quarta-feira, 29 de junho de 2011
sábado, 26 de fevereiro de 2011
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
domingo, 5 de dezembro de 2010
Procura-me
Procura-me na onda que abraça
No vento que trespassa
E fica tatuado.
E o olhar levanta-se,
Atira a sua lágrima de alegria
Cobrindo todo o areal:
Fica e passa...
Na onda que abraça!
Procura-me no azul que beija
Em tudo o que se deseja
E nasce a cada hora.
E a pele ferve-se,
Faz-se poema outra vez e sempre
Inquietando o areal:
Falta e sobeja...
Na onda que beija!
Procura-me no silêncio que canta
No corpo que luta e se levanta
E se lava nas águas loucas.
E o tempo é meu,
Volta na ponta dos meus dedos
serpenteando o areal:
A vida é tanta...
No silêncio que canta!
Obrigada, Pedro! Na mouche!
No vento que trespassa
E fica tatuado.
E o olhar levanta-se,
Atira a sua lágrima de alegria
Cobrindo todo o areal:
Fica e passa...
Na onda que abraça!
Procura-me no azul que beija
Em tudo o que se deseja
E nasce a cada hora.
E a pele ferve-se,
Faz-se poema outra vez e sempre
Inquietando o areal:
Falta e sobeja...
Na onda que beija!
Procura-me no silêncio que canta
No corpo que luta e se levanta
E se lava nas águas loucas.
E o tempo é meu,
Volta na ponta dos meus dedos
serpenteando o areal:
A vida é tanta...
No silêncio que canta!
Obrigada, Pedro! Na mouche!
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Estória de EMBALhAR...
Julgo que QUASE todos os pais passam pelo suplício que é a "fase" em que as crianças adquirem o início daquilo que será, futuramente, o denominado Humor Jabardolas. Contando que este não refina, apenas apura o nível da obscenidade, optei por tomar as devidas medidas enquanto a coisa não passa do "xixi", "cocó" e "peido", ainda que, de forma obviamente incómoda, estes vocábulos sejam proferidos, na maioria das vezes, à mesa. Sabendo que, na impossibilidade de vencê-LO, mais valeria juntar-se a ELE, o dIAZ põe agora o Mariachito a nanar com um estória de encantar inventada por ele. A coisa teve tanto sucesso, texto e ilustrações, que o dIAZ decidiu partilhar convosco, meus TRÊS (3) leitores assíduos.
A Improvável Vida da Remela Joana
Pág. 1 - Gabriel acordava, todos os dias (menos ao Sábado), com muito sono. Por muito que, na noite anterior se lhe dissesse Tens que te ir deitar senão acordas com muito sono, ele pedia sempre Mais um bocadinho, inventando mil e uma desculpas para continuar a correr pela casa com as Meias de Andar Descalço.
Pág. 2 - De manhã, os lençóis da cama pareciam ter cola. Ou seria de estarem quentinhos? Gabriel virava-se para o lado esquerdo quando o pai dizia Acorda, filho e rebolava para o lado direito quando a mãe dizia Pssssst. Depois, esfregava um pouco os olhos e, ainda antes de abri-los, tirava as remelas, enrolando-as entre os dedos. Depois, deitava-as fora.
Pág. 3 - Naquela manhã, porém, Gabriel sentiu que a remela do seu olho esquerdo tinha algo de especial. Em primeiro lugar, porque era maior e mais dura que as do costume. Depois, porque o pai disse Deixa-me ver e ele só pedia isso em relação aos macacos do nariz, aos quais chamava burriés, coisa que o Gabriel achava estranha por ser o mesmo nome que tinham aqueles caracóis do mar que costumavam apanhar nas poças das rochas de Vila Nova de Milfontes e Praia do Malhão.
Pág. 4 - Gabriel e o pai olharam atentamente para a remela e acharam que esta era, na verdade, especial. Era uma bela remela. Parecia mesmo olhar para eles e sorrir, como que pedindo Por favor, não se desfaçam de mim. Guardem-me. Fiquem comigo. Eu adoro-vos. Gabriel e o pai olharam um para o outro, sorriram e disseram, quase ao mesmo tempo Vamos chamar-te Joana. A remela sorriu e aninhou-se entre os dedos do Gabriel, para dormir, porque as remelas são como as corujas, dormem de dia e à noite passeiam-se pelas pálpebras das pessoas.
