Hoje, acordei sem despertar. Ou despertei sem acordar. Levantei-me, simplesmente. Mas levantar não significa, necessariamente, acordar. E apesar de não ser sonâmbula, agi como tal.
Coisa rara é alguma coisa conseguir tirar-me da cama durante o sono. Normalmente, vou direitinha até ao dia seguinte. Mas senti uma sede tão grande que a minha boca secou.
Fui até à cozinha, abri o frigorífico sem conseguir abrir os olhos como deve de ser, e virei meio litro de água goela abaixo. Depois voltei para a cama com a ajuda de todos os meus outros sentidos, que não a visão.
Quando voltei para debaixo dos lençóis, os meus olhos resolveram abrir-se, e decidiram permanecer assim pelas horas seguintes. Sem que eu percebesse, o meu sono deve ter-se escapado e escondido dentro do frigorífico, enquanto eu bebia a água, distraída.
Recusei-me a ligar a televisão às 3h da manhã. A acender a luz, ou a agarrar no livro que estava na cabeceira e ler até ao sol nascer. Acabei por ver o dia amanhecer, sem a ajuda do livro ou da televisão. Perturbada de sede!
Mas não era sede de água. Não era o meu corpo a pedir líquido. Era sede na alma, mesmo. Percebi que ando a cuidar tão mal do corpo quanto da alma, que está claramente desidratada.
Era tanta sede para ser sentida aquela hora da madrugada. E tudo o que eu queria era um gole de água, enquanto, na realidade, tudo o que eu precisava era de um gole de várias outras coisas… um gole só!
Um gole de força, para hidratar a minha coragem. Um gole de calma, para saciar a minha ansiedade. Um gole de luz, para enxergar na escuridão. Um gole de energia, para motivar o meu corpo. Um gole de paixão, para turbinar a tusa pela vida. Um gole de paciência, para controlar esta ânsia de viver tudo tão intensamente.
Um gole de cada coisa agora, para quando a felicidade chegar, eu me sentir no direito absoluto de beber tudo de uma só vez, sem parar para respirar.
Fui até à cozinha, abri o frigorífico sem conseguir abrir os olhos como deve de ser, e virei meio litro de água goela abaixo. Depois voltei para a cama com a ajuda de todos os meus outros sentidos, que não a visão.
Quando voltei para debaixo dos lençóis, os meus olhos resolveram abrir-se, e decidiram permanecer assim pelas horas seguintes. Sem que eu percebesse, o meu sono deve ter-se escapado e escondido dentro do frigorífico, enquanto eu bebia a água, distraída.
Recusei-me a ligar a televisão às 3h da manhã. A acender a luz, ou a agarrar no livro que estava na cabeceira e ler até ao sol nascer. Acabei por ver o dia amanhecer, sem a ajuda do livro ou da televisão. Perturbada de sede!
Mas não era sede de água. Não era o meu corpo a pedir líquido. Era sede na alma, mesmo. Percebi que ando a cuidar tão mal do corpo quanto da alma, que está claramente desidratada.
Era tanta sede para ser sentida aquela hora da madrugada. E tudo o que eu queria era um gole de água, enquanto, na realidade, tudo o que eu precisava era de um gole de várias outras coisas… um gole só!
Um gole de força, para hidratar a minha coragem. Um gole de calma, para saciar a minha ansiedade. Um gole de luz, para enxergar na escuridão. Um gole de energia, para motivar o meu corpo. Um gole de paixão, para turbinar a tusa pela vida. Um gole de paciência, para controlar esta ânsia de viver tudo tão intensamente.
Um gole de cada coisa agora, para quando a felicidade chegar, eu me sentir no direito absoluto de beber tudo de uma só vez, sem parar para respirar.
4 comentários:
Tenho aqui um barril cheio de amizade para te dar. Vou já mandar-to para aí. Sei que precisas de muito mais, mas sei também que matarás com certeza muito em breve todas as outras sedes. É só esperares um cadito, pacientemente, amiga. Entretanto todos os dias faço questão de te fazer chegar um barril da unica coisa que tenho possibilidade de te oferecer.
Beijos, muitos e grandes
Não sejas maricas.
Olha sempre para a frente, e vais vêr que isso passa,se não passar"CHAMA POR MIM".
Beijocas
São sedes sentidas por todos nós. Alguns se dão conta e procuram fazer algo ou, simplesmente, convivem com elas em plena resignação. Outros sequer são capazes de se perceberem e passam a vida infelizes e a infernizar a vida de quem os rodeia.
Fico feliz quando vejo alguém assumir as próprias fomes e sedes...Sei que estou a falar de GENTE de verdade.
Beijo redondo, amiga LUA
Não é muito fácil escrever assim sobre as fomes e as sedes que temos.
Tenta saciar as tuas sedes da melhor maneira que soubres. Mas não fiques à espera que a felicidade chegue: vai atrás dela! Corre, se for preciso...
Um beijo, porque te gosto, porra!
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