domingo, 11 de maio de 2008
Venho por meio destas declarar coisa nenhuma,
Teclando pelo prazer de unir sintaticamente
Palavras sem relação semântica alguma
E cuja morfologia também é diferente.
Vocábulos que se aproximam apenas pela fonética
(Distintos quanto equinócio pode ser de capadócio)
Relacionados aqui sem qualquer prudência ou ética;
Palavras que são, enfim, filhas bastardas do ócio...
Estaremos a olhar os dois para o céu? Vês o que eu vejo? Também demoras pensativamente o olhar nas nuvens que se aproximam?
E a Lua?... Também a olhas? Vês como está linda?
E o vento? Sente-lo na cara? Fechas os olhos nessa altura? E quando os fechas (se fechas), pensas em como é bom viver? Em como é bom sentir aquela brisa? Pensas em mim? (Sim, eu penso em ti...)
E olhas para as estrelas? Sei que não pedes desejos (eu também não), mas olhas para elas, pelo menos? Sentes-te leve, suavemente feliz, quando o fazes?
E quando te deitas? Em que pensas? Desejas sonhar com quê? Com quem?
E em todas estas alturas... com todas estas coisas... não te sentes feliz por estares vivo? Não sentes que a vida é bela? Eu sinto... porque todas estas coisas existem, e porque tu existes também.
quinta-feira, 8 de maio de 2008
A propósito do post do ZA
O amor incondicional.
Aquele que existe apesar de, e que atravessa qualquer tipo de tempestade, tropeça em muitos obstáculos e mesmo assim não deixa de existir. Não altera a sua rota, não diminui a sua dimensão, não perde o seu peso, não permite que o seu brilho seja ofuscado.
Só ama incondicionalmente quem é possuidor de uma alma grande. Corações que vivem esse tipo de amor, são generosos, eternos, mesmo depois de pararem de bater, são sublimes e por isso conseguem guardar dentro deles tanta ternura.
Amar assim é não viver subjugado a "mas..." e "porém...", é não ter critérios para doar esse amor, é não exigir troca e abrir mão da reciprocidade.
O amor incondicional é aquele que doa o melhor de si, mesmo quando não recebe, porque ele não depende de ser amado, não depende de ser aceite e não esmorece se for ignorado. Esse amor é daqueles amores que no passado já sangraram muito, latejaram, abriram enormes feridas, mas que mesmo assim não deixaram marcas nem cicatrizes, porque a partir daí, resplandeceram e passaram a viver em eterno estado de graça até ao exacto momento em que se eternizam.
Há quem diga que o amor incondicional é masoquista. Não é verdade, esse tipo de amor é o inútil. O amor inútil sim, alimenta-se de sofrimento, resiste a tudo com esperanças de alcançar o seu objectivo, que obviamente, não será conquistado. O amor inútil é aquele que já se foi embora mas saiu tão mansamente que nem deixou que dessem pela sua partida, ao contrário do incondicional, que se instala e não deseja procurar a saída.
O amor incondicional não corre atrás de sonhos impossíveis, não precisa disso. É maduro, deixou de ser adolescente, e envelhecer também não está nos seus horizontes, porque o amor que envelhece, é um amor cansado, desgastado e exausto. O incondicional é e sempre será, activo, independente, coerente, auto-suficiente, porque se reserva o direito de ser solitário e ainda assim completo e realizado, porque reside nele a certeza de sua inocência, pureza e sinceridade.
Existe um encontro marcado entre o amor incondicional, a glória e o esplendor em algum canto do mundo, em algum instante da vida, mas não se conta os dias para isso, nem sequer se consulta o relógio, embora o momento desse encontro seja a grande magia da sua existência. O amor incondicional é de uma elegância imensurável, de uma postura invejável e de uma personalidade única.
Felizes dos que são merecedores de serem amados incondicionalmente e mais felizes ainda, dos que se permitem amar assim, porque esses sim, são os grandes heróis da vida. Infelizes dos que não conseguem perceber quando despertam esse tipo de amor, que não têm a sensibilidade de o sentir ao seu redor e valorizá-lo independente do que lhe podem oferecer.
Amar incondicionalmente é uma arte. Ser amado assim, um presente divino.
Diário da Tua Ausência, Margarida Rebelo Pinto
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Fase Edite Estrela da Lua
Já pensaram na desgraça que aí vem? Dou-vos o exemplo do Rodrigo daqui por dez anos....