Pág. 5 - Às escondidas da mãe, que normalmente tinha nojo destas coisas, guardaram a Remela Joana na caixa de um anel, sobre um pouco de algodão, para que se sentisse quentinha e confortável. Deitaram-na com muito cuidado para não a acordar e cada um deu-lhe um beijinho, dos doces, como os do Gabriel. Depois, o pai foi trabalhar e o Gabriel foi para a escolinha, que era o trabalho dele.
Pág. 6 - Ao abrir a porta, o pai despediu-se Bom karaté, filho. Chego a horas de jogarmos um jogo e o Gabriel respondeu Ok, pai. Trabalha bem. Fecha a porta devagar para não acordares a Joana. Parecia, pois, um dia normal. Mas ambos sabiam que tinham, agora, uma remela muito especial para cuidar com carinho.
Pág. 7 - O dia passou devagar, porque normalmente os dias em que apetece chegar a casa depressa passam mais devagar. Gabriel só pensava na Joana e na hora em que iria revê-la, dar-lhe abraços e fazer-lhe cócegas. Ao vê-lo a olhar o vazio, a educadora perguntou-lhe Em que estás a pensar? ao que ele respondeu Na minha remela que deixei em casa. Ela abriu os olhos, muito espantada, e exclamou Blééérgh.
Pág. 8 - À tarde, e como de costume, o avô dIAZ e a avó Natália foram buscar o netinho querido. Gabriel apressou-se a contar-lhes a boa nova e gritou, já no carro Ó avó e avô, eu tenho uma remela que se chama Joana e está guardada numa caixinha para eu brincar com ela quando chegar a casa. Os avós olharam para ele e disseram, os dois ao mesmo tempo Bléééérgh.
Pág. 9 - Quando a mãe chegou a casa dos avós, o Gabriel não lhe disse nada, sabendo que devia guardar segredo. Mas os avós não conseguiram fazer o mesmo e disseram Ó Marta, sabias que o Gabriel tem uma remela guardada em casa? A mãe olhou para ele, abriu muito os olhos e exclamou Bleeeeeergh.
Pág. 10 - Quando chegaram a casa, o Gabriel correu para a caixinha, abriu-a e Joana disse, enfurecida, Estava a ver que nunca mais. Estou à tua espera há uma eternidade, com a sua voz muito aguda. Gabriel disse-lhe Desculpa, amiguinha, mas eu tenho que ir para a escola e não te posso levar porque as pessoas têm muito nojo de ti. Joana olhou muito séria para o seu dono e começou a chorar. Sinto-me tão sozinha, soluçou. Gabriel fez-lhe uma festa na cabeça, mesmo por cima do seu cabelo amarelo esverdeado, e tentou confortá-la Estou certo de que o meu pai vai arranjar uma solução para isso.
Pág. 11 - Gabriel ouviu a porta da rua fechar e correu para o pai, dando-lhe um enorme e forte abraço, à homem, com palmadinhas nas costas e tudo. Pai, a Joana está muito triste porque se sente muito sozinha, disse. Foram os dois falar com ela. Assim que o pai abriu a caixinha, ouviu a triste remela a chorar, um choro muito esganiçado. Então, pequena, porque choras?, perguntou.
Pág. 12 - A Joana respondeu, muito zangada Estou muito sozinha, é horrível. O meu dono Gabriel disse que tu tinhas uma solução para isto. O pai sorriu, olhou para o filho e viu que também ele estava a ficar triste. Foi então que o pai levantou a camisola, escarafunchou o umbigo e retirou de lá uma bolinha de cotão. Tinha uns grandes olhos e um sorriso enorme. Depositou-a ao lado da Joana e o cabeludo amigo apressou-se a apresentar-se Olá! O meu nome é João Cotão. E o teu?, Remela Joana, respondeu ela, enxugando as lágrimas. Foi amor ao primeiro nojo!
