nossos olhos.
Susana Maria, no nosso caso, acho que nem vai valer a pena fechar o baú!... Gastaria depressa a fechadura, de tanto o abrir... As saudades que vou ter...
As amizades são feitas de bocadinhos. Bocadinhos de tempo que vivemos com cada pessoa. Cinco minutos podem ter uma importância muito maior do que um dia inteiro.
Há amizades que são feitas de risos e dores compartilhados; outras de escola; outras de saídas, cinemas, diversões; há ainda aquelas que nascem nem sabemos bem de quê, mas que estão sempre presentes. Talvez essas sejam feitas de silêncios compreendidos, ou de simpatia mútua sem explicação. Hoje em dia, muitas amizades são feitas só de e-mails ou blogs e essas não são menos importantes. São as famosas "amizades virtuais". Diferentes podem ser, mas não menos importantes. Aprendemos a amar as pessoas sem que possamos julgá-las pela sua aparência ou modo de ser, sem que possamos etiquetá-las. Há amizades profundas que são criadas assim.
Saint-Exupéry disse: "Foi o tempo que perdeste com a tua rosa que a fez tão importante".
E eu digo que é o tempo que ganhamos com cada amigo que faz desse amigo alguém tão importante. Porque tempo gasto com amigos é tempo ganho, aproveitado, vivido. São lembranças para cinco minuto depois ou anos até. Um amigo torna-se importante pra nós, e nós para ele, quando somos capazes, mesmo na sua ausência, de rir ou chorar, de sentir saudades e nesse instante trazer o outro para bem juntinho de nós. Dessa forma, podemos ter vários melhores amigos de diferentes maneiras. O importante é saber aproveitar ao máximo cada minuto vivido e ter depois no baú das recordações horas para passar com os amigos, mesmo quando estes estiverem longe dos nossos olhos.
Susana Maria, no nosso caso, acho que nem vai valer a pena fechar o baú!... Gastaria depressa a fechadura, de tanto o abrir... As saudades que vou ter...
segunda-feira, 23 de junho de 2008
quinta-feira, 19 de junho de 2008
Tóne - Episódio Final
Tóne - Vamo-nos aproxegando e logo vemos como meter conversa!...
Gaitinhas - E esconde lá as flores, para não parecermos uns tóininhos, ó Pintas!
Pintas Malaico - Aonde? Aonde?
Gaitinhas - Nos abismos do mar, ó deficiente!
Tóne - Mete lá essas coisas atrás das costas, Pintas!...
Coisinho - Nada a declarar!
Loiraça do Piercing - Mas de certeza que não nos quer contar nada?
Coisinho - Já vos disse que não me chibo. Nada a declarar!
Grossa da Bunda - Podemos sempre interceder por si...
Coisinho - Já joguei à bola, já toquei bateria, mas nunca denunciei um amigo!
A Outra Gaja Boa - Sabe que assim só piora as coisas...
Coisinho - Não sei de nada...
A Outra Gaja Boa - Mantém que Za, JC e Zmsantos são nomes de código que não lhe dizem nada?...
Coisinho - Quer dizer...
Loiraça do Piercing - Mas dizem ou não dizem?
Coisinho - Pá, eu sei quem são. Mas não tenho nada a haver com essa Organização que mencionaram...
Grossa da Bunda - Pois, tá bem!... Sabe quem são esses, mas não sabe que os Ass a fora são uma organização pior que a Máfia Italiana!...
Coisinho - Nã....
Loiraça do Piercing - Esteja calado, homem!
Grossa da Bunda - Pelo que sabemos, a coisa funciona assim: O zmsantos cria o programa informático.
A Outra Gaja Boa - O Za, usando a contabilidade como fachada, introduz-se nas empresas, sempre ligadas à pesca!
Loiraça do Piercing - O JC, com aquele ar descontraído, de quem não faz mal a uma mosca, é o cabecilha, vai controlando tudo, e dando instrucções aos outros dois!! Adivinhe onde?
Coisinho - Nos abismos do mar? hehehehe!...
A Outra Gaja Boa - A parvoeira é reacção nervosa?
Coisinho - Desculpe...
Loiraça do Piercing - Aqui, neste antro! Ambiente de luz reduzida, musiquinha de fundo e gente com aspecto duvidoso...
Pintas Malaico - A quem se referirá ela, ó Gaitinhas?....
Tóne - Querem calar-se?!?...
Grossa da Bunda - Bem, mantém então a sua declaração... Desconhece a razão do desaparecimento dos rabos de bacalhau? É isso, não é?
Coisinho - Nem mais!
A Outra Gaja Boa - Será então notificado para se apresentar nas nossas instalações , na Av. Conde de Valbom.... Pode ser que perante as provas que temos, reconsidere...
Pintas Malaico - Nós é que as vimos primeiro, mas ele é que é convidado para a festa! Pá, vamos lá correr com ele?!??
Tóne - Esquece lá as gajas! Agarra nas flores e deita-as fora! Eu tenho que preservar a minha tasca!
Gaitinhas - E eu o meu stander!
Pintas Malaico - Não percebo!... E onde é que meto as flores?? Aonde?? Aonde??
Tóne - Cala-te, mamén!....
Gaitinhas - E esconde lá as flores, para não parecermos uns tóininhos, ó Pintas!
Pintas Malaico - Aonde? Aonde?
Gaitinhas - Nos abismos do mar, ó deficiente!
Tóne - Mete lá essas coisas atrás das costas, Pintas!...
Coisinho - Nada a declarar!
Loiraça do Piercing - Mas de certeza que não nos quer contar nada?
Coisinho - Já vos disse que não me chibo. Nada a declarar!
Grossa da Bunda - Podemos sempre interceder por si...
Coisinho - Já joguei à bola, já toquei bateria, mas nunca denunciei um amigo!
A Outra Gaja Boa - Sabe que assim só piora as coisas...
Coisinho - Não sei de nada...
A Outra Gaja Boa - Mantém que Za, JC e Zmsantos são nomes de código que não lhe dizem nada?...
Coisinho - Quer dizer...
Loiraça do Piercing - Mas dizem ou não dizem?
Coisinho - Pá, eu sei quem são. Mas não tenho nada a haver com essa Organização que mencionaram...
Grossa da Bunda - Pois, tá bem!... Sabe quem são esses, mas não sabe que os Ass a fora são uma organização pior que a Máfia Italiana!...
Coisinho - Nã....
Loiraça do Piercing - Esteja calado, homem!
Grossa da Bunda - Pelo que sabemos, a coisa funciona assim: O zmsantos cria o programa informático.
A Outra Gaja Boa - O Za, usando a contabilidade como fachada, introduz-se nas empresas, sempre ligadas à pesca!
Loiraça do Piercing - O JC, com aquele ar descontraído, de quem não faz mal a uma mosca, é o cabecilha, vai controlando tudo, e dando instrucções aos outros dois!! Adivinhe onde?
Coisinho - Nos abismos do mar? hehehehe!...
A Outra Gaja Boa - A parvoeira é reacção nervosa?
Coisinho - Desculpe...
Loiraça do Piercing - Aqui, neste antro! Ambiente de luz reduzida, musiquinha de fundo e gente com aspecto duvidoso...