Entre baralhações entre a forma como a mãe escreve e a forma como a professora ensina, com internet, msn e sms à mistura, mais o factor oralidade, prevejo uma das suas composições...
Eu axo q os alunos n devem d chumbar qd n vam á escola. Pq o aluno tb tem direitos e se n vai á escola latrá os seus motivos pq isto tb é perciso ver q á razões qd um aluno não vai á escola. primeiros a peçoa n se sente motivada pq axa q a escola e a iducação estam uma beca sobre alurizadas.
Valáver, o q é q intereça a um bacano se o quelima de trásosmontes é munto montanhoso? ou se a ecuação é exdruxula ou alcalina? ou cuantas estrofes tem um cuadrado? ou se um angulo é paleolitico ou espongiforme? Hã?
E ópois os setores ainda xutam preguntas parvas tipo cuantos cantos tem"os lesiades", q é um livro xato e q não foi escrevido c/ palavras normais mas que no aspequeto é como outro qq e só pode ter 4 cantos comós outros, dããããhhhh!....
Ás veses o pipol ainda tenta tar cos abanos em on, mas os bitaites dos profes até dam gómitos e a malta re-sentesse, outro dia um arrotou que os jovens n tem abitos de leitura e q a malta n sabemos ler nem escrever e a sorte do gimbras foi q ele h-xoce bué da rapido e só o "garra de lin-chao" é q conceguiu assertar lhe com um sapato. Atão agora aviamos de ler tudo qt é livro desde o Camóes até á idade média e por aí fora, qués ver???
O pipol tem é q aprender cenas q intressam como na minha escola q á um curço de otelaria e a malta aprendemos a faser lã pereias e ovos mois e piças de xicolate q são assim tipo as pecialidades da rejião e ópois pudemos ganhar um gravetame do camandro! Ah poizé! tarei a inzajerar?....
terça-feira, 6 de maio de 2008
A fase Jardim de Infância da Lua
Vão ao supermercado, comprem sementes para pássaros, plantem-nas e em poucas semanas eles irão aparecer.
Ora se lambuza articulando indecências, ora lambuza indecências de forma nem sempre articulada.
É viperina e linguaraz. Por vezes metemo-la no saco pois pode andar demasiado solta. Outras vezes é de trapos e ainda leva dentadas.
Se é Mãe, é bem conhecida. Se vem de fora pode ter que ser torcida ou puxada.
Também por vezes já a encontramos Morta.
Se é da Sogra pode ser um linguarão bem comprido. Pode não ter papas ou ser linguariça e até fica com os nomes na ponta.
Pode ser de gato de vaca ou até de cão.
A Italiana é cantada, a Francesa doce, a Inglesa universal e a Portuguesa rica.
Mas também é materna, sofisticada, aberta e bonita, alegre e sonante.
E será com muito deste linguarejar que iremos passar a dar à língua!
Concorrência, pronta para as batalhas contra os não-sei-quem-do-Benfca? ;)
Só sei que, repentinamente, no meio dessas lembranças que me assombravam os pensamentos, levei a mão ao rosto e senti uma humidade, velha conhecida, cobrindo a minha face. Percebi que eram lágrimas que, invejosas das gotas de chuva na janela, resolveram brotar dos meus olhos e brincar, desenhando arabescos salgados no meu rosto.
Enxuguei os olhos e vim até aqui, escrever isso. Usar o blog como tubo de escape é quase uma necessidade vital nessas horas.
__________
Desculpem a pieguice, qualquer dia eu volto ao normal (se é que algum dia eu fui uma pessoa 'normal').
segunda-feira, 5 de maio de 2008
A Lua responde
O meu filho mais velho está sempre com os olhos vermelhos, trancado no quarto a queimar incenso. Sai de lá direitinho para o frigorífico e enche-se de doces. Nunca tem dinheiro para nada.
Diga-me, Lua, o que devo fazer?
Maria do Ablete
Ora bem, a MisteriosaLua não é contra as ganzas!... Se o álcool, o tabaco e o Valium podem ser consumidos à vontade, penso que cada um deveria ter o direito de se entorpecer com sua droga favorita, das mais leves às mais pesadas. Desde o chocolate ao Tony Carreira! Temos é de arcar com as consequências dos nossos actos.