Pág. 13 - Ramela Joana e João Cotão casaram e foram muito felizes. Fizeram uma bonita casa dentro da caixinha. Até tinham uma televisão com o Disney Channel, o Canal Panda e o Toy Story 3. Às vezes, de manhã, o Gabriel depositava lá outra remela. E outra. E ainda outra. Mas nunca mais houve uma que fosse tão boa e grande e dura como a Joana. O pai seguia o exemplo e, às vezes, quando chegava a casa, punha na caixinha mais uma ou outra bolinha de cotão, que era sempre da cor da camisola que vestia. Em pouco tempo, a caixinha tornou-se uma casa feliz e alegre, cheia de bolinhas de cotão a brincar e remelas a cantar e a jogar às escondidas. João e Joana foram felizes para sempre e nunca mais ninguém lhes disse Bleeeeergh. Muitos anos depois, Gabriel descobriu porque é que as pessoas tinham tanto nojo de remelas e burriés. Porque, quando se é crescido, chamamos-lhes "excreção". E isso é, realmente, um nome muito feio. Joana é muito mais bonito. Martim é beto, diz o pai.
*
Nota para os que me conhecem:
Este texto exemplifica bem que " todos os que passam por nós, deixam um bocadinho cá dentro". Talvez seja do dIAZ que eu herdei a minha badalhoquice sobejamente conhecida!
**
Nota para self:
Espero que esse bocadinho não seja uma remela...
***
Nota para quem não conhece o dIAZ e e se sente compulsivamente obstinado a conhecer:
http://elmariachidiaz.blogspot.com/2010/11/estoria-de-embalhar.html
A Improvável Vida da Remela Joana
Pág. 1 - Gabriel acordava, todos os dias (menos ao Sábado), com muito sono. Por muito que, na noite anterior se lhe dissesse Tens que te ir deitar senão acordas com muito sono, ele pedia sempre Mais um bocadinho, inventando mil e uma desculpas para continuar a correr pela casa com as Meias de Andar Descalço.
Pág. 2 - De manhã, os lençóis da cama pareciam ter cola. Ou seria de estarem quentinhos? Gabriel virava-se para o lado esquerdo quando o pai dizia Acorda, filho e rebolava para o lado direito quando a mãe dizia Pssssst. Depois, esfregava um pouco os olhos e, ainda antes de abri-los, tirava as remelas, enrolando-as entre os dedos. Depois, deitava-as fora.
Pág. 3 - Naquela manhã, porém, Gabriel sentiu que a remela do seu olho esquerdo tinha algo de especial. Em primeiro lugar, porque era maior e mais dura que as do costume. Depois, porque o pai disse Deixa-me ver e ele só pedia isso em relação aos macacos do nariz, aos quais chamava burriés, coisa que o Gabriel achava estranha por ser o mesmo nome que tinham aqueles caracóis do mar que costumavam apanhar nas poças das rochas de Vila Nova de Milfontes e Praia do Malhão.
Pág. 4 - Gabriel e o pai olharam atentamente para a remela e acharam que esta era, na verdade, especial. Era uma bela remela. Parecia mesmo olhar para eles e sorrir, como que pedindo Por favor, não se desfaçam de mim. Guardem-me. Fiquem comigo. Eu adoro-vos. Gabriel e o pai olharam um para o outro, sorriram e disseram, quase ao mesmo tempo Vamos chamar-te Joana. A remela sorriu e aninhou-se entre os dedos do Gabriel, para dormir, porque as remelas são como as corujas, dormem de dia e à noite passeiam-se pelas pálpebras das pessoas.
Pág. 5 - Às escondidas da mãe, que normalmente tinha nojo destas coisas, guardaram a Remela Joana na caixa de um anel, sobre um pouco de algodão, para que se sentisse quentinha e confortável. Deitaram-na com muito cuidado para não a acordar e cada um deu-lhe um beijinho, dos doces, como os do Gabriel. Depois, o pai foi trabalhar e o Gabriel foi para a escolinha, que era o trabalho dele.
Pág. 6 - Ao abrir a porta, o pai despediu-se Bom karaté, filho. Chego a horas de jogarmos um jogo e o Gabriel respondeu Ok, pai. Trabalha bem. Fecha a porta devagar para não acordares a Joana. Parecia, pois, um dia normal. Mas ambos sabiam que tinham, agora, uma remela muito especial para cuidar com carinho.