Pintas Malaico - A quem se referirá ela, ó Gaitinhas?....
Tóne - Querem calar-se?!?...
Grossa da Bunda - Bem, mantém então a sua declaração... Desconhece a razão do desaparecimento dos rabos de bacalhau? É isso, não é?
Coisinho - Nem mais!
A Outra Gaja Boa - Será então notificado para se apresentar nas nossas instalações , na Av. Conde de Valbom.... Pode ser que perante as provas que temos, reconsidere...
Pintas Malaico - Nós é que as vimos primeiro, mas ele é que é convidado para a festa! Pá, vamos lá correr com ele?!??
Tóne - Esquece lá as gajas! Agarra nas flores e deita-as fora! Eu tenho que preservar a minha tasca!
Gaitinhas - E eu o meu stander!
Pintas Malaico - Não percebo!... E onde é que meto as flores?? Aonde?? Aonde??
Tóne - Cala-te, mamén!....
terça-feira, 17 de junho de 2008
Tóne - Comunicado
O blog MisteriosaLua lamenta informar que, por motivo de dificuldades técnicas, não nos será possível apresentar o novo capítulo da novela Tóne, facto a que somos totalmente alheios.
Pelo sucedido, apresentamos as nossas mais sinceras desculpas, e prometemos voltar a postar logo que nos seja possível ( ou logo que saibamos se os gajos nos vão ou não brindar com o encerramento da coisa!).
Pelo sucedido, apresentamos as nossas mais sinceras desculpas, e prometemos voltar a postar logo que nos seja possível ( ou logo que saibamos se os gajos nos vão ou não brindar com o encerramento da coisa!).
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Tóne - parte III
...Por querer entalar, fico entalado! Com o Gaitinhas e com o Pintas, a gaja ainda vai reparar na cervejola pendurada sobre o cinto, e lá fico eu a ver barcos irem de saída! Arrepia, e arrepia, sim senhor!...
Tóne - Tou! Gaitinhas! Ouve lá uma coisa... Já saíste de casa?... Ah, tás a chegar... Não, nada, entra lá, estamos na mesa do costume!... Até já...
Pintas Malaico - O gajo que nem pense em galar a gaja da bunda! Nem que eu vá pedir um dragão emprestado a São Jorge! Ele que nem pense!
Tóne - Tá calado e cala-te! Intervalo, please! Deixa-me pensar!! Já não me bastam aquelas gajas histéricas, aos gritinhos parvos, com a merda dos cartazes nas mãos?!?
Gaitinhas - Manos!... Estava a ler um livro sobre a vida de Lenine, mas com miedo que as gajas zarpassem, larguei tudo e vim a correr! Até me esqueci que estava de calções!...
Pintas Malaico - Tás muito bem assim... Sexy!... Fazes-me lembrar uma égua que conheci em tempos!...
Gaitinhas - Cala-te, pá, que tu pelo menos foste às carpas!
Tóne - E fartou-se de arejar as bordas! hehehehehe!!!!
Gaitinhas - "Dá-me os teus olhos, Roger!" Mas que raio de paneleirice é aquela?
Pintas Malaico - Sei lá! Mas que Tá Ká Mines, tá de certeza, e pela maluqueira, umas quantas médias também!
Gaitinhas - Por falar nisso, Ó faxavor! Arranja-me uma dessas coisas com sombrinha, mas com alcool! Até os garanhões precisam de gasoil!
Tóne - Meus, temos de arranjar aqui uma estratégia!! Afinal, como fazemos? Elas são duas, e nós somos mais que as mães!!
Pintas Malaico - É simples, o único bujon em que o Gaitinhas põe a mão, é no de madeira!
Gaitinhas - Mas as carpas também te mamaram o cérebro, foi????....
Tóne - Olha, lá vai ela outra vez atender o telemóvel! Manteiga!!!!!!!!!!!
Pintas Malaico - O piercing é redondo! Ganda cena!
Gaitinhas - Nem no meu tempo de brocas vi Amélia assim! Grossa mas grossa!!
Pintas Malaico - Já te disse: Agarra-te mas é às vassourinhas, que o quartel já está ocupado! Dá-me lume!
Gaitinhas - Já deves é estar com grão na iasa, tu!
Tóne - Tamos safos! A gaja foi mas é buscar outra amiga!!!! Três a três!! Porreiro!
Tóne - Tou! Gaitinhas! Ouve lá uma coisa... Já saíste de casa?... Ah, tás a chegar... Não, nada, entra lá, estamos na mesa do costume!... Até já...
Pintas Malaico - O gajo que nem pense em galar a gaja da bunda! Nem que eu vá pedir um dragão emprestado a São Jorge! Ele que nem pense!
Tóne - Tá calado e cala-te! Intervalo, please! Deixa-me pensar!! Já não me bastam aquelas gajas histéricas, aos gritinhos parvos, com a merda dos cartazes nas mãos?!?
Gaitinhas - Manos!... Estava a ler um livro sobre a vida de Lenine, mas com miedo que as gajas zarpassem, larguei tudo e vim a correr! Até me esqueci que estava de calções!...
Pintas Malaico - Tás muito bem assim... Sexy!... Fazes-me lembrar uma égua que conheci em tempos!...
Gaitinhas - Cala-te, pá, que tu pelo menos foste às carpas!
Tóne - E fartou-se de arejar as bordas! hehehehehe!!!!
Gaitinhas - "Dá-me os teus olhos, Roger!" Mas que raio de paneleirice é aquela?
Pintas Malaico - Sei lá! Mas que Tá Ká Mines, tá de certeza, e pela maluqueira, umas quantas médias também!
Gaitinhas - Por falar nisso, Ó faxavor! Arranja-me uma dessas coisas com sombrinha, mas com alcool! Até os garanhões precisam de gasoil!
Tóne - Meus, temos de arranjar aqui uma estratégia!! Afinal, como fazemos? Elas são duas, e nós somos mais que as mães!!
Pintas Malaico - É simples, o único bujon em que o Gaitinhas põe a mão, é no de madeira!
Gaitinhas - Mas as carpas também te mamaram o cérebro, foi????....
Tóne - Olha, lá vai ela outra vez atender o telemóvel! Manteiga!!!!!!!!!!!
Pintas Malaico - O piercing é redondo! Ganda cena!
Gaitinhas - Nem no meu tempo de brocas vi Amélia assim! Grossa mas grossa!!
Pintas Malaico - Já te disse: Agarra-te mas é às vassourinhas, que o quartel já está ocupado! Dá-me lume!
Gaitinhas - Já deves é estar com grão na iasa, tu!
Tóne - Tamos safos! A gaja foi mas é buscar outra amiga!!!! Três a três!! Porreiro!
(Continua...)
domingo, 15 de junho de 2008
Hoje fiz uma descoberta, que ainda não percebi se me deixa orgulhosa ou desolada, no que à educação do meu filho diz respeito!
Manhã de domingo, caseira e familiar, na cozinha da casa. O filho com as suas toneladas de brinquedos, a mãe a passar a ferro, o tio a jogar no computador e a matriarca a controlar a cena... Conversas da treta, até ao momento em que a avó diz "merda", e o neto repete "meda!"