Agora, dar bandeira é outra conversa!!! Ficar trancado no quarto, a queimar incenso e a dar margem aos comentários de vizinhas cuscas, que provavelmente quem vai aturar é você, cara Maria do Ablete, isso é que é imperdoável!!! Absurdo!! É coisa de dããã!!! Se o seu filho quer encher a fuça de erva até criar raízes e fazer fotossíntese, é problema dele... Mas não sob o seu tecto, sem o seu consentimento! E fumar uma broca também não é justificação para não colocar dinheiro em casa - o que esse imbecil deveria fazer, sobretudo se devora o conteúdo do frigorífico quando a larica ataca...
Meu conselho, Maria do Ablete, é puxar a roupa ao pêlo desse gaijinho e mandá-lo trabalhar!!!! Se nada disso resolver, então você devia pensar em fumar uma pra relaxar, porque ninguém é de ferro...
domingo, 4 de maio de 2008
Dia da Mãe
Quero agradecer-te...
Porque te habituaste a andar sempre com uma nódoa minha de presente.
Por passares noites acordada ao meu lado e continuares a ser a mamã mais bonita do mundo.
Porque me contas a história que me leste mais de mil vezes com a mesma emoção.
Porque conheces o meu quarto de cor para entrares às apalpadelas de noite e me acalmares com um beijo.
Porque deixaste espaço na tua mala para também levares as minhas coisas.
Porque fazes desaparecer o meu boneco preferido num dia e, no dia seguinte, aparece mais limpinho do que nunca.
Porque continuas a cozinhar os pratos mais deliciosos para mim, mesmo sabendo que acabarão por voar para todo o lado.
Porque, quando está frio, não te cansas de me pôr o gorro cada vez que o tiro.
Porque me deixas invadir a sala com os meus brinquedos de mil cores.
Porque deixaste de pensar em ti para pensares em nós.
Adoro-te, Mamã!
Juntamente com esta carta, recebi uma pulseira de massinhas, que me acompanhou todo o dia!
À minha mãe,
Adoro-te, por todas as razões pelas quais o Rodrigo me adora, mais por todas aquelas que me deste nos meus trinta e três anos de vida!
Espero ser tão especial para ele como tu és para mim!
sábado, 3 de maio de 2008
A fase Jardim de Infância da Lua
(João, dois anos e oito meses)
sexta-feira, 2 de maio de 2008
quinta-feira, 1 de maio de 2008
O Digo foi à paia! Àgua, tanta! E vei o saco do Noddy, o báde, as pás! Purrei a cadêra! O cão pêto, mau! Mudeu o Digo! Papou o pão, xumo não quéie! Àgua, gande! O pêxe, tanto! O pêxe voa, dá saltinhos! As pédas na àgua, mandei! A Patícia purrou a cadêra do Digo! Foge, foge! Caíu, upa! O Digo panhou o pêxe do chão e deu ao sinhore! O pêxe dá beijocas! Cão peto, panha a bola da àgua! Cadêra gande! Pachéu azul! Pêxe do balde! Tantas pédas!
A seguir tivemos a luta do banho, e um biberão cheio de papa que não chegou ao fim, porque ele adormeceu, esgotado!
Zé, Xátima, Zabel, João, Patícia, Di, Dona Zinda e Sinhore Aquim, obrigados pelo dia, obrigados pela companhia e amizade!
quarta-feira, 30 de abril de 2008
Comunicado Lunar
Eis o encadeamento: Sanita - Autoclismo - Cagalhão!
Quero assegurar-vos que :
a) Os posts de índole mais badalhoca terminaram (logo não fará qualquer sentido escrever sobre o cagalhão...).
b) Esses mesmos posts foram apenas uma brincadeira, para demonstrar que nós, mulheres, sabemos ser tão porquinhas como os homens, mas optamos por não o ser (mais uma vez, falar do cagalhão seria impróprio...).
c) Por muito poder imaginativo que possa ter, há assuntos em que não se consegue evitar cair no ordinário (Aqui, sim, refiro-me claramente ao cagalhão!).
d) Com uma panóplia de assuntos tão vasta, não haverá necessidade... Recordo-me por exemplo do Acordo Ortográfico! (exemplo mal escolhido, não difere muito do cagalhão...)
Resumidamente, garanto-vos que da boca desta LadyLua não se falará em cagalhão!
Tenho dito!
A fase Jardim de Infância da Lua
Em círculos, nada o dourado peixinho...
Os meninos observam com satisfação!
Puxam o autoclismo, com o dedinho...
Lá se foi o peixinho, em grande turbilhão!
