domingo, 30 de março de 2008

Não consigo dormir sem antes ler, nem que seja apenas uma página de um qualquer livro... Desde luinha que assim é, e sinceramente, é hábito que não tenciono abolir. Pelo contrário, pretendo incuti-lo na minha petite lune!
E faço-o todos os dias, desde aquela altura em que assumi durante nove meses apenas o turno da Lua Cheia (sim, desvendo aqui que, ao contrário do que se pensa, somos quatro luas! É que até as luas precisam de ter tempo pessoal, familiar, folgas e férias...).
O primeiro brinquedo da petite lune foi um livro de pano, a Estrela Amarela, a sua companhia preferida.
Começou por se divertir a experimentar as texturas , os sons... manipulava-o, virava as páginas, procurando criar sentido e torná-lo significativo. Depois, passou a conseguir ver as figuras e criar uma história a partir delas, o que é, à sua maneira e de forma adequada à sua idade, ler! Óbvio, o facto de já lhe ter sido lido centenas de vezes (muitas centenas, mesmo!), ajudou.
Hoje, leio-lhe histórias tradicionais, lengalengas (obrigada, Luísa Ducla Soares), rimas, e a petite lune adora! Uso fantoches, fantoches de dedos e variações abruptas do tom de voz, quando menos se espera, tentando criar picos de atenção. Adora e participa, respondendo às perguntas que lhe faço e reproduzindo o som dos personagens! Haviam de a ver a fazer de elefante!...
Agora, entrou na fase dos livros do Noddy... E eu tento fazer o mesmo que sempre fiz. A verdade é que estou constantemente a ser corrigida... "Não, mãe, não... eu xabi, tu não!!", e rouba-me o livro das mãos, sempre que troco o nome à Macaca Marta ou à Ursa Teresa, ou chamo Riscas ao Turbulento...
Passo de contadora a ouvinte. Sei que é sinal que fiz um bom trabalho, que lhe consegui passar a arte e o gosto... Mas já começo a ter saudades do olhar embevecido, carregadinho de fantasia, pousado em mim...

5 comentários:

A CONCORRÊNCIA disse...

É assim amiga Lua Misteriosa, o tempo passa a correr e sem dares por isso a tua Lua pequenina, estará uma linda Lua Mulher. Saboreia todos os pequenos momentos, todos os pequenos mágicos pormenores porque não tarda muito deles só terás a saudade. Digo-te eu por experiência própria.

Lambidelas amigas

Zé dos Anzóis disse...

Carissina Misteriosa Lua, que tal pôr o Noddy a correr para outras paragens. Há um livro super interessante que o pequeno satélite deveria começar a ouvir, sabendo nós que já nutre alguma admiração pelo assunto. A saber " 100 anos de Lenda, Eis o S.L.Benfica". Isso é que era...

MisteriosaLua disse...

Amiga CONCORRÊNCIA, pelos vistos, ainda não vais ser tu a dar-me a fórmula, para os manter sempre pequeninos...

Caríssimo sr. zé dos anzóis, seja bem vindo a este Espaço! Espero encontrá-lo aqui muitas vezes (assim como todos os outros caríssimos!)
Acredite que já tentei e retentei, mas nem com um buraco negro consigo fazer desaparecer o Noddy dos dias do pequeno satélite!...
Posso tentar, realmente, é consolidar os dois interesses: Ao Noddy, juntar o Benfica! Tenho de ver se lhe arranjo uma T-shirt, para começar!...

Besitos da Lua

zmsantos disse...

Lua, quanta ternura!

A maternidade (ou a paternidade) é um estado de alma, que jamais nos largará, e que nos trás suspensos na interrogação permanente de estarmos a fazer tudo para que os filhos cresçam felizes.
A certeza de que isso aconteçe nunca a teremos. Por momentos, vislumbramo-la no olhar deles. No seu riso. Na maneira como nos tocam os cabelos...
A tarefa é árdua e interminável, mas é o melhor que nos poderia ter acontecido na vida.
Obrigado por me teres trazida a lembrança as histórias contadas ao adormecer. A magia dos risos. Os beijos lambuzados...

MisteriosaLua disse...

zmsantos, não tens de agradecer. :) Considera que tenha sido a retribuição pela lembrança que me ofereceste, aqui há dias...
Besitos da Lua