Óbvio, o passo seguinte foi o tio perguntar-lhe se ele sabe dizer asneiras! Ao que ele responde prontamente com "porra! meda! cualho! fojasse!", e um sorriso do mais malicioso que podem imaginar!
A quem não se recorda, relembro que a criancinha em causa tem dois anos e quatro meses certinhos!
Percebam então o meu dilema: Desolada, por ele saber dizer quatro asneiras! Orgulhosa, por as identificar como asneiras!...
Manhã de domingo, caseira e familiar, na cozinha da casa. O filho com as suas toneladas de brinquedos, a mãe a passar a ferro, o tio a jogar no computador e a matriarca a controlar a cena... Conversas da treta, até ao momento em que a avó diz "merda", e o neto repete "meda!"
Óbvio, o passo seguinte foi o tio perguntar-lhe se ele sabe dizer asneiras! Ao que ele responde prontamente com "porra! meda! cualho! fojasse!", e um sorriso do mais malicioso que podem imaginar!
A quem não se recorda, relembro que a criancinha em causa tem dois anos e quatro meses certinhos!
Percebam então o meu dilema: Desolada, por ele saber dizer quatro asneiras! Orgulhosa, por as identificar como asneiras!...
Tóne - parte I
Anda cá, filha, que não te aleijo! - foi mesmo a vontade que tive de dizer, quando vi a loiraça com o ganda befe a bambolear-se à minha frente! Mas fiquei caladinho!
Macho que é macho não ladra!
Arqueia o sobrolho, passa as mãos pelos cabelos, desaperta mais um botão da camisa, para deixar luzir a cruz de ouro que traz ao pescoço, e ajeita-os! Depois é só esperar pela troca fulminante de olhares! Ah, matador!!
E a grossa a bambolear-se!! Desta vez, foi para ir falar ao telemóvel! Santa manteiga! Até lhe senti o piercing no mamilo direito! O gajo que nunca se lembre de alargar as paredes! Este corredorzinho estreito é perfeito! E toca de aproveitar! Dedo mindinho na orelha! Era chato a gaja vir cá e ficar com cera nos dentes!... Limpinho! Pêlos do bigode no sítio! Estômago contraído! O coisinho está a pegar na viola, ela não deve tardar! E eu tenho tudo controlado! Já pedi o meu cocktail que não sabe a nada, mas que tem uma sombrinha gira, como as gajas gostam!
Muito se ri ela, com a amiga! Atira com os cabelos para trás, mesmo como eu gosto! Gira, a miúda! Deixa-me cá cantarolar, pode ser que ela repare em mim!
Encosta-te a mim!... Era bom, era! Era cá um encosto! Vai lá, vai, até a barraca abana! Ai inventava contigo, inventava! Ó se inventava!
Acabei de ligar ao meu compincha do cão Prieto, a ver se me vem dar uma ajuda com a amiga da amiga! É que para duas não sei se dá, e não quero que a grossa se corte por ter de deixar a outra pendurada! De Almornos aqui, é um instantinho! E estas não escapam!
Inquietação, inquietação!! Inquieto estou eu, que o outro não se despacha! E aquele gabirú, baixinho, começa a controlar a mesa das presas! Só porque é o dono do estaminé, não pense que se safa, que aqui o Tóne, não larga o osso! A febra já tem assador!
Macho que é macho não ladra!
Arqueia o sobrolho, passa as mãos pelos cabelos, desaperta mais um botão da camisa, para deixar luzir a cruz de ouro que traz ao pescoço, e ajeita-os! Depois é só esperar pela troca fulminante de olhares! Ah, matador!!
E a grossa a bambolear-se!! Desta vez, foi para ir falar ao telemóvel! Santa manteiga! Até lhe senti o piercing no mamilo direito! O gajo que nunca se lembre de alargar as paredes! Este corredorzinho estreito é perfeito! E toca de aproveitar! Dedo mindinho na orelha! Era chato a gaja vir cá e ficar com cera nos dentes!... Limpinho! Pêlos do bigode no sítio! Estômago contraído! O coisinho está a pegar na viola, ela não deve tardar! E eu tenho tudo controlado! Já pedi o meu cocktail que não sabe a nada, mas que tem uma sombrinha gira, como as gajas gostam!
Muito se ri ela, com a amiga! Atira com os cabelos para trás, mesmo como eu gosto! Gira, a miúda! Deixa-me cá cantarolar, pode ser que ela repare em mim!
Encosta-te a mim!... Era bom, era! Era cá um encosto! Vai lá, vai, até a barraca abana! Ai inventava contigo, inventava! Ó se inventava!
Acabei de ligar ao meu compincha do cão Prieto, a ver se me vem dar uma ajuda com a amiga da amiga! É que para duas não sei se dá, e não quero que a grossa se corte por ter de deixar a outra pendurada! De Almornos aqui, é um instantinho! E estas não escapam!
Inquietação, inquietação!! Inquieto estou eu, que o outro não se despacha! E aquele gabirú, baixinho, começa a controlar a mesa das presas! Só porque é o dono do estaminé, não pense que se safa, que aqui o Tóne, não larga o osso! A febra já tem assador!
(continua...)
sexta-feira, 13 de junho de 2008
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Hoje sinto-me cheia de forças, com vontade de fazer coisas novas, quebrando a rotina (também era gaja para quebrar a cana do nariz, se a descobrisse no meio do enorme inchaço que a esconde!)!
Apetecia-me sair numa missão secreta, convocar as tropas, empunhar cartazes, cantar e gritar!
Tenho de ir tomar os comprimidos!....
Apetecia-me sair numa missão secreta, convocar as tropas, empunhar cartazes, cantar e gritar!
Tenho de ir tomar os comprimidos!....
domingo, 8 de junho de 2008
Há coisas que acabam, há coisas que começam, e há coisas que nunca mudam!
O meu trigésimo terceiro ano de vida foi, de facto, marcante!
Descobri que nem todos os contos de fadas têm um final feliz. Duas vezes. Se da primeira vez foi fácil de aceitar, da segunda ainda está a ser muito complicado.
O Rodrigo continua a ser uma criança feliz, o seu mundo não foi abalado. Os meus amigos continuam ao meu lado, e sabem o relevo que têm na minha vida.
Mas o importante deste texto são as coisas que começam, e neste capítulo, só me apetece falar de vocês!
Sabem aquela sensação de quem é integrado numa turma a meio de um ano lectivo, quando os grupos de amigos já estão formados, e quem chega é o estranho, olhado de lado?
Pois bem, foi exactamente o inverso disso que senti, quando vos conheci. Acolheram-me de uma forma natural, sem oitos nem oitentas. Como se sempre vos conhecesse. Como se sempre tivesse estado lá. Aquela primeira noite na Taverna foi como se fosse o regresso de umas férias curtas, e depois disso, a vida decorre normalmente. E eu continuo lá.
Sei que teriam estado onde vos pedisse para estarem. A escolha da Taverna para comemorar o meu aniversário, foi a minha forma de vos dizer que fazem parte da minha vida, e que dela já não saem. E vocês retribuíram à altura, com a vossa prenda!