Um beijo, para ele.
terça-feira, 29 de abril de 2008
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Fase Edite Estrela da Lua
Para não ferir susceptibilidades, aviso desde já que este post tem bolinha vermelha!!
Uma menina, igual a tantas outras, falava ao telemóvel. Entre suspiros, gritinhos e revirares de olhos dizia qualquer coisa como isto...
"... e a minha mãe tipo mandou-me ir à escola de manhã tipo bué mau!!! Tipo saí e ela queria que eu secasse o cabelo tipo mulherzinha doida parti o telemóvel porque já tem duas semanas e a Tatiana e a Carina se vissem era tipo looool cheguei totil atrasada a setora de Francês disse que eu tinha tido nega no segundo período assim tipo cabra de merda só por causa de eu nunca ter ido às aulas se é de manhã não posso não é? tenho de estar no hi5 até de manhã fui para a paragem tava um velho de merda já devia ter quase trinta anos chega o Dogas num Ibiza branco acabado de gamar pedi-lhe para ele partir o carro todo da setora ele disse que só se eu entrasse tipo numa com ele começámos a curtir o velho pôs-se a olhar tipo dãããã!!! parece que nunca viu uma gaja com as cuecas pelos tornozelos numa paragem de autocarro o Dogas partiu-lhe logo a boca toda tipo velho tarado sexual a Vanessa pôs-se a gozar comigo porque uso as calças muito para cima e não se vê as cuecas todas esqueci-me de comprar um cinto de pregos novo para usar da parte da tarde e o Alex claro tipo acabou comigo apareceu-me um líquido tipo encarnado manchou-me as cuecas fiquei tipo bué mau o que é isto? fui ao médico ele disse cenas chamei a polícia foi preso bem feita para não ser pedófilo continuo a sangrar na Bravo não diz o que é que cena sonhei com o Isaac Alfaiate...
Além de ter ficado a saber o género de velha que sou, agradeço a chegada do professor, que me impediu de ouvir o sonho que esta jovem teve com o Isaac...
E não, não consegui o refeitório...
(Fátima, se me conseguires o Sintrense, eu volto lá e pergunto-lhe como foi o sonho... ;)
domingo, 27 de abril de 2008
A Lua responde
Lua, ó MisteriosaLua... Bebo muito. Bebo como um desgraçado. Gostaria de largar o álcool e já tentei parar várias vezes, mas não consigo... A verdade é que enquanto estou bêbedo o mundo parece mais bonito e fico mais feliz... O que fazer?
Pablo
Caríssimo Pablo,
Já ouviu falar de Kant?
Kant foi um filósofo alemão do século XVIII. Um dos principais conceitos de sua filosofia é que a existência, assim, à séria (que ele chamou de coisa em si), não nos é acessível. O que vivenciamos mesmo é uma interpretação da realidade, que nos chega através dos nossos sentidos e da nossa razão (e isso ele baptizou de fenómeno).
Onde eu quero chegar com esta conversa toda?
Bom, se a realidade, assim como assim, não está ao nosso alcance, que diferença faz se a experimenta sóbrio ou bêbedo? O álcool é apenas mais uma camada entre si e a coisa propriamente dita. Uma camada que faz a sua vida mais feliz.
Então beba tranquilo, que já tem uma justificação filosófica para isso. E se não tiver entendido porra nenhuma do que expus aqui, beba assim mesmo e diga que a culpa é do Kant.
MisteriosaLua
A filosofia a serviço da cirrose.
sábado, 26 de abril de 2008
Tim e Mariza
zmsantos, era a esta que te referias? É a única que conheço, e é linda. Se te referias a outra, diz qual, quero saber! ;)
O meu todo!
Senhoras e senhores, apresento-vos a minha Luinha!
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Outra das minhas metades
Já lá vão uns quantos anos, verdade? Momentos bons e menos bons, mas juntas! E tudo está como deveria estar!
Tenho estado aqui a puxar pela cabeça, gostava de escrever um texto doce, com momentos e palavras doces... mas não consigo! Tudo connosco é intenso!! Bom ou mau, mas intenso!
Dos maus não vale a pena falar, agora dos bons.... também não! Tenho vergonha! lol
As pessoas que lêem o que aqui escrevo, são pessoas decentes, com vidas decentes, e tenciono deixá-las pensar que também eu sou uma pessoa decente, para que me deixem continuar a gozar da sua companhia...
Por isso, só vou dizer que...