Pág. 7 - O dia passou devagar, porque normalmente os dias em que apetece chegar a casa depressa passam mais devagar. Gabriel só pensava na Joana e na hora em que iria revê-la, dar-lhe abraços e fazer-lhe cócegas. Ao vê-lo a olhar o vazio, a educadora perguntou-lhe Em que estás a pensar? ao que ele respondeu Na minha remela que deixei em casa. Ela abriu os olhos, muito espantada, e exclamou Blééérgh.
Pág. 8 - À tarde, e como de costume, o avô dIAZ e a avó Natália foram buscar o netinho querido. Gabriel apressou-se a contar-lhes a boa nova e gritou, já no carro Ó avó e avô, eu tenho uma remela que se chama Joana e está guardada numa caixinha para eu brincar com ela quando chegar a casa. Os avós olharam para ele e disseram, os dois ao mesmo tempo Bléééérgh.
Pág. 9 - Quando a mãe chegou a casa dos avós, o Gabriel não lhe disse nada, sabendo que devia guardar segredo. Mas os avós não conseguiram fazer o mesmo e disseram Ó Marta, sabias que o Gabriel tem uma remela guardada em casa? A mãe olhou para ele, abriu muito os olhos e exclamou Bleeeeeergh.
Pág. 10 - Quando chegaram a casa, o Gabriel correu para a caixinha, abriu-a e Joana disse, enfurecida, Estava a ver que nunca mais. Estou à tua espera há uma eternidade, com a sua voz muito aguda. Gabriel disse-lhe Desculpa, amiguinha, mas eu tenho que ir para a escola e não te posso levar porque as pessoas têm muito nojo de ti. Joana olhou muito séria para o seu dono e começou a chorar. Sinto-me tão sozinha, soluçou. Gabriel fez-lhe uma festa na cabeça, mesmo por cima do seu cabelo amarelo esverdeado, e tentou confortá-la Estou certo de que o meu pai vai arranjar uma solução para isso.
Pág. 11 - Gabriel ouviu a porta da rua fechar e correu para o pai, dando-lhe um enorme e forte abraço, à homem, com palmadinhas nas costas e tudo. Pai, a Joana está muito triste porque se sente muito sozinha, disse. Foram os dois falar com ela. Assim que o pai abriu a caixinha, ouviu a triste remela a chorar, um choro muito esganiçado. Então, pequena, porque choras?, perguntou.
Pág. 12 - A Joana respondeu, muito zangada Estou muito sozinha, é horrível. O meu dono Gabriel disse que tu tinhas uma solução para isto. O pai sorriu, olhou para o filho e viu que também ele estava a ficar triste. Foi então que o pai levantou a camisola, escarafunchou o umbigo e retirou de lá uma bolinha de cotão. Tinha uns grandes olhos e um sorriso enorme. Depositou-a ao lado da Joana e o cabeludo amigo apressou-se a apresentar-se Olá! O meu nome é João Cotão. E o teu?, Remela Joana, respondeu ela, enxugando as lágrimas. Foi amor ao primeiro nojo!
Pág. 13 - Ramela Joana e João Cotão casaram e foram muito felizes. Fizeram uma bonita casa dentro da caixinha. Até tinham uma televisão com o Disney Channel, o Canal Panda e o Toy Story 3. Às vezes, de manhã, o Gabriel depositava lá outra remela. E outra. E ainda outra. Mas nunca mais houve uma que fosse tão boa e grande e dura como a Joana. O pai seguia o exemplo e, às vezes, quando chegava a casa, punha na caixinha mais uma ou outra bolinha de cotão, que era sempre da cor da camisola que vestia. Em pouco tempo, a caixinha tornou-se uma casa feliz e alegre, cheia de bolinhas de cotão a brincar e remelas a cantar e a jogar às escondidas. João e Joana foram felizes para sempre e nunca mais ninguém lhes disse Bleeeeergh. Muitos anos depois, Gabriel descobriu porque é que as pessoas tinham tanto nojo de remelas e burriés. Porque, quando se é crescido, chamamos-lhes "excreção". E isso é, realmente, um nome muito feio. Joana é muito mais bonito. Martim é beto, diz o pai.
*
Nota para os que me conhecem:
Este texto exemplifica bem que " todos os que passam por nós, deixam um bocadinho cá dentro". Talvez seja do dIAZ que eu herdei a minha badalhoquice sobejamente conhecida!
**
Nota para self:
Espero que esse bocadinho não seja uma remela...