Para todos vocês, um beijo do tamanho do mundo!
O meu trigésimo terceiro ano de vida foi, de facto, marcante!
Descobri que nem todos os contos de fadas têm um final feliz. Duas vezes. Se da primeira vez foi fácil de aceitar, da segunda ainda está a ser muito complicado.
O Rodrigo continua a ser uma criança feliz, o seu mundo não foi abalado. Os meus amigos continuam ao meu lado, e sabem o relevo que têm na minha vida.
Mas o importante deste texto são as coisas que começam, e neste capítulo, só me apetece falar de vocês!
Sabem aquela sensação de quem é integrado numa turma a meio de um ano lectivo, quando os grupos de amigos já estão formados, e quem chega é o estranho, olhado de lado?
Pois bem, foi exactamente o inverso disso que senti, quando vos conheci. Acolheram-me de uma forma natural, sem oitos nem oitentas. Como se sempre vos conhecesse. Como se sempre tivesse estado lá. Aquela primeira noite na Taverna foi como se fosse o regresso de umas férias curtas, e depois disso, a vida decorre normalmente. E eu continuo lá.
Sei que teriam estado onde vos pedisse para estarem. A escolha da Taverna para comemorar o meu aniversário, foi a minha forma de vos dizer que fazem parte da minha vida, e que dela já não saem. E vocês retribuíram à altura, com a vossa prenda!
Para todos vocês, um beijo do tamanho do mundo!
sexta-feira, 6 de junho de 2008
quarta-feira, 4 de junho de 2008
terça-feira, 3 de junho de 2008
Fui jantar com os Jorges, num restaurante fantástico, viradinho para o mar! As conversas foram mais que muitas, mas uma serviu como base para um novo post... Fui pesquisar, e descobri isto!
No século IV teve lugar um tal de Concílio de Elvira, que começou a impor na Igreja Católica, pela mesma, o celibato entre as sotainas, mediante as leis abstractas que tão bem caracterizam as irracionalidades religiosas, "continência sob pena de degradação". Alguém mais desinformado destas lides religiosas poderia estranhar um clerical passar uma vida inteira sem urinar, e quem sabe algumas mentes mais abertas às fantasias religiosas poderiam considerar uma plausível miraculosa acção divina de esvaziamento de bexigas sem pingas no tampo da sanita.
Entre 1545 e 1563 realizou-se o concílio de Trento, que voltou a definir o celibato como uma lei inerente ao exercício da profissão clerical. Muito se poderia extrair e divagar sobre este conceito antinatural que atormenta as libidos de tantas sotainas, e que posteriormente se poderá declarar como desarranjo mental grave, que associado à religiosidade poderá obter contornos bastante explosivos, como violações e pedofilia. Mas tal não é necessário dissecar, pois o escrito foca-se essencialmente no incumprimento de tais regras. Deduzindo que ninguém terá obrigado debaixo de armas o padre Francisco Costa a enveredar pela lucrativa e socialmente vantajosa carreira clerical, extraímos uma das mais puras e excelsas hipocrisias católicas.
O clerical referido anteriormente foi o maior progenitor português.
Para quem queria seguir os caminhos da religião católica, é interessante descobrir como os trilhos da religiosidade são percorridos inversamente pelos seus mentores. Enquanto inocentes eram queimados vivos e sujeitos às piores torturas imaginadas exclusivamente pelas mesmas sotainas, o encapuçado Francisco Costa deleitava-se com os prazeres terrenos. Quem sabe não iria assistir aos espectáculos católicos flamejantes enquanto descansava de tão extenuantes actividades. O prior da cidade medieval de Trancoso, conseguiu conceber 275 filhos em 54 incubadoras no século XV. Entre as incubadoras encontravam-se a sua própria mãe, que também não escapou às libertinagens do demente sexual. Para além da sua própria progenitora, na qual gerou 2 filhos, o encapuçado manteve relações sexuais com 29 afilhadas, 9 comadres, 7 amas, 2 escravas, 5 irmãs e uma tia.
O cenário é interessante para conjecturas imensas e numerosas. Perante este cenário, a palavra poligamia torna-se transcendental, assim como as palavras violação e incesto. Não querendo levantar falsas acusações, conjecturava uma situação de paternidade complexa, com a necessidade de memorização de 329 nomes, 329 datas de aniversário e outras explorações da complexidade cerebral em termos improváveis.
Adjectivar estes actos torna-se desnecessário, tão evidentes eles se adjectivam a si mesmos.
A justiça medieval foi efectuada em contornos de real repressão à libertinagem do clerical. A justiça impôs-se em grande perseverança e dignificando Portugal e a Igreja Católica em completa condenação da libertinagem da sotaina! Mas muitas vezes a esmola é grande e o pobre desconfia, tal qual se antecipa uma premonição de que uma condenação de tais actos em tal contexto espácio-temporal seria extremamente improvável. Pois então se confirma a desconfiança, sabendo que tais condenações existiram... No papel...
Do Arquivo Nacional da Torre do Tombo extraímos essa condenação.
"Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado, o seu corpo exposto aos quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido: com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos; de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas, da própria mãe teve dois filhos.
Total: duzentos e setenta e cinco, sendo cento e quarenta e oito do sexo feminino e cento e vinte e sete do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta e quatro mulheres".
Tal condenação foi perdoada no mesmo ano pelo rei D. João II que ordenou a absolvição do demente. Tal perdão foi associado a uma ainda mais escabrosa conduta, o aplauso e gratificações perante tais actos, com a simples frase: "O padre Francisco Costa contribui para o povoamento da Beira Alta". Escusado discursar e dissertar sobre imoralidades de tal situação, tais as evidências hediondas que emanam das pérfidas demências religiosas.
Bruno Miguel Resende
http://www.ateismo.net/diario/
P.S.1 : A história das pingas de urina no tampo da sanita, não foi invenção minha, faz parte do texto original...
P.S.2 : Com a falta de natalidade em Portugal, ainda a moda pega!...
No século IV teve lugar um tal de Concílio de Elvira, que começou a impor na Igreja Católica, pela mesma, o celibato entre as sotainas, mediante as leis abstractas que tão bem caracterizam as irracionalidades religiosas, "continência sob pena de degradação". Alguém mais desinformado destas lides religiosas poderia estranhar um clerical passar uma vida inteira sem urinar, e quem sabe algumas mentes mais abertas às fantasias religiosas poderiam considerar uma plausível miraculosa acção divina de esvaziamento de bexigas sem pingas no tampo da sanita.
Entre 1545 e 1563 realizou-se o concílio de Trento, que voltou a definir o celibato como uma lei inerente ao exercício da profissão clerical. Muito se poderia extrair e divagar sobre este conceito antinatural que atormenta as libidos de tantas sotainas, e que posteriormente se poderá declarar como desarranjo mental grave, que associado à religiosidade poderá obter contornos bastante explosivos, como violações e pedofilia. Mas tal não é necessário dissecar, pois o escrito foca-se essencialmente no incumprimento de tais regras. Deduzindo que ninguém terá obrigado debaixo de armas o padre Francisco Costa a enveredar pela lucrativa e socialmente vantajosa carreira clerical, extraímos uma das mais puras e excelsas hipocrisias católicas.