... és a minha confidente de eleição, mesmo quando me julgas e me dizes que não é por aí que devo seguir. Por detrás do bitaite, está alguém que me conhece e se preocupa comigo;
... não há melhor co-pilota que tu, ainda que com estalaglamililites penduradas no nariz e com 600kms feitos em poucas horas;
... que gargalhar contigo não se compara a gargalhar com quem mais quer que seja!;
... que só contigo consigo arranjar bananas, vindas de outros carros, em plena estrada secundária alentejana!;
... adoro-te, Susana Maria!
quarta-feira, 23 de abril de 2008

A Lua responde
Ó Lua que tudo sabes e que tudo vês, tira-me esta dúvida que me atormenta...
Se um nadador de natação sincronizada se afogar, o seu parceiro também tem de se afogar?
Só se fizer parte da rotina. Algumas honrosas medalhas foram atribuídas postumamente aos corajosos nadadores se terem afogado deliberadamente como forma de terminar a sua excelente performance.
Disponham.
terça-feira, 22 de abril de 2008
A Lua responde
Como marido e mijante, nesta história da tampa de sanita, sinto-me lesado. Então e que dizer das trinta marcas de cremes, shampôs, perfumes, rolos de cabelo, vernizes, lacas,bases, rimels, sombras, batons e sei lá que mais de toda uma pafrenália de bujigangas espalhadas pela casa-de-banho, na altura em que uma pessoa quer aliviar a bexiga? Ah? o quê?
A Lua, que tudo sabe, só poderá responder da seguinte forma...
zmsantos, as esposas queixam-se de ter de limpar a sanita de cada vez que a querem usar... Ainda não percebi de que se queixam os maridos... De terem esposas deslumbrantes????
sábado, 19 de abril de 2008
A Lua responde
Sendo assim, de vez em quando escrevem-me a perguntar coisas, pedir conselhos, ajuda, etc. e tal... Sintam-se à vontade para fazer o mesmo!
A Maria escreveu-me...
Olá Lua, detentora de toda a sabedoria existente no universo! Tenho uma dúvida que anda há muito tempo a incomodar-me. Uma verdadeira guerra de hábitos com o meu marido: O tampo da sanita deve ser mantido em baixo ou em cima?
Querida Maria,
Definitavamente em cima. Se for deixado em baixo o seu marido irá urinar no tampo.
A história continua a ser escrita diariamente.
Deixei para trás inquietações, preocupações, medos e receios.
As questões e dúvidas que tinha na altura, as tempestades e trovoadas que me passaram por cima, são momentos pelos quais passei e ainda bem que assim foi.
Ao reler-me sinto-me ainda melhor.
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Outra das minhas metades
Colegas de trabalho que se transformaram em amigos de verdade!
Já lá vão dez anos e qualquer coisa que os conheci e continuam a despertar o meu sorriso e as minhas gargalhadas!
Anteontem fui jantar com eles. Como só nos encontramos de tempos a tempos, e normalmente para celebrar aniversários e Natais, não sendo nenhuma dessas ocasiões, estranhei... É sempre tão complicado conseguir combinar qualquer coisa com eles!... Dado de bandeja, ainda foi mais estranho...
Foi então que mo recordaram...
Um, aparentemente, mais sisudo, outro de gargalhada fácil, são amigos e companheiros desde sempre, cresceram juntos, afundaram-se juntos e juntos e com mais gente retomaram o sabor e o prazer da vida! E boa que é a vida!
Na altura que os conheci, eram uma sombra do que são hoje, mas ainda assim, deu para perceber que ali havia boa gente, pessoas bonitas, daquelas que vale a pena ter ao nosso lado!
Conseguiram reunir a coragem e a força necessárias para se livrarem do que lhes fazia tão mal, mas segundo dizem, fizeram-no pouco convictos de o conseguir e muito a medo do quanto lhes iria custar...
Comemoram no próximo mês dez anos de liberdade e livre arbítrio, sem dependências físicas ou psicológicas, essas se calhar, as piores! Já têm planos para o grande dia! A vida corre-lhes muito bem e continuam cheios de amigos.
Conseguiram, e à primeira tentativa! Além de uma das minhas metades, são um dos meus orgulhos!
São especiais para mim, e tenho a certeza, que para mais pessoas também, mas não são, decerto, super-heróis! Que inspirem muitos, daqueles que pensam que nunca se conseguirão livrar daquilo!...
quarta-feira, 16 de abril de 2008
terça-feira, 15 de abril de 2008
Sábado
Denota-se a vossa cumplicidade! Um grupo de amigos!