***
Nota para quem não conhece o dIAZ e e se sente compulsivamente obstinado a conhecer:
http://elmariachidiaz.blogspot.com/2010/11/estoria-de-embalhar.html
terça-feira, 26 de outubro de 2010
26 de Outubro

É oficial! O dia 26 de Outubro vai passar a ser o meu dia preferido do ano, logo a seguir ao meu aniversário! ;)
Pela segunda vez na minha vida, que de curta vai tendo pouco, esta data fez-me experimentar as sensações de felicidade, aconchego, amor, carinho...
Por outras razões, e ainda que com um sorriso, amizade e profundo respeito, fez-me verter uma lágrima...
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
terça-feira, 24 de agosto de 2010
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Aspirações!...
Gostava de ser poeta!.... Mandar-te para a puta-que-te-pariu, de um modo mais subtil que este!...
domingo, 18 de julho de 2010
segunda-feira, 31 de maio de 2010
quarta-feira, 19 de maio de 2010
Grande Rodrigo, na Catedral
Para que não passe em branco esse momento, aqui fica o recuerdo!
Não fica lindo, o Rodrigo, de boné benfiquista?
domingo, 3 de janeiro de 2010
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Ando a sentir falta...

Porque te escolho, neste sussurro sem retorno? Porque te quero no meu sono, se iluminaste sobretudo o que não fui? Morreste-me antes que eu morresse e não consigo morrer sem ti. Nunca consegui. Todos os dias da minha vida estive contigo. Como se todas as amizades anteriores fossem só o caminho para chegar a ti. Como se todas as amizades posteriores fossem apenas a ausência de ti.
Inês Pedrosa, no livro Fazes-me falta
Inês Pedrosa, no livro Fazes-me falta
Há dias que de tão loucos, só se tem vontade de morrer. Não, não me aconteceu nada. Só muito trabalho. Aquele cansaço, cuja única vontade (con)sequente é fechar os olhos e ir para o nunca. O corpo dói. Mas, consigo dormir. E dormir funciona assim como um tipo de morte breve. Durmo, morro, ressuscito no dia seguinte.
Em dias de cansaço, sou instinto. Bicho. Sinto fome, sinto medo e sinto falta. Ando a sentir falta. Da minha família. De algumas memórias. E, às vezes, até de mim. Não é solidão, não. Gosto do silêncio. O que acontece, uma vez por outra, é que as cadeiras vazias, os lugares à mesa, a cama perfeitamente esticada e os muitos copos limpos na cozinha ficam mais visíveis. E lembro-me. E sinto falta...
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Então, e se ...
... a malta viesse jantar cá a casa na próxima sexta-feira?
Sei que é um cadito em cima da hora, mas com boa vontade, tudo se faz!!!
Sejam rápidos a dar-me a vossa confirmação, ok?
Besitos a tuedos!
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Sôdade!...
Um baloiço de cordas
Amarrado naquela àrvore...
Hum!.. Coisas do meu pai...
Hoje, duas saudades:
As mãos do meu pai a empurrarem-me
E a leveza do meu sorriso...
Sorriso de criança apaixonada pelo pai...
Pelo pai que deve estar por aí
A empurrar algum anjo
Num baloiço de cordas de nuvem
Amarradas nas pontinhas de alguma estrela....
Saudades, pai!!!
(... e a culpa é tua, Poeta!...)
sexta-feira, 21 de agosto de 2009
E se vos disser que...
... os protagonistas das fotos abaixo estão a dormir, na mesma cama, no quarto ao lado do meu?...
E que foi lindo vê-los adormecer de mãos dadas?
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Ela chegou sem avisar e apanhou-me desprevenida e desarmada. Há muito que anda a tentar ser notada por mim, e aproveita qualquer espaço, por menor que seja, para se mostrar, porque não suporta mais ser ignorada. Cansou-se de ficar escondida por detrás do meu sorriso amarelo, do meu olhar perdido para o nada, da ausência da minha alegria e do meu entusiasmo de ser e existir. Deixo, então, que a tristeza ocupe o espaço que lhe tem sido negado, e que lhe pertence por direito, e espero que me mostre para que veio.