O clerical referido anteriormente foi o maior progenitor português.
Para quem queria seguir os caminhos da religião católica, é interessante descobrir como os trilhos da religiosidade são percorridos inversamente pelos seus mentores. Enquanto inocentes eram queimados vivos e sujeitos às piores torturas imaginadas exclusivamente pelas mesmas sotainas, o encapuçado Francisco Costa deleitava-se com os prazeres terrenos. Quem sabe não iria assistir aos espectáculos católicos flamejantes enquanto descansava de tão extenuantes actividades. O prior da cidade medieval de Trancoso, conseguiu conceber 275 filhos em 54 incubadoras no século XV. Entre as incubadoras encontravam-se a sua própria mãe, que também não escapou às libertinagens do demente sexual. Para além da sua própria progenitora, na qual gerou 2 filhos, o encapuçado manteve relações sexuais com 29 afilhadas, 9 comadres, 7 amas, 2 escravas, 5 irmãs e uma tia.
O cenário é interessante para conjecturas imensas e numerosas. Perante este cenário, a palavra poligamia torna-se transcendental, assim como as palavras violação e incesto. Não querendo levantar falsas acusações, conjecturava uma situação de paternidade complexa, com a necessidade de memorização de 329 nomes, 329 datas de aniversário e outras explorações da complexidade cerebral em termos improváveis.
Adjectivar estes actos torna-se desnecessário, tão evidentes eles se adjectivam a si mesmos.
A justiça medieval foi efectuada em contornos de real repressão à libertinagem do clerical. A justiça impôs-se em grande perseverança e dignificando Portugal e a Igreja Católica em completa condenação da libertinagem da sotaina! Mas muitas vezes a esmola é grande e o pobre desconfia, tal qual se antecipa uma premonição de que uma condenação de tais actos em tal contexto espácio-temporal seria extremamente improvável. Pois então se confirma a desconfiança, sabendo que tais condenações existiram... No papel...
Do Arquivo Nacional da Torre do Tombo extraímos essa condenação.
"Padre Francisco da Costa, prior de Trancoso, de idade de sessenta e dois anos, será degredado de suas ordens e arrastado pelas ruas públicas nos rabos dos cavalos, esquartejado, o seu corpo exposto aos quartos, cabeça e mãos em diferentes distritos, pelo crime que foi arguido e que ele mesmo não contrariou, sendo acusado de ter dormido: com vinte e nove afilhadas e tendo delas noventa e sete filhas e trinta e sete filhos; de cinco irmãs teve dezoito filhas; de nove comadres trinta e oito filhos e dezoito filhas; de sete amas teve vinte e nove filhos e cinco filhas; de duas escravas teve vinte e um filhos e sete filhas; dormiu com uma tia, chamada Ana da Cunha, de quem teve três filhas, da própria mãe teve dois filhos.
Total: duzentos e setenta e cinco, sendo cento e quarenta e oito do sexo feminino e cento e vinte e sete do sexo masculino, tendo concebido em cinquenta e quatro mulheres".
Tal condenação foi perdoada no mesmo ano pelo rei D. João II que ordenou a absolvição do demente. Tal perdão foi associado a uma ainda mais escabrosa conduta, o aplauso e gratificações perante tais actos, com a simples frase: "O padre Francisco Costa contribui para o povoamento da Beira Alta". Escusado discursar e dissertar sobre imoralidades de tal situação, tais as evidências hediondas que emanam das pérfidas demências religiosas.
Bruno Miguel Resende
http://www.ateismo.net/diario/
P.S.1 : A história das pingas de urina no tampo da sanita, não foi invenção minha, faz parte do texto original...
P.S.2 : Com a falta de natalidade em Portugal, ainda a moda pega!...
domingo, 1 de junho de 2008
Este é o meu Adeus, Paixão. O meu adeus oficial, pensado e re-pensado, e por isso mesmo espero que definitivo. Adeus às lágrimas, adeus ao amor não correspondido. Adeus à esperança vã, adeus à perda de tempo e de energia. Adeus à angústia. Adeus também à alegria única, adeus ao sonho, adeus ao entusiasmo. Adeus ao nervoso miudinho, adeus ao aperto no estômago e àquela deliciosa falta de apetite. Adeus aos suspiros, adeus ao desejo.
Adeus a ti, Paixão. Obrigada por tudo. Agradeço-te a tua presença nos meus sonhos, e agradeço mais ainda o quanto me aqueceste o coração ao longo de algum tempo. Foste tu quem me ensinou, ainda que de forma totalmente involuntária, o que significava amar, o que era o amor em toda a plenitude que lhe é consentida. Embalaste-me o sonho, acalentaste-me a esperança. Ajudaste-me sempre, em todos os sentidos. E na maioria das vezes nem foi preciso pedir-te nada, porque, também na maioria das vezes, nem deste conta de que o fazias.
Ainda assim, apesar de tudo, não posso continuar a viver na ilusão de algo que sei que nunca será possível. Não posso, como me costumam dizer, "desperdiçar a minha vida" dedicando-me de corpo e alma a algo que não terei -- tu. Tenho uma vida pela frente, e sei que não serás tu a acompanhar-me enquanto a vivo. Vais estar lá enquanto amigo, disso tenho a certeza; mas há dias na nossa vida nos quais precisamos de algo mais para além de um amigo...
Serás sempre a mais doce recordação da minha vida. A mais bela de todas. Por tudo, és e serás inesquecível. De mim terás sempre um carinho especial, por tudo aquilo que foste, e por tudo aquilo que um dia sonhei que poderias ter sido. Conta comigo para tudo; nunca na vida deixei um amigo sozinho, e a ti, por todas as razões, também não deixarei. Foste o melhor 'pedaço' da minha vida; há qualquer coisa tua que vai para sempre ficar em mim, dentro de mim, como se eu e aquilo que tu és para mim fôssemos um só.
Adeus, Paixão. Sê feliz. Não saberei ser feliz se tu não o fores. E mantém a nossa amizade de pé, porque eu farei o mesmo. Esquecer-te? Nunca! Simplesmente guardar de vez no baú aquilo que já lá deveria estar há muito tempo. Amigos, sempre. Mais do que isso... Já não o espero, já não o sonho;se tiver de acontecer, acontecerá, e estarei de braços abertos para te receber. Mas por agora vou dar tempo ao tempo. Vou viver, Paixão. Viver, e, possivelmente, amar. Amar quem me ame; apenas isso.
Adeus a ti, Paixão. Obrigada por tudo. Agradeço-te a tua presença nos meus sonhos, e agradeço mais ainda o quanto me aqueceste o coração ao longo de algum tempo. Foste tu quem me ensinou, ainda que de forma totalmente involuntária, o que significava amar, o que era o amor em toda a plenitude que lhe é consentida. Embalaste-me o sonho, acalentaste-me a esperança. Ajudaste-me sempre, em todos os sentidos. E na maioria das vezes nem foi preciso pedir-te nada, porque, também na maioria das vezes, nem deste conta de que o fazias.