Agradeço-vos a oportunidade!
Besitos
sexta-feira, 11 de abril de 2008
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Outra das minhas metades
Vivo com a tua ausência sentida e que ainda me custa aceitar... Estejas onde estiveres, sei que olhas por mim, e eu guardar-te-ei sempre... Sabes, existe um cantinho no meu coração que é só teu, eternamente teu! Não morreste, apenas partiste antes de mim...
Não que algum dia passe sem me recordar do senhor meu pai! Mas há dias em que tudo mo recorda! Como hoje... O que já me ri hoje a recordar alguns episódios...
Um amigo meu trabalhava numa loja de electrodomésticos. Lembrou-se um dia de trazer um comando de um televisor igual ao que tínhamos no café! E deliciou-se a dar cabo da cabeça do meu pai! Tadinho... não podia ter sido mais gozado! Escusado será dizer que o Sérgio andou algum tempo a beber café com sal!...
E daquela vez em que o nosso senhorio se lembrou de ir de férias e colocar um alfinete de dama no cabo da antena que dava para nossa casa? Ficou com a porta e a clarabóia que davam para o telhado partidas, vinte e quatro alfinetes de dama espetados no seu cabo de antena, e nunca se queixou! ( Espero que estejam os dois no mesmo sítio! Sempre te vais divertindo enquanto não chegamos!... E as 'vós sempre te vão controlando...)
Eu em plena queda livre, com dois instructores agarrados a mim, a entrar em perda à conta da porcaria do altímetro e tu a voares à minha volta, a gozar comigo!...
A tua calma e descontracção a cumprimentar uma prima, a falares com ela durante quase dez minutos, e depois de ela se ter afastado, perguntares "Quem é esta?"
O estado de sítio em que deixavas a cozinha, quando te propunhas estrelar um ovo!
Rimo-nos naquela altura, e ri-me hoje. Continuas por cá!
quarta-feira, 9 de abril de 2008
Ajuda, precisa-se!!
Estou a planear uma festa para dia 21 de Junho, e conto com cerca de 200 pessoas.
Tenho data, tenho convidados, mas não tenho local...
Se alguém souber de um espaço que comporte tanta gente, que tenha mesas e cadeiras para sentar tantos rabos (terráqueos, claro, não se assustem!) e de preferência uma cozinha e assadores, nas zonas da Amadora, Queluz, Massamá ou perto, por favor, digam-me!
Ah, se houver um palcozito, o RCTrio e mais umas coisinhas lindas agradecem! Se não houver, paciência, a malta improvisa!
Besitos da Lua desesperada!
Upssss!!! Uma estrelinha!!!
Juro que fui apanhada de surpresa, não contava com ela!... É daquelas coisas que julgamos mesmo que não vão acontecer! ( É que as estrelas estão para as luas, como os alentejanos para os lisboetas...) Mas aconteceu!... (Esta soube mesmo puxar o lustro! As coincidências entre os nossos mantos eram tantas, que quase nos poderiam trocar os nomes!) Uma das estrelas mais brilhantes que já conheci!!
Formalizadas as apresentações, sentámo-nos para dois dedos de conversa... E não é que além de linda, a estrelinha é mais que simpática?!? E inteligente! E bem disposta! Fez-me ver que todas as situações que aparentemente são más, têm sempre algo de positivo, quanto mais não seja, porque não ganhamos nada em pensar o contrário! Nem Dalai Lama o diria melhor!
Gostei! E sei que vou gostar ainda mais de a encontrar das próximas vezes!
terça-feira, 8 de abril de 2008
Quando viram as fotos, acharam os meus novos amigos lindos, mas muito magrinhos, especialmente o zmsantos!...
Logo se insurgiu a minha prima Lua de Mel! - "MisteriosaLua, vamos lá tratar de engordar o moçoilo!" E pediu-me para tratar da tradução... (nem de propósito, pois já estava prometido postar um dos seus deliciosos textos...) Aqui vai!
Pudim de peixe
500 gr de peixe (não recomendo os abletes, por causa da brutalidade de espinhas...)
150 gr de miolo de pão
2 dl de leite
1 chávena de molho de tomate
3 ovos
margarina
sal, pimenta e noz moscada
Coze-se o peixe, retiram-se a pele e as espinhas. Depois de frio, passa-se pelo passe-vite.