Acho que quando a dor é aceite, dói pela metade e apressa-se a ir embora, pois uma vez aceite, incomoda cada vez menos, até deixar de existir. Só que enquanto ainda dói, faz-me sentir sono, e o sono vem depois do choro cansado e agudo que ela me provoca, sem se importar com mais nada, pedindo para a minha mente e o meu corpo se desligarem um pouco.
Chorar até me faz bem, alivia as angústias e esvazia-me de mim mesma. Ando cansada de tentar entender-me a mim, aos outros e ao mundo. Cansada de buscar respostas para o que é humanamente incompreensível. Então, deixo! Deixo-me esvaziar do meu próprio cansaço mental e espiritual, permito-me estar do modo que eu preciso estar agora, mesmo sem um motivo palpável.
Não acusem mais a tristeza de ser a má da fita, párem de tentar camuflá-la em falsas alegrias e sorrisos amarelos. Não digo que tenhamos de ser tristes, longe disso. O que quero dizer é que todos nós temos um pouco que seja de tristeza, que quando oprimida, fica cada vez mais incómoda, até ficar profunda e inflamada. Quando ela for inevitável, deixem que entre, tratem-na com cordialidade, é apenas uma visita breve. Ela não vem para ficar, não quer tomar o espaço da alegria, é singela e humilde, e só vem para preparar o ambiente para uma futura alegria, que se antes não fosse uma dor, passaria despercebida.
“A dor é inevitável, o sofrimento é opcional”. Não sei quem foi o sábio que disse estas palavras, mas ela sintetiza tudo o que quero dizer. Sentir dor é diferente de sofrer, o sofrimento fere e deixa marcas profundas, e pode ser uma escolha. A dor é inevitável, mas é sóbria e tem fundamento, chega e vai embora como uma brisa suave, não deixa saudades, mas deixa-nos melhor do que quando nos encontrou.
Estar triste não é ser triste e a minha tristeza está longe de ser sofrida. Finalmente entendi que a dor me ajuda a crescer enquanto gente, e a cada lágrima que ela provoca, purifica e limpa-me os olhos, para que possam ver tudo aquilo que preciso e que me tenho - inconscientemente – recusado a ver.
Acho que quando a dor é aceite, dói pela metade e apressa-se a ir embora, pois uma vez aceite, incomoda cada vez menos, até deixar de existir. Só que enquanto ainda dói, faz-me sentir sono, e o sono vem depois do choro cansado e agudo que ela me provoca, sem se importar com mais nada, pedindo para a minha mente e o meu corpo se desligarem um pouco.
Chorar até me faz bem, alivia as angústias e esvazia-me de mim mesma. Ando cansada de tentar entender-me a mim, aos outros e ao mundo. Cansada de buscar respostas para o que é humanamente incompreensível. Então, deixo! Deixo-me esvaziar do meu próprio cansaço mental e espiritual, permito-me estar do modo que eu preciso estar agora, mesmo sem um motivo palpável.
Não acusem mais a tristeza de ser a má da fita, párem de tentar camuflá-la em falsas alegrias e sorrisos amarelos. Não digo que tenhamos de ser tristes, longe disso. O que quero dizer é que todos nós temos um pouco que seja de tristeza, que quando oprimida, fica cada vez mais incómoda, até ficar profunda e inflamada. Quando ela for inevitável, deixem que entre, tratem-na com cordialidade, é apenas uma visita breve. Ela não vem para ficar, não quer tomar o espaço da alegria, é singela e humilde, e só vem para preparar o ambiente para uma futura alegria, que se antes não fosse uma dor, passaria despercebida.
“A dor é inevitável, o sofrimento é opcional”. Não sei quem foi o sábio que disse estas palavras, mas ela sintetiza tudo o que quero dizer. Sentir dor é diferente de sofrer, o sofrimento fere e deixa marcas profundas, e pode ser uma escolha. A dor é inevitável, mas é sóbria e tem fundamento, chega e vai embora como uma brisa suave, não deixa saudades, mas deixa-nos melhor do que quando nos encontrou.
Estar triste não é ser triste e a minha tristeza está longe de ser sofrida. Finalmente entendi que a dor me ajuda a crescer enquanto gente, e a cada lágrima que ela provoca, purifica e limpa-me os olhos, para que possam ver tudo aquilo que preciso e que me tenho - inconscientemente – recusado a ver.
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