Ainda assim, apesar de tudo, não posso continuar a viver na ilusão de algo que sei que nunca será possível. Não posso, como me costumam dizer, "desperdiçar a minha vida" dedicando-me de corpo e alma a algo que não terei -- tu. Tenho uma vida pela frente, e sei que não serás tu a acompanhar-me enquanto a vivo. Vais estar lá enquanto amigo, disso tenho a certeza; mas há dias na nossa vida nos quais precisamos de algo mais para além de um amigo...
Serás sempre a mais doce recordação da minha vida. A mais bela de todas. Por tudo, és e serás inesquecível. De mim terás sempre um carinho especial, por tudo aquilo que foste, e por tudo aquilo que um dia sonhei que poderias ter sido. Conta comigo para tudo; nunca na vida deixei um amigo sozinho, e a ti, por todas as razões, também não deixarei. Foste o melhor 'pedaço' da minha vida; há qualquer coisa tua que vai para sempre ficar em mim, dentro de mim, como se eu e aquilo que tu és para mim fôssemos um só.
Adeus, Paixão. Sê feliz. Não saberei ser feliz se tu não o fores. E mantém a nossa amizade de pé, porque eu farei o mesmo. Esquecer-te? Nunca! Simplesmente guardar de vez no baú aquilo que já lá deveria estar há muito tempo. Amigos, sempre. Mais do que isso... Já não o espero, já não o sonho;se tiver de acontecer, acontecerá, e estarei de braços abertos para te receber. Mas por agora vou dar tempo ao tempo. Vou viver, Paixão. Viver, e, possivelmente, amar. Amar quem me ame; apenas isso.
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Respondendo a um apelo desesperado...
Do piorio, mesmo miguita!
Até ouvi dizer que o JC vai ser o manager do duo artístico "Zé e Zá - os novos homens-bomba!" Acho que um solta as bombas com aroma a caju, outro com aroma a bacalhau!
Quem também anda aí na berra, é a Andreia! Desde que se tornou metaleira, não há aeroporto em que não a mandem parar! Acho que fez de propósito, para ser "revistada"!...
A Carol é outra que não se escapa das críticas! Desde que se tornou sócia da selecção, não quer saber dos pobres! Deve andar por Viseu, a suspirar pelo Ronaldo!
A Fátima, coitada, essa deve andar atarefadíssima, a aturar as manias de vedeta do seu mais que tudo!
A Patrícia, a.k.a. Fatela, deve estar refugiada num bunker secreto, para ver se escapa dos ensaios do pai e do amiguinho do pai! Tadita!...
O Rogério é outro desgraçado, que deve andar a correr de um lado para o outro, entre ensaios e tentativas para emissão de sinais de vida por parte dos outros elementos do Trio!
Se não fossemos nós, miguita, que seria deste nosso bairro??...
Até ouvi dizer que o JC vai ser o manager do duo artístico "Zé e Zá - os novos homens-bomba!" Acho que um solta as bombas com aroma a caju, outro com aroma a bacalhau!
Quem também anda aí na berra, é a Andreia! Desde que se tornou metaleira, não há aeroporto em que não a mandem parar! Acho que fez de propósito, para ser "revistada"!...
A Carol é outra que não se escapa das críticas! Desde que se tornou sócia da selecção, não quer saber dos pobres! Deve andar por Viseu, a suspirar pelo Ronaldo!
A Fátima, coitada, essa deve andar atarefadíssima, a aturar as manias de vedeta do seu mais que tudo!
A Patrícia, a.k.a. Fatela, deve estar refugiada num bunker secreto, para ver se escapa dos ensaios do pai e do amiguinho do pai! Tadita!...
O Rogério é outro desgraçado, que deve andar a correr de um lado para o outro, entre ensaios e tentativas para emissão de sinais de vida por parte dos outros elementos do Trio!
Se não fossemos nós, miguita, que seria deste nosso bairro??...
Há locais que se vão transformando ao ritmo das emoções…
O chão é da mesma textura e as casas continuam iguais e serenas, na tranquilidade de quem vê partir e chegar tristezas e alegrias. A estrada que nos leva até lá é que parece tornar-se mais sinuosa e longa à medida que as recordações se acumulam e as saudades apertam.
Os espaço que ocupamos vão sendo transformados num campo minado...
É a rua que nos traz um perfume familiar, é a praia que nos traz o adormecido sabor de um beijo ainda presente. É o lugar mais insuspeito que ao ser pisado faz a respiração acelerar ao mesmo tempo que põe a mente em câmara lenta. Um pé em falso e rebenta uma caixa de pandora, que maleficamente traz a tristeza montada a galope nas coisas que juramos ainda amar eternamente.
Bem faço eu, que não gosto do "campo minado". No jogo, é só assinalar com um bandeirinha as casas armadilhadas e não mais as voltar a abrir… Santa realidade virtual!
O inconsciente leva ao afastamento dos lugares que nos fazem recordar o sabor da felicidade.
Que lógica esta!, que nos dá coragem de voltar a rir no local onde partimos uma perna e nos faz, simultaneamente, evitar, com medo de voltar a errar, e a chorar, os locais que colorimos outrora com sorrisos!...
O chão é da mesma textura e as casas continuam iguais e serenas, na tranquilidade de quem vê partir e chegar tristezas e alegrias. A estrada que nos leva até lá é que parece tornar-se mais sinuosa e longa à medida que as recordações se acumulam e as saudades apertam.
Os espaço que ocupamos vão sendo transformados num campo minado...
É a rua que nos traz um perfume familiar, é a praia que nos traz o adormecido sabor de um beijo ainda presente. É o lugar mais insuspeito que ao ser pisado faz a respiração acelerar ao mesmo tempo que põe a mente em câmara lenta. Um pé em falso e rebenta uma caixa de pandora, que maleficamente traz a tristeza montada a galope nas coisas que juramos ainda amar eternamente.
Bem faço eu, que não gosto do "campo minado". No jogo, é só assinalar com um bandeirinha as casas armadilhadas e não mais as voltar a abrir… Santa realidade virtual!
O inconsciente leva ao afastamento dos lugares que nos fazem recordar o sabor da felicidade.
Que lógica esta!, que nos dá coragem de voltar a rir no local onde partimos uma perna e nos faz, simultaneamente, evitar, com medo de voltar a errar, e a chorar, os locais que colorimos outrora com sorrisos!...
quinta-feira, 29 de maio de 2008
Sabia que te procurava sem um outro motivo que não o de querer ver-te outra vez e sentir pedaços da tua sombra, uma gota de um sorriso, talvez uma lágrima, se ainda a tivesses para me emprestar...Sabia que não seria ali que te iria encontrar, sabia que um local com rosto de passado ou um qualquer sinal de tempo que já tivesse tido espaço e cheiro se tornaria algo a evitar por ti, mas mesmo assim procurei-te, sabendo que não te iria encontrar.
Talvez o fizesse por saber que ali não teria lugar...
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Faltou ontem a luz em Massamá, algures por volta das nove da noite. Como estava sozinha e tenho medo do escuro, comecei logo a gritar, em pânico: "Oh não, oh não, vou ficar mais de 5 minutos sem ver o meu blog!". Ou então se calhar disse "merda!", é o mais certo...