Em leite morno amolece-se o pão e junta-se ao peixe.
Adicionam-se as gemas e tempera-se com o sal, a pimenta e a noz moscada.
Batem-se as claras em castelo bem firme e envolvem-se no preparado anterior.
Unta-se uma forma de pudim com margarina e deita-se tudo lá para dentro.
Leva-se a cozer em banho-maria durante 45 minutos.
Desenforma-se, rega-se com o molho de tomate e serve-se com salada.
Para a sobremesa,
Bolo Chinês
1 pão de ló
2 pacotes de natas
2 ovos
2 latas de pêssego em calda (ou outra fruta a gosto, ou mesmo uma mistura...)
Fatia-se o pão de ló e os pêssegos em calda.
Batem-se as natas com as claras dos ovos e açúcar.
Forra-se o fundo de uma taça de doce altinha com as fatias de pêssego alternadas com as natas. Cobre-se com as fatias de pão de ló embebidas na calda.
Vão-se alternando as camadas de fruta com as de pão de ló até ao cimo da taça.
Serve-se bem frio.
Não recomendou o vinho, pois os vossos são diferentes, mas que a refeição fosse em boa companhia! Cai sempre melhor!
domingo, 6 de abril de 2008
Mesmo contando com possíveis atrasos, às 10h, já deveriam ter chegado à tal rotunda que dá acesso à ponte velha, o que lhes deveria dar tempo para montar o stand de vendas da Decathlon, antes da nossa chegada.
Um telefonema, para confirmar que não tinha havido mudança de planos. Tudo ok! Metemo-nos então a caminho, ao som da RFM, que é como o Rogério! E a boa disposição aumentava ao ritmo dos quilómetros percorridos!, connosco a imaginar as expressões de incredulidade com que seríamos recebidas!
No banco de trás, juntamente com os mantos resplandescentes, os miminhos para cada um dos nomes citados como confirmados para este encontro, e que eu contava conhecer...
Chegámos, por fim, à Barragem, que afinal não era Barragem, era Albufeira. E lá estava o zmsantos à nossa espera, para nos indicar o local onde nos aguardavam, ele e a Fátima, o zé dos anzóis e a Patrícia, a Isabel, o João e A CONCORRÊNCIA.
Daqui para a frente, passo a palavra aos surpreendidos! Estou ansiosa por ver as fotos!
Espero que tenham gostado da surpresa, nós adorámos!
Besitos aos sete!
sábado, 5 de abril de 2008
Uma das minhas muitas metades
Recebi esta mensagem no meu telemóvel. Veio do melhor dos só amigos. Referia-se à nossa adolescência, saudável, alegre e despreocupada, como deveriam ser todas.
A família, não a escolhi. No entanto, se me dessem para as mãos um pedaço de barro e a liberdade de poder moldar os pais e avós perfeitos, a única coisa que acrescentaria aos meus seria a eternidade. As saudades que a falta dessa qualidade provoca!...
Já os amigos, tive a sorte de os poder escolher, um a um, do lote enorme de conhecidos que entram e saiem das nossas vidas.
O autor desta mensagem baralha-me, na medida em que, após tantos minutos, horas, semanas, meses, anos, já não distingo muito bem em qual dos grupos se insere.
Lembro-me dele desde que me lembro de mim como sou hoje. Ajudamo-nos a crescer. Amparamo-nos e celebramos juntos (pequenas grandes vitórias!). Choramos e gargalhamos (adoro as suas gargalhadas!). Organizamos idéias e ideais (e viagens de finalistas!). Descobrimo-nos. Apadrinhamo-nos (se bem que a colher ainda não esteja decorada, os ensaios para a valsa do baile de gala, coordenados pelo senhor meu pai nunca serão esquecidos!). Adoptamo-nos. Zangamo-nos e fizemos as pazes (os abraços, apertadinhos!...). Sabemos do outro tanto ou mais que de nós próprios (mesmo aquelas coisas feias de que nos vimos a arrepender...).
Tinhamos tempo para conversar, para estar, simplesmente (os nossos silêncios nunca foram incómodos...), para olhar nos olhos e ver o outro lado de nós, como ele tão bem disse.
Ainda bem que nos conhecemos nessa altura. Hoje poderíamos não ter esse tempo. Nem esta amizade, esta extensão de nós! E não seríamos quem somos...
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Hoje fiz três amigos, o Rogério, o Rui e o Paulo!