Após o choque inicial - no sentido literal, contra a porta da cozinha - tentei contornar as circunstâncias com o mínimo de dignidade. Como qualquer pessoa na mesma situação fui à procura de lanternas e pilhas. E como qualquer pessoa na mesma situação só encontrei pilhas gastas... Solução? Velas! Encontram-se sempre velas numa casa, desde as aromáticas às "Fátima 1988".
Pego então no discman (claro que nesta altura dei-me conta que afinal tinha 2 pilhas - um clássico!) e escolho um cd à sorte. Saiu-me o do Jesus Christ Superstar, que já não ouvia há imenso tempo. Deito-me no sofá. Play. E eis que soam os primeiros acordes! Desta vez, não foi excepção, fiquei com pele de galinha! Sem vertente religiosa pelo meio, adoro o CD!
E como se não fosse já suficientemente arrepiante, a luz volta nesse exacto momento fazendo a voz do Fernando Mendes, num spot do "Preço Certo", ecoar por toda a casa! Nós, civilização contemporânea, não estamos preparados para este tipo de situações.
Falo do Fernando Mendes, claro, é que um aparelho da surdez para colocar no ouvido ainda continua a ser bastante inestético...
Após o choque inicial - no sentido literal, contra a porta da cozinha - tentei contornar as circunstâncias com o mínimo de dignidade. Como qualquer pessoa na mesma situação fui à procura de lanternas e pilhas. E como qualquer pessoa na mesma situação só encontrei pilhas gastas... Solução? Velas! Encontram-se sempre velas numa casa, desde as aromáticas às "Fátima 1988".
Pego então no discman (claro que nesta altura dei-me conta que afinal tinha 2 pilhas - um clássico!) e escolho um cd à sorte. Saiu-me o do Jesus Christ Superstar, que já não ouvia há imenso tempo. Deito-me no sofá. Play. E eis que soam os primeiros acordes! Desta vez, não foi excepção, fiquei com pele de galinha! Sem vertente religiosa pelo meio, adoro o CD!
E como se não fosse já suficientemente arrepiante, a luz volta nesse exacto momento fazendo a voz do Fernando Mendes, num spot do "Preço Certo", ecoar por toda a casa! Nós, civilização contemporânea, não estamos preparados para este tipo de situações.
Falo do Fernando Mendes, claro, é que um aparelho da surdez para colocar no ouvido ainda continua a ser bastante inestético...
terça-feira, 27 de maio de 2008
Susana Maria, paraaaaaaaaaaabéns!!, amiga!!
Não me podia esquecer de destacar aqui o aniversário de quem ri comigo, chora comigo, está sempre comigo!
Adoro-te amiga, e podendo não o dizer tantas vezes quantas deveria (somos umas brutas, não somos?...) sabes que o sinto, mesmo!
Beijo enorme, de mim para ti!
Não me podia esquecer de destacar aqui o aniversário de quem ri comigo, chora comigo, está sempre comigo!
Adoro-te amiga, e podendo não o dizer tantas vezes quantas deveria (somos umas brutas, não somos?...) sabes que o sinto, mesmo!
Beijo enorme, de mim para ti!
Desde o dia em que partiste, estas duas palavras martelam na minha cabeça sem cessar, qual nave atracada que não é capaz de partir. Nunca Mais. Nunca mais tudo, afinal de contas. Nem a tua voz, nem o teu feitio terrível, nem os teus conselhos, nem as tuas 'palestras', nem as nossas conversas.
A nossa relação não foi fácil. Foi boa, sim, mas tivemos momentos bem complicados, e tu, culto e inteligente como sempre foste, sabe-lo muito bem. O teu feitio era bastante complicado, por todas as razões e mais uma. Houve momentos em que me enervaste muito, em que me magoaste muito, mas nem aí deixei de te adorar, de te dedicar todo o meu amor de filha. Mesmo quando as lágrimas teimavam em correr, o carinho continuava a existir. E, nos bons momentos, que foram muitos, gostei de estar a teu lado, de te ver, de te abraçar. Tantos abraços que eu te dava... lembras-te? E chamava-te Fernandinho, na brincadeira. E, não te tendo contado tudo, contei-te muitas coisas. Hoje penso: quem me dera ter contado mais. Mas há coisas, tantas coisas, que só soube depois de partires... Se as tivesse sabido antes, terias talvez conhecido uma faceta da tua filha que nunca chegaste a desvendar. Mas é claro que agora, onde quer que estejas, podes ver essa faceta e todas as outras, enquanto me ouves e olhas por mim!
Tenho saudades tuas. Queria ver-te, ouvir-te, só mais uma vez. Queria pedir-te desculpa por alguma coisa de que te pudesses queixar. Por todas as coisas que eu possa ter feito e que te tenham magoado. Não sei se houve alguma; só quando nos voltarmos a encontrar me vais poder esclarecer...
Nunca mais, neste vida, te vou ver. Nem ouvir-te. Nem aprender contigo. Nem pedir-te conselhos. Nem sequer zangar-me contigo. Mas acredito e sei que estás por aí, algures, a olhar pela tua filha, de quem sempre disseste ter muito orgulho.
Deixo-te aqui um grande beijinho. Sei que lês isto à medida que escrevo cada palavra... E que olhas por mim, nesse sítio onde estás, e que lutas para que a minha vida seja tão boa quanto um pai deseja a uma filha.
Adeus, Pai. Um beijo do tamanho do Mundo. E sê feliz nesse teu novo mundo...
PS1: Por vezes falávamos de como seria 'o outro lado'. Agora, tu já sabes como é...
PS2: Foi bom ter sonhado contigo!...
A nossa relação não foi fácil. Foi boa, sim, mas tivemos momentos bem complicados, e tu, culto e inteligente como sempre foste, sabe-lo muito bem. O teu feitio era bastante complicado, por todas as razões e mais uma. Houve momentos em que me enervaste muito, em que me magoaste muito, mas nem aí deixei de te adorar, de te dedicar todo o meu amor de filha. Mesmo quando as lágrimas teimavam em correr, o carinho continuava a existir. E, nos bons momentos, que foram muitos, gostei de estar a teu lado, de te ver, de te abraçar. Tantos abraços que eu te dava... lembras-te? E chamava-te Fernandinho, na brincadeira. E, não te tendo contado tudo, contei-te muitas coisas. Hoje penso: quem me dera ter contado mais. Mas há coisas, tantas coisas, que só soube depois de partires... Se as tivesse sabido antes, terias talvez conhecido uma faceta da tua filha que nunca chegaste a desvendar. Mas é claro que agora, onde quer que estejas, podes ver essa faceta e todas as outras, enquanto me ouves e olhas por mim!
Tenho saudades tuas. Queria ver-te, ouvir-te, só mais uma vez. Queria pedir-te desculpa por alguma coisa de que te pudesses queixar. Por todas as coisas que eu possa ter feito e que te tenham magoado. Não sei se houve alguma; só quando nos voltarmos a encontrar me vais poder esclarecer...