Gostaria de ter feito mais, mas os membros do Ass a Fora Inc., resolveram não aparecer! E logo hoje, que me ia deixar desta coisa dos mistérios!... Temos pena!... Agora terão mesmo de esperar por domingo! E porque a Lua não é mentirosa, aqui fica o registo da noite! Apresento as minhas desculpas pelos torcicolos que possa originar, mas a culpa é do telemóvel! Reclamem no balcão da Nokia, é o que vos digo!...
Fiquei a saber que a semana passada o meu pedido não foi atendido... Sol, não tiveste sorte, mas hoje o RCT abriu a noite com as Pontes, do Pedro Abrunhosa! Redimiram-se bem! E como tem sido hábito, o Encosta-te a mim, não faltou!
RCT, gostei muito da noite, mesmo com os toques de José Cid e Tony Carreira! LOL! Relembro os trabalhos de casa: Tatuagens e Sexto Andar... Manter o suspense, também! ;)
Besitos aos três e aos que não estiveram, também! Até domingo!
quarta-feira, 2 de abril de 2008
A sexta fase da Lua
O pequeno satélite foi passar uns dias com a avó e o avô Marte (como se encaixa tão bem este nome, Marte, nas pessoas dos meus sogros! E ainda a Margarida diz que não há coincidências!...). E eu passei de minguante, a quase vazia. É esta a sexta fase da Lua.
Vazia, do mau feitio ao acordar, reclamando a plenos pulmões o seu leite quentinho, acompanhado de estrelitas acabadas de apanhar.
Vazia, da guerra diária do trocar das fraldas, do lavar dos dentes, do vestir do manto, aquele que tem os bonecos que dão no canal da Ursa Maior (julgo que equivalerá ao vosso Panda...).
Vazia, da chantagem emocional para conseguir ficar no andar de baixo, comigo, em lugar de se juntar aos outros pequenos satélites da sua idade, que ocupam o andar de cima.
Vazia, das birras que teima em fazer ao sair da escolinha, porque quer a casinha, o jardim, o parque, os amigos, a loja, os baloiços, mas nunca, nunca ir para casa!
Vazia, de ter de drenar e reconstituir aquilo que era uma casa de banho antes da sua banhoca, ao final do dia.
Vazia, do cansaço e da luta para conseguir, por fim, que se deite na sua nuvem fofinha, após me ter passado um atestado de ignorância, no que ao Noddy diz respeito.
Pensando bem, não deveria eu estar contente, e aproveitar a folga que os avós Marte me concederam? Deveria, pois! Vou aproveitar ao máximo estes dias para recuperar forças, arejar a cabeça, esticar pernas, conviver!... Mas farei tudo isto vazia!...
Vazia, do sorriso lindo com que me brinda quando termina o leite e salta para a minha cama, para os momentos de brincadeira matinal, recheados de cócegas e gargalhadas!
Vazia, da companhia que tenho quando bebo o meu primeiro café do dia e das conversas que vamos tendo a caminho da escolinha!
Vazia, dos beijos que recebo sempre que nos cruzamos durante o dia, e dos "É a minha mãe!", sempre que acarinho outro pequeno astro!
Vazia, de descobrir, já a caminho de casa, que em lugar de "muitas bolas", passou a dizer "imensas bolas", que já conta até quatro, e que a bola do Benfica é "lhelha"!
Vazia, daqueles momentos só nossos, depois da banhoca, em que o beijo e ele se anticipa e me diz "humm, xeia bem!"!
Vazia, de o olhar enquanto dorme...
Caramba, que vazia é esta fase!...
Primeiro Almoço Ass a Fora Inc.! YES!!
Assim sendo, digo o mesmo que a namorada do Dino: Eu Vou!, mas não ao Rock in Rio...
Vou ao Primeiro Almoço Ass a fora Inc.! YES!!
Termino o turno de Quarto Minguante, e faço-me à estrada!, ansiosa e curiosa por conhecer os que de forma tão agradável têm olhado para a Lua!...
Embora todos os presentes mereçam o meu cumprimento, não seria justo não salientar os meus interlocutores de serviço...
#Os denominadores comuns, pelos braços abertos!
#O zmsantos, com os seus comentários simpáticos e acolhedores!
#A CONCORRÊNCIA, sempre divertida e bem disposta!
#O zé dos anzóis, pelo sentido de humor e simpatia alentejana!
A todos, besitos!, que domingo não tarda!