Nunca mais, neste vida, te vou ver. Nem ouvir-te. Nem aprender contigo. Nem pedir-te conselhos. Nem sequer zangar-me contigo. Mas acredito e sei que estás por aí, algures, a olhar pela tua filha, de quem sempre disseste ter muito orgulho.
Deixo-te aqui um grande beijinho. Sei que lês isto à medida que escrevo cada palavra... E que olhas por mim, nesse sítio onde estás, e que lutas para que a minha vida seja tão boa quanto um pai deseja a uma filha.
Adeus, Pai. Um beijo do tamanho do Mundo. E sê feliz nesse teu novo mundo...
PS1: Por vezes falávamos de como seria 'o outro lado'. Agora, tu já sabes como é...
PS2: Foi bom ter sonhado contigo!...
segunda-feira, 26 de maio de 2008
Palhinhas com sabores e linhas telefónicas eróticas são algumas das invenções mais ridículas e completamente desnecessárias da última década.
Outro dia falarei das palhinhas, hoje vou dedicar-me às linhas eróticas.
Não compreendo o que leva alguns homens a utilizar desenfreadamente estas linhas de valor bem acrescentado. Só posso acreditar numa de duas explicações lógicas:
1) Eles acreditam realmente que estão a falar com uma mulher dominadora que acaba de sair do duche, envergando apenas uma minúscula toalha de banho.
2) Eles estão conscientes de que a voz do outro lado é a de uma mulher de fato-de-treino e cabelo oleoso, que consegue gemer e arranjar as unhas ao mesmo tempo. E gostam dessa imagem.
A segunda teoria parece-me a mais credível. Lanço então um repto às empresas que exploram esse tipo de serviços: porque não primar pela honestidade e, ao mesmo tempo, continuar a satisfazer os clientes?
"Antes de mais... Não me chamo Vanessa Carolina como leste no jornal... Sou a Maria do Amparo... E tu?"
"Estou a abrir e fechar rapidamente o zipper do meu fato-de-treino... ziiiip ziiiip.... ziiiiip zippp... Gostas? É sensual, não é?"
"Consegues ouvir-me a limpar as lentes dos óculos?... Oooooooooh ooooooooooh oooooooooooh"
De notar que na última frase o "Oooh" tem dupla função: se por um lado desembacia as lentes, por outro é um ofegar excitante.
Com esta tomada de atitude o mundo seria muito melhor. Não tão bom como se não existisse a fome, a guerra e o Pinto da Costa. Mas ainda assim, melhor.
Outro dia falarei das palhinhas, hoje vou dedicar-me às linhas eróticas.
Não compreendo o que leva alguns homens a utilizar desenfreadamente estas linhas de valor bem acrescentado. Só posso acreditar numa de duas explicações lógicas:
1) Eles acreditam realmente que estão a falar com uma mulher dominadora que acaba de sair do duche, envergando apenas uma minúscula toalha de banho.
2) Eles estão conscientes de que a voz do outro lado é a de uma mulher de fato-de-treino e cabelo oleoso, que consegue gemer e arranjar as unhas ao mesmo tempo. E gostam dessa imagem.
A segunda teoria parece-me a mais credível. Lanço então um repto às empresas que exploram esse tipo de serviços: porque não primar pela honestidade e, ao mesmo tempo, continuar a satisfazer os clientes?
"Antes de mais... Não me chamo Vanessa Carolina como leste no jornal... Sou a Maria do Amparo... E tu?"
"Estou a abrir e fechar rapidamente o zipper do meu fato-de-treino... ziiiip ziiiip.... ziiiiip zippp... Gostas? É sensual, não é?"
"Consegues ouvir-me a limpar as lentes dos óculos?... Oooooooooh ooooooooooh oooooooooooh"
De notar que na última frase o "Oooh" tem dupla função: se por um lado desembacia as lentes, por outro é um ofegar excitante.
Com esta tomada de atitude o mundo seria muito melhor. Não tão bom como se não existisse a fome, a guerra e o Pinto da Costa. Mas ainda assim, melhor.
Desfolho memórias presentes no meu atribulado espírito. Há imagens que não quero ver. Esquecimentos que voltam à memória. Há dores que não passam. Navego por entre um labirinto mais ou menos desconexo que se forma dentro de mim. As encruzilhadas sucedem-se, umas atrás das outras. Há mais pontos de interrogação do que reticências, há mais reticências do que pontos finais.
Há tanto que eu te queria ter dito e não disse. Há um sentimento de injustiça, duro, um sentimento mau, feio. "Porque não tinha de ser assim". Sei bem que tinha de ser de alguma maneira, mas isso não me interessa, porque sinto e sei que não tinha de ser assim.
Vai qualquer coisa muito grande cá dentro. Não consigo medi-la, mas também não me atrevo a questioná-la. Talvez seja dor, ou revolta, ou talvez ainda não tenha conseguido acreditar no que aconteceu. Parte de mim ainda não acredita. Sabe, tem a certeza, mas não acredita. Porque ainda espera que seja diferente. É por isso que por vezes acho que vou ficar louca. Porque, sabendo que o que sinto e penso e digo não tem sentido, continuo a senti-lo, a pensá-lo, e até a dizê-lo como se fosse real. Como se fosse possível. Como se fosse verdade.
Sei que foste, e sei que não voltas. Mas não consigo interiorizar, de maneira nenhuma, que nunca mais te verei. (Maldito "nunca mais", que não me sai da cabeça nem por dois minutos.) Não consigo, é só isso. É uma coisa demasiado grande para que eu me consiga capacitar dela. Por isso, vivo, acho eu, na ilusão. Ou melhor: vivo na realidade, mas agarro-me à minha ilusão inconsciente para que o caminho seja mais fácil de percorrer.
É difícil na mesma, mas eu sempre fui teimosa.
Há tanto que eu te queria ter dito e não disse. Há um sentimento de injustiça, duro, um sentimento mau, feio. "Porque não tinha de ser assim". Sei bem que tinha de ser de alguma maneira, mas isso não me interessa, porque sinto e sei que não tinha de ser assim.
Vai qualquer coisa muito grande cá dentro. Não consigo medi-la, mas também não me atrevo a questioná-la. Talvez seja dor, ou revolta, ou talvez ainda não tenha conseguido acreditar no que aconteceu. Parte de mim ainda não acredita. Sabe, tem a certeza, mas não acredita. Porque ainda espera que seja diferente. É por isso que por vezes acho que vou ficar louca. Porque, sabendo que o que sinto e penso e digo não tem sentido, continuo a senti-lo, a pensá-lo, e até a dizê-lo como se fosse real. Como se fosse possível. Como se fosse verdade.
Sei que foste, e sei que não voltas. Mas não consigo interiorizar, de maneira nenhuma, que nunca mais te verei. (Maldito "nunca mais", que não me sai da cabeça nem por dois minutos.) Não consigo, é só isso. É uma coisa demasiado grande para que eu me consiga capacitar dela. Por isso, vivo, acho eu, na ilusão. Ou melhor: vivo na realidade, mas agarro-me à minha ilusão inconsciente para que o caminho seja mais fácil de percorrer.
É difícil na mesma, mas eu sempre fui teimosa.